Jornal O Arauto – Edição 02


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SACRO IMPÉRIO DE REUNIÃO
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QUINTA-FEIRA, 13 DE ABRIL DE 2015 • ANO I • NÚMERO 02
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N O T Í C I A S

QUANTO VALE A PALAVRA DO IMPÉRIO?
A “Questão Açoriana” põe em dúvida a honra do Império em seus compromissos


Saint-Denis. O Reino Unido de Açores foi oficialmente vinculado a Reunião através do Decreto Imperial nº 95, de 2009, firmado pelo então Lorde Protetor Grão-Duque de Chuberry, para reconhecer os Açores como protetorado definitivo do Império. O documento, de força constitucional, reconheceu a vontade das duas micronações em se unir definitivamente através de um estatuto jurídico próprio: os Açores manteriam a qualidade de micronação semi-autônoma, teriam Sua Majestade, o Imperador, como Chefe de Estado, e seus cidadãos teriam direitos políticos reuniãos para todos os fins, o que inclui, naturalmente, votar e serem votados.

Para lá dos detalhes jurídicos do texto constitucional do Decreto Imperial, o que se verifica por seu conteúdo é que toma a forma de um compromisso firmado entre dois povos: foi nestas condições que os açorianos abdicaram de sua Coroa Real e de sua plena autonomia em favor do Sacro Império de Reunião.

O conflito fundamental surge quando o Egrégio Conselho Imperial de Estado aprovou a AMN (Emenda Constitucional) nº 02/2015, que inseriu no texto do art. 3º, do Título XIX, da Sagrada Constitucional Imperial, a vedação de que cidadãos de micronações alinhadas a Reunião dentro da Comunidade Reuniã de (é o caso dos Açores) possam concorrer a cargos eletivos ou votar. O fundamento dos Conselheiros Imperiais, à época, é que um Protetorado não é uma unidade do Império tal como as capitanias e vice-reinos. A despeito disso, o primeiro artigo da Sagrada Constituição Imperial informa que Reunião é formada, também, pelos Protetorados a ela vinculados.

A palavra do Império na formação dos estatutos que regem as relações com outras micronações, notadamente aquelas que fazem parte de Reunião, caracterizam a nossa honra mais basilar: cumprir o prometido. A revolta dos açorianos começa a manifestar-se de forma mais concreta. Nomes como o Visconde de Altamira Queluz e Bruno de Torres Homem manifestam em CHANDON nesse momento sua irresignação a situação.

O Arauto apurou que existem atualmente ao menos 05 (cinco) reuno-açorianos tradicionais em solo imperial em plena atividade. O impacto imediato pelo avançar da Questão Açoriana pode ser medido superficialmente por essa análise matemática. O Poder Moderador, ao anuir com o Egrégio Conselho Imperial de Estado, parece ter dado o primeiro passo para um perigoso e triste cisma.

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E M   S E G U I D A


“Se o Conselho de Estado considera indispensável que uma parcela da população não participe da vida política de Reunião e o Poder Moderador concorda com esta posição, não há nada que eu possa fazer.” – Visconde de Altamira Queluz, reuno-açoriano.

“Como diz um adágio latino, ‘Tempora mutantur, nos et mutamur in illis’. Os tempos mudaram e os Poderes Constitucionais de Reunião mudaram com eles.” – Visconde de Menezes Cortes, presidente do Egrégio (PacSo), confirmando que a palavra do Império pode ser facilmente esquecida.

"Quer ser da APQ para quê? Para propor projetos que não serão efetivos nos Açores? Ou ainda eleger um Premier que não governará os Açores?Parece-me estúpido espernear por algo que qualquer um pode atestar a insanidade do pedido.” – Visconde de Areia Branca, fazendo coro ao Visconde de Menezes Cortes.

“Então o que vale a palavra do Sacro Império de Reunião? O que vale a palavra de Sua Sagrada Majestade Imperial? Será o Sacro Império de Reunião uma micronação que só respeita os seus compromissos quando lhe é vantajoso e depois se agarra ao status quo para fazer o que quer da sua parte?” Bruno de Torres Homens, reuno-açoriano.


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E D I T O R I A L

TUDO PELOS QUALÍCATOS
A idéia geral de que o sistema político reunião precisa ser “mais parlamentarista"


Alguns dos Conselheiros Imperiais têm tido ampla movimentação pela reforma do atual sistema político das Casas parlamentares reuniãs. Movimentações entre alguns dos políticos de diversos partidos no Salão Rectangular (facebook) ao longo das últimas semanas parece ter promovido a faísca para um projeto a ser apresentado na Câmara Alta do sistema político imperial, visando modificar o atual sistema de relacionamento entre o Governo e a Assembléia Popular de Qualícatos e a forma pela qual os representantes populares são eleitos pela sociedade.

Antes mesmo da exoneração do Visconde de Castello-Branco, então presidente do Egrégio, para em seguida ser nomeado a comandar o Poder Judiciário, debates noturnos no Rectangular entre nomes como o Barão de Herval-Wilson, Conde de Menezes Cortes, Visconde de Areia Branca, o Barão e Murta-Ribeiro e o próprio Visconde de Castello-Branco, deram forma a um projeto que visasse estabelecer eleições a Assembléia Popular de Qualícatos parcialmente na forma distrital. Assim, metade dos representantes do povo seriam eleitos internamente em cada distrito eleitoral reunião, que coincidiria com as Capitanias e Vice-Reinos, enquanto a outra metade seria eleita nacionalmente.

A idéia geral é vincular metade dos qualícatos a serem eleitos diretamente a cada uma das unidades semi-autônomas do Império, de forma que a representatividade torne-se, além de nacional, também regional. O modelo proposto é em parte resultado do estudo da legislação da hoje inativa Comunidade Livre de Pasárgada, micronação derivada de ex-reuniãos e que adotou regime integralmente parlamentarista com representantes eleitos internamente e cada uma de suas unidades federativas.

Naquela, os parlamentares eram eleitos a razão de dois para cada unidade federativa, o que promovia um elemento a mais no cálculo matemático e político das eleições: não bastava a soma de eleitores nos partidos, era necessária também uma distribuição estratégica. Além disso, o Governo era mero resultado do Parlamento, o que garantia na existência dos parlamentares o cerne da vida pública da micronação, garantindo a necessidade dos partidos de, antes de mais nada, correr atrás de uma soma qualitativa de parlamentares ativos. Um parlamentarismo efetivo e pragmático, e que leva em consideração as variáveis elementares e perpétuas da atividade micronacional.

Por aqui, a proposta inicial nascida de debates informais ainda não avançou para um projeto formal e concreto. Entre os debatedores iniciais da idéia, um ponto parece ser consenso: falta dentro do sistema político atual mecanismos que permitam maior autonomia e influência da Assembléia Popular de Qualícatos sobre o Governo e que garanta uma melhor atratividade e dinamismo político e partidário.

O sistema partidário-eleitoral atual funciona bem, mas pode melhorar muito. Câmara Baixa do Poder Legislativo reunião, a Assembléia Popular de Qualícatos deve ser mais visada do que é hoje, e isso passa necessariamente pelo relacionamento de poder que existe entre ela e o Governo. Buscando exemplos históricos e o espírito inevitável que pauta o micronacionalismo como um todo, é necessário promover maior interesse da sociedade como um todo, e dos próprios partidos políticos, no sistema eletivo, o que passa necessariamente pelo grau de importância e responsabilidade que o Palácio dos Democráticos representa para Reunião.

Este periódico lança aqui a proposta de bases gerais: (i) o Governo deve ser nada mais que extensão da Assembléia Popular de Qualícatos; o premier nada mais do que um Qualícato qualificado, dotado de um mandato por seus pares para conduzir o Governo, sem mandato por tempo definitivo, mas apenas regras internas de confiança e desconfiança de seu poder como premier; (ii) as matérias que envolvam a Administração Pública do Império devem ser de competência privativa do Palácio dos Democráticos; (iii) as eleições para os Qualícatos devem ser regionais – e se não for possível que sejam integralmente regionais, que ao menos parte dos representantes do povo seja eleito internamente em cada unidade do Império.
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R Á P I D A S


∞ O Egrégio Conselho Imperial de Estado aprovou a reativação do Vice-Reino de Maurício. Os mauritanos devem se reunir para reabrir oficialmente as atividades do vice-reino dos próximos dias, tão logo seja publicado o resultado das votações do Egrégio e – espera-se – obtenha-se o Edito Promulgatório favorável do Poder Moderador quanto a matéria. O Arauto adianta a alta probabilidade de que Rodrigo Mariano seja o Vice-Rei dos mauritanos.

∞ Mea culpa faz a redação do Arauto, que à época foi favorável a modificação promovida pelo Egrégio quanto a limitação de direitos dos açorianos em Reunião. A modificação acabou se tornando verdadeira heresia política: compromissos não podem simplesmente ser esquecidos.

∞ Chovem pedidos de filiação para a Aliança Reedificadora Nacional – ARENA. Estamos diante de uma nova liderança político-partidária da direita reuniã?

∞ Rejeitada no Egrégio Conselho Imperial de Estado a proposta de moção contra o monsenhor Thiago Monteneiro, da Igreja Católica Micronacional. Simultaneamente, foi rejeitado proposta de mecanismo regimental na mesma Casa para controlar a atividade mensagística dos Conselheiros Imperiais, enquanto aprovada modificação no Código Penal que torna alguns crimes mais crimes que outros.

∞ Rodrigo Mariano é o novo Chanceler Imperial. Há coisas novas nos ares, promete-se. É possível que a gloriosa política externa do passado possa ter um saldo de reavivamento.

∞ Douglas Silva é o novo Comandante da Guarda Imperial. As forças de segurança estão nas mãos de gente sóbria e ponderada.
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JORNAL O ARAUTO
A IMPRENSA DO VERDADEIRO MICRONACIONALISMO

EXPEDIENTE

EDITOR
Barão de Murta-Ribeiro
“JE MAINTIENDRAI"
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As colunas de opinião assinadas não refletem a opinião do Jornal O Arauto, sendo a responsabilidade jurídica compartilhada conforme o ordenamento jurídico do Sacro Império de Reunião.

Este jornal não representa a opinião de nenhuma micronação, governo ou partido em especial, não sendo vinculado a nenhuma entidade de direito público ou privado que não a empresa Arauto Comunicações. O Editorial, bem como análises de notícias, expressam a opinião do Conselho Editorial e sua responsabilidade cabe exclusivamente ao Editor.

Este jornal não está associado a qualquer entidade de representação de classe, associação de imprensa, movimentos jornalísticos e similares.

Contatos devem ser feitos através do email filipesales@terra.com.br. Reclamações devem ser encaminhadas para a Nunciatura Apostólica em Reunião.

Jornal O Arauto – Número 03

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SACRO IMPÉRIO DE REUNIÃO • VICE-REINO DE MAURÍCIO • LIANIA
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TERÇA-FEIRA, 21 DE ABRIL DE 2015 • ANO I • NÚMERO 03
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E D I T O R I A L
 
 
O QUE SOBROU DA LUSOFONIA
Os cacos de um solitário canto do mundo micronacional
 
Foi-se o tempo em que o micronacionalismo falante da língua portuguesa era plural. Essa heterogeneidade, surgida em 1997, a partir do momento em que Reunião passa a ocupar espaço na lusofonia junto a falecida Porto Claro, foi auxiliado nos anos seguintes com a pulverização de micronações diversas oriundas dessas duas originais, verdadeiras plataformas da micronacionalidade lusófona.
 
Ao final da década de 90, a lusofonia já contava com uma infinidade de semi-micronações, ora meras cópias de Reunião e Porto Claro, ora projetos que sequer tiveram a competência de copiar adequadamente a prática do verdadeiro micronacionalismo. Dezenas de nomes surgiram e desapareceram nos anos seguintes como se jamais tivessem existido, senão para o abastecimento precário da vaidade de fundadores sem a visão do que se trata – e como funciona – efetivamente o micronacionalismo. 
 
Marajó, Mallorca, Avalon, Aquitânia, Sinon, Atlas, Campos Bastos, Havana, Hibérnia, Normandia… todos esses são nomes absolutamente desconhecidos para um recém chegado ao micronacionalismo de 2015 que não se debruce sobre arquivos históricos ainda existentes. Não é por acaso: o legado deixado na lusofonia se restringiu a idéias contadas nas mãos. Poucas foram realmente as iniciativas que reuniram mais do que 30 micronacionalistas ativos simultaneamente, e essa fragilidade eventualmente provocou o colapso da pluralidade existente no passado. Reunião permanece sozinha como único esforço sólido de micronacionalidade perene.
 
Se de um lado a falecida República de Porto Claro deu o primeiro passo na construção da lusofonia, o que foi completado e superado pelo Sacro Império de Reunião, raras outras iniciativas fomentaram algo novo ou depositaram novo bloco definitivo a edificação histórica e cultural do micronacionalismo lusófono. 
 
Mas o declínio e posterior extinção de Porto Claro deixou um vácuo na pluralidade na lusofonia. Sem concorrente real que pudesse criar um ambiente externo aos seus próprios quadros, Reunião se fechou nas suas relações diplomáticas com as demais micronações lusófonas, lançando esforços pontualmente em casos em que julgava ser imprescindível. Não pode ser censurada: a solidão de quem está acompanhado por iniciativas que não se completam, não mantém atividade real duradoura e não consegue promover algo a mais além de tudo o que já foi apresentado pela sociedade reuniã, inevitavelmente provoca um certo espírito taciturno.
 
O problema está efetivamente em fundações. Micronações surgiram e desapareceram porque não foram criadas sobre Fundações, mas apenas a partir de um conjunto de idéias e modus operandi efêmeros e plagiados de tudo aquilo que veio antes. A fundação, do contrário, é verdadeira base histórico-cultural, plataforma abstrata que ampara a vida, e não sobre-vida, e de certa maneira revolucionária, sobre a qual um verdadeiro projeto se sustenta integralmente e torna-se algo substancial e definitivo ao longo da história, ainda que eventualmente pereça, como foi o caso de Porto Claro e Pasárgada.
 
Cessado o sopro de vida da extinta Porto Claro, o momento gerado pelo surgimento e efervescência da Comunidade Livre de Pasárgada, que efetivamente rivalizou com a sociedade reuniã durante certo período, finalmente chegou ao fim há poucos anos, e Reunião encontra-se solitária desde então. 
 
Aqueles que ainda se aventuram sobre projetos novos ou sobreviventes, se efetivamente tem o tempo e espírito necessários, precisam estar com os pensamentos alinhados a isso: fundações.
 
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P O L Í T I C A
 
 
O PARLAMENTARISMO E SUAS TESES
Como circula nos bastidores da política reuniã a tentativa de anglicanização da APQ
 
Saint-Denis. O debate sobre modificações no mecanismo eleitoral e político-partidário que ampara o sistema eletivo e o Governo reunião, segue com a proposta-base de que uma anglicanização do parlamento representativo reunião. O conjunto de opiniões circulantes a respeito parecem ter um consenso quanto ao que deve ser promovido: a Assembléia Popular de Qualícatos deve ser dotada de maiores poderes e deixar de ser casa de “cumpra-se” do Governo. Para isso, os poderes do Premier devem encolher e a estrutura jurídica deve o submeter definitivamente e absolutamente aos Qualícatos, a semelhança – em aspecto superficial – do que ocorre no sistema político inglês.
 
Os elementos da “Reforma Parlamentarista” – como vem sendo chamada – ainda não são, no entanto, claros para todos os seus debatedores. Enquanto parte dos articulares tenta promover a deliberação de emenda inicial, que visa engrandecer os Qualícatos e subordinar o Governo aos parlamentares, outra parte mantém os mesmos esforços para que o “voto regional” seja discutido simultaneamente.
 
Os debates iniciais que resultaram na proposta Parlamentarista apresentada no Egrégio Conselho Imperial de Estado no último dia 16 vieram na mesma esteira das idéias de que a composição da Assembléia Popular de Qualícatos deve se dar por representantes eleitos nacionalmente, e por aqueles que venham a ser sufragados internamente em cada Capitania e Vice-Reino do Império.
 
A idéia das cadeiras representativas eleitas regionalmente, todavia, ainda encontra alguns obstáculos: os idealizadores divergem quanto a proporcionalidade entre as nacionais e as regionais, aos métodos de eleição, e a eventual necessidade de que a região a eleger seus representantes seja ativa ou não, e em sendo, qual o critério a ser utilizado para se medir essa atividade.
 
Independentemente disso, a proposta já apresentada no Egrégio parece não se opor as idéia do voto regional, de forma que andam simultaneamente. O projeto da “emenda parlamentarista” gira em torno dos seguintes vetores: (a) a submissão definitiva do premier, e via de consequência, do Governo, à Assembleia Popular de Qualícatos de forma que seja mera extensão desta última, aos moldes parlamentaristas clássicos; (b) a extinção das competências legislativas do premier, de forma que as leis tenham de ser debatidas e aprovadas pelos parlamentares, e não meramente referendadas por eles; (c) a consolidação de competências exclusivas da Assembleia, de modo que os partidos tenham de se organizar através de seus qualícatos, e não simplesmente os suplantando no Egrégio Conselho Imperial de Estado; (d) a extinção de mandatos fixos do premier, de forma que o partido ou coligação majoritária tenha de se manter nesta condição para manter o Governo.
 
A proposta de AMN em curso no Egrégio ainda será posta a discussão pelo presidente da Casa, o Visconde de Menezes Cortes (PacSo), o que se espera para a próxima Sessão a ser convocada.
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R Á P I D A S
 
 
∞  O Chanceler Imperial respondeu à altura e com a classe digna de um estadista os discursos de péssima habilidade, infantis e insossos que o representante do Reino “RUPA” proferiu na Liga das Micronações. O Arauto se junta aos votos do Chanceler Imperial: “aos nobres representantes do Reino Unido de Portugal e Algarves, meus votos de que a onda de desânimo e derrotismo passe sem demora.” E acrescentamos: aos que são espiritualmente derrotados, abandonem o recalque, seja ele freudiano ou waleskiano.
 
∞   Rodrigo Mariano é o novo Vice-Rei de Maurício, depois da reativação desta unidade aprovada pelo Egrégio Conselho Imperial de Estado. A Ordenação Gloriosa expedida pelo Lorde Protetor do Império já provocou o início da onda de migração de reuniãos para as terras mauritanas.
 
∞   O Egrégio Conselho Imperial de Estado vive momentos de disputa para definição das alas de comando sobre a Câmara Alta. Definida a presidência sob o pacsista Visconde de Menezes Cortes, os conselheiros agora disputam a Primeira-Secretaria. Pelo PSD, se candidatou o Marquês de Nunes Henrique, enquanto o Barão de Herval-Wilson foi indicado pelo PIGD. Na Comissão de Ética, a ARENA indicou o Barão de Murta-Ribeiro, enquanto o PIGD o Visconde de Nilópolis. Até o fechamento dessa edição, nenhum dos partidos da Esquerda apresentou indicação para a terceira vaga da Comissão de Ética.
 
∞    O PIGD indicou Gabriel Bertochi para substituir o qualícato Visconde de Altamira Queluz na Assembléia Popular de Qualícatos. A mudança, que retira da vida pública um dos mais notórios micronacionalistas reuniãos, parece atender ao recente impedimento de que reuno-açorianos participem de cargos eletivos. Longe de prematuramente criticarmos o mandato do Sr. Bertochi, manifestamos nossa tristeza de que o medo e a covardia com que tratam Açores hoje retire pessoas tão gabaritadas da vida pública do Império.
 
∞   O arenista Alexandre Carvalho retornou ao Império com o mesmo espírito edificador que lhe caracterizou há anos atrás. Mal chegou e já se encontra absolutamente inteirado no cenário político e social. Não bastasse isso, já assumiu o Instituto Histórico Reunião e já nos brinda com suas emblemáticas estatísticas.
 
∞   A Arquidiocese Metropolitana de Reunião indultou o Pe. João Santana para que permaneça nas suas atividade políticas e, via de consequência, possa continuar o trabalho como Premier do Império. A Igreja Católica Micronacional pode vedar a que seus sacerdotes participem da vida política conforme decisão de cada autoridade eclesiástica. Preocupante que exista uma entidade no micronacionalismo que limite a participação de micronacionalistas ao que mais o caracteriza.
 
∞   Rafael Lima Silva é o mais novo reunião agora afastado da vida política do Império pela monstruosa e aberrante restrição imposta pelo Egrégio Conselho Imperial de Estado de que açorianos não possam se votar ou serem votados, nem chefiar Poderes do Império. Estamos basicamente limitando a nós mesmos quanto a potenciais políticos disponíveis e atuantes.
 
∞   O Desembargador Imperial Visconde de Castello-Branco constitui mais um instituto histórico-cultural: dessa vez destinado a manter a história da gestão do ex-premier André Giserman. Que a Fundação Histórica Premier André Giserman de Tomás Coelho tenha vida longa. Parabenizamos e torcemos pelos melhores frutos das iniciativas de guarda da História intentadas pelo Desembargador Castello-Branco.
 
∞   A Assembléia Popular de Qualícatos delibera sobre eventual censura ao Poder Judiciário em virtude de julgamento de um de seus pares em condições consideradas inadequadas. O Arauto é firmemente contra qualquer manipulação política da prestação jurisdicional: se há controvérsia no julgado, que se recorra!
 
∞   O Barão de Nilópolis definitivamente vem afundando sua reputação e história com o novo personagem que encarnou desde que retornou a Reunião. É uma pena. Personagens são sempre menos interessantes do que as pessoas que realmente os interpretam.
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JORNAL O ARAUTO
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EXPEDIENTE
 
EDITOR
Barão de Murta-Ribeiro
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Este jornal não representa a opinião de nenhuma micronação, governo ou partido em especial, não sendo vinculado a nenhuma entidade de direito público ou privado que não a empresa Arauto Comunicações. O Editorial, bem como análises de notícias, expressam a opinião do Conselho Editorial e sua responsabilidade cabe exclusivamente ao Editor.
 
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Jornal O Arauto – Edição 02

 
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SACRO IMPÉRIO DE REUNIÃO
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QUINTA-FEIRA, 13 DE ABRIL DE 2015 • ANO I • NÚMERO 02
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N O T Í C I A S
 
QUANTO VALE A PALAVRA DO IMPÉRIO?
A “Questão Açoriana” põe em dúvida a honra do Império em seus compromissos
 
 
Saint-Denis. O Reino Unido de Açores foi oficialmente vinculado a Reunião através do Decreto Imperial nº 95, de 2009, firmado pelo então Lorde Protetor Grão-Duque de Chuberry, para reconhecer os Açores como protetorado definitivo do Império. O documento, de força constitucional, reconheceu a vontade das duas micronações em se unir definitivamente através de um estatuto jurídico próprio: os Açores manteriam a qualidade de micronação semi-autônoma, teriam Sua Majestade, o Imperador, como Chefe de Estado, e seus cidadãos teriam direitos políticos reuniãos para todos os fins, o que inclui, naturalmente, votar e serem votados.
 
Para lá dos detalhes jurídicos do texto constitucional do Decreto Imperial, o que se verifica por seu conteúdo é que toma a forma de um compromisso firmado entre dois povos: foi nestas condições que os açorianos abdicaram de sua Coroa Real e de sua plena autonomia em favor do Sacro Império de Reunião.
 
O conflito fundamental surge quando o Egrégio Conselho Imperial de Estado aprovou a AMN (Emenda Constitucional) nº 02/2015, que inseriu no texto do art. 3º, do Título XIX, da Sagrada Constitucional Imperial, a vedação de que cidadãos de micronações alinhadas a Reunião dentro da Comunidade Reuniã de (é o caso dos Açores) possam concorrer a cargos eletivos ou votar. O fundamento dos Conselheiros Imperiais, à época, é que um Protetorado não é uma unidade do Império tal como as capitanias e vice-reinos. A despeito disso, o primeiro artigo da Sagrada Constituição Imperial informa que Reunião é formada, também, pelos Protetorados a ela vinculados.
 
A palavra do Império na formação dos estatutos que regem as relações com outras micronações, notadamente aquelas que fazem parte de Reunião, caracterizam a nossa honra mais basilar: cumprir o prometido. A revolta dos açorianos começa a manifestar-se de forma mais concreta. Nomes como o Visconde de Altamira Queluz e Bruno de Torres Homem manifestam em CHANDON nesse momento sua irresignação a situação.
 
O Arauto apurou que existem atualmente ao menos 05 (cinco) reuno-açorianos tradicionais em solo imperial em plena atividade. O impacto imediato pelo avançar da Questão Açoriana pode ser medido superficialmente por essa análise matemática. O Poder Moderador, ao anuir com o Egrégio Conselho Imperial de Estado, parece ter dado o primeiro passo para um perigoso e triste cisma.
 
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E M   S E G U I D A
 
 
“Se o Conselho de Estado considera indispensável que uma parcela da população não participe da vida política de Reunião e o Poder Moderador concorda com esta posição, não há nada que eu possa fazer.” – Visconde de Altamira Queluz, reuno-açoriano.
 
“Como diz um adágio latino, ‘Tempora mutantur, nos et mutamur in illis’. Os tempos mudaram e os Poderes Constitucionais de Reunião mudaram com eles.” – Visconde de Menezes Cortes, presidente do Egrégio (PacSo), confirmando que a palavra do Império pode ser facilmente esquecida.
 
“Quer ser da APQ para quê? Para propor projetos que não serão efetivos nos Açores? Ou ainda eleger um Premier que não governará os Açores?Parece-me estúpido espernear por algo que qualquer um pode atestar a insanidade do pedido.” – Visconde de Areia Branca, fazendo coro ao Visconde de Menezes Cortes.
 
“Então o que vale a palavra do Sacro Império de Reunião? O que vale a palavra de Sua Sagrada Majestade Imperial? Será o Sacro Império de Reunião uma micronação que só respeita os seus compromissos quando lhe é vantajoso e depois se agarra ao status quo para fazer o que quer da sua parte?” Bruno de Torres Homens, reuno-açoriano.
 
 
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E D I T O R I A L
 
TUDO PELOS QUALÍCATOS
A idéia geral de que o sistema político reunião precisa ser “mais parlamentarista”
 
 
Alguns dos Conselheiros Imperiais têm tido ampla movimentação pela reforma do atual sistema político das Casas parlamentares reuniãs. Movimentações entre alguns dos políticos de diversos partidos no Salão Rectangular (facebook) ao longo das últimas semanas parece ter promovido a faísca para um projeto a ser apresentado na Câmara Alta do sistema político imperial, visando modificar o atual sistema de relacionamento entre o Governo e a Assembléia Popular de Qualícatos e a forma pela qual os representantes populares são eleitos pela sociedade.
 
Antes mesmo da exoneração do Visconde de Castello-Branco, então presidente do Egrégio, para em seguida ser nomeado a comandar o Poder Judiciário, debates noturnos no Rectangular entre nomes como o Barão de Herval-Wilson, Conde de Menezes Cortes, Visconde de Areia Branca, o Barão e Murta-Ribeiro e o próprio Visconde de Castello-Branco, deram forma a um projeto que visasse estabelecer eleições a Assembléia Popular de Qualícatos parcialmente na forma distrital. Assim, metade dos representantes do povo seriam eleitos internamente em cada distrito eleitoral reunião, que coincidiria com as Capitanias e Vice-Reinos, enquanto a outra metade seria eleita nacionalmente.
 
A idéia geral é vincular metade dos qualícatos a serem eleitos diretamente a cada uma das unidades semi-autônomas do Império, de forma que a representatividade torne-se, além de nacional, também regional. O modelo proposto é em parte resultado do estudo da legislação da hoje inativa Comunidade Livre de Pasárgada, micronação derivada de ex-reuniãos e que adotou regime integralmente parlamentarista com representantes eleitos internamente e cada uma de suas unidades federativas.
 
Naquela, os parlamentares eram eleitos a razão de dois para cada unidade federativa, o que promovia um elemento a mais no cálculo matemático e político das eleições: não bastava a soma de eleitores nos partidos, era necessária também uma distribuição estratégica. Além disso, o Governo era mero resultado do Parlamento, o que garantia na existência dos parlamentares o cerne da vida pública da micronação, garantindo a necessidade dos partidos de, antes de mais nada, correr atrás de uma soma qualitativa de parlamentares ativos. Um parlamentarismo efetivo e pragmático, e que leva em consideração as variáveis elementares e perpétuas da atividade micronacional.
 
Por aqui, a proposta inicial nascida de debates informais ainda não avançou para um projeto formal e concreto. Entre os debatedores iniciais da idéia, um ponto parece ser consenso: falta dentro do sistema político atual mecanismos que permitam maior autonomia e influência da Assembléia Popular de Qualícatos sobre o Governo e que garanta uma melhor atratividade e dinamismo político e partidário.
 
O sistema partidário-eleitoral atual funciona bem, mas pode melhorar muito. Câmara Baixa do Poder Legislativo reunião, a Assembléia Popular de Qualícatos deve ser mais visada do que é hoje, e isso passa necessariamente pelo relacionamento de poder que existe entre ela e o Governo. Buscando exemplos históricos e o espírito inevitável que pauta o micronacionalismo como um todo, é necessário promover maior interesse da sociedade como um todo, e dos próprios partidos políticos, no sistema eletivo, o que passa necessariamente pelo grau de importância e responsabilidade que o Palácio dos Democráticos representa para Reunião.
 
Este periódico lança aqui a proposta de bases gerais: (i) o Governo deve ser nada mais que extensão da Assembléia Popular de Qualícatos; o premier nada mais do que um Qualícato qualificado, dotado de um mandato por seus pares para conduzir o Governo, sem mandato por tempo definitivo, mas apenas regras internas de confiança e desconfiança de seu poder como premier; (ii) as matérias que envolvam a Administração Pública do Império devem ser de competência privativa do Palácio dos Democráticos; (iii) as eleições para os Qualícatos devem ser regionais – e se não for possível que sejam integralmente regionais, que ao menos parte dos representantes do povo seja eleito internamente em cada unidade do Império.
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R Á P I D A S
 
 
∞ O Egrégio Conselho Imperial de Estado aprovou a reativação do Vice-Reino de Maurício. Os mauritanos devem se reunir para reabrir oficialmente as atividades do vice-reino dos próximos dias, tão logo seja publicado o resultado das votações do Egrégio e – espera-se – obtenha-se o Edito Promulgatório favorável do Poder Moderador quanto a matéria. O Arauto adianta a alta probabilidade de que Rodrigo Mariano seja o Vice-Rei dos mauritanos.
 
∞ Mea culpa faz a redação do Arauto, que à época foi favorável a modificação promovida pelo Egrégio quanto a limitação de direitos dos açorianos em Reunião. A modificação acabou se tornando verdadeira heresia política: compromissos não podem simplesmente ser esquecidos.
 
∞ Chovem pedidos de filiação para a Aliança Reedificadora Nacional – ARENA. Estamos diante de uma nova liderança político-partidária da direita reuniã?
 
∞ Rejeitada no Egrégio Conselho Imperial de Estado a proposta de moção contra o monsenhor Thiago Monteneiro, da Igreja Católica Micronacional. Simultaneamente, foi rejeitado proposta de mecanismo regimental na mesma Casa para controlar a atividade mensagística dos Conselheiros Imperiais, enquanto aprovada modificação no Código Penal que torna alguns crimes mais crimes que outros.
 
∞ Rodrigo Mariano é o novo Chanceler Imperial. Há coisas novas nos ares, promete-se. É possível que a gloriosa política externa do passado possa ter um saldo de reavivamento.
 
∞ Douglas Silva é o novo Comandante da Guarda Imperial. As forças de segurança estão nas mãos de gente sóbria e ponderada.
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Jornal O Arauto – Edição 01

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SACRO IMPÉRIO DE REUNIÃO
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QUINTA-FEIRA, 19 DE MARÇO DE 2015 • ANO I • NÚMERO 01
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N O T Í C I A S
 
MAURITANOS SE ORGANIZAM PELA REABERTURA DO VICE-REINO
 
 
Saint-Denis. A Gloriosa Revolução iniciada pelo Imperador Cláudio de Castro já produz efeitos sobre os movimentos mais vanguardistas da história de Reunião. Inicialmente constituído em para abrigar os cidadãos reuniãos anglófonos, sob a liderança de Jeremy Johnson, Duque de Marapendi (após anterior iniciativa fracassada), o Vice-Reino de Maurício tem sua história coincidente com a própria história do Império, surgido numa época em que o micronacionalismo lusófono iniciava sua longa tragetória e anglófonos residiam em Reunião tanto quanto os micronacionalistas falantes do português. Não subsistiu muito enquanto região anglófona do Império, embora o Duque de Marapendi tenha permanecido seu vice-rei até meados de 2004.
 
A história moderna de Maurício inicia-se no final do ano de 2005. Com a nomeação de Douglas J. Silva para comandar o vice-reino, abriu-se espaço para que uma das mais antigas referências culturais do Império assumisse posição especial. Um ano depois Douglas Silva renunciaria o comando do Cetro Real mauritano em benefício de Rodrigo Mariano de Murta-Ribeiro, o Visconde de Albuquerque Figueiroa. Sob o comando de Albuquerque Figueiroa, Maurício iniciaria passos de iluminismo na vanguarda do que há de melhor na atividade produtiva micronacional.
 
As iniciativas do Socioculturalismo, as produções literárias-científicas da Fundação Teobaldo Sales, o portal Micropatriologia, todos têm nascedouro no berço cultural que foi Maurício entre 2006 e 2009. O ambiente de extrema distensão política que vigorava no Império à época não sustentou, no entanto, a diversidade culturais nascidas de Maurício. Pouco tempo depois uma grande debandada do Império provocou o início de novo declínio do vice-reino, até que finalmente adormeceu a partir de 2013.
 
A euforia provocada pelo Imperador há menos de dois meses, no entanto, buscou novamente para a atividade os pilares individuais que sustentavam o projeto mauritano em toda a sua diversidade. O retorno de Rodrigo Mariano a Reunião na última semana descambou para a organização dos antigos mauritanos em torno da reativação do Vice-Reino de Maurício, que depende, no entanto, de parecer formal favorável do Egrégio Conselho Imperial de Estado.
 
No sábado 14 de março foi finalmente publicado no CHANDON pedido formal feito por uma lista de antigos mauritanos, liderados por Mariano, entre os quais se encontram este editor, Tiago Melloni, Allan Weinert e Pedro Penido. Na mesma data, o Lorde Protetor do Império encaminhou o requerimento ao plenário do Egrégio Conselho Imperial de Estado. Inicialmente a expectativa era de grande resistência da parte de Conselheiros Imperiais que ocupam a chefia das Capitanias Hereditárias. Na mesma data, no entanto, o conselheiro Conde de Tavares Lira (PacSo), manifestou-se favoravelmente, conclamando que deveria ser objetivo do Conselho a reativação de todas as unidades do Império. 
 
O apoio foi seguido pelo conselheiro Conde de Juscelino Kubitschek (ARENA), pelos conselheiros Conde de Belo Horizonte e Barão de Herval-Wilson (ambos PIGD) e pelo Visconde de Areia Branca (PSD). A expectativa negativa se concentrou em torno da manifestação de discordância do conselheiro Barão de Castello-Branco (PIGD), presidente do Conselho, que deixou firme sua discordância, afirmando que a atividade reuniã reside nas Capitanias Hereditárias e não em vice-reinos. A despeito da existência de Maurício desde o início da história do Sacro Império de Reunião, a posição do presidente do Egrégio têm se apresentado firme contra novas unidades alheias as Capitanias.
 
A curiosidade adveio de dias depois, quando em debate no CHANDON com o qualícato Conde de Altamira Queluz em função do atual status jurídico do Reino Unido dos Açores, o próprio Barão de Castello-Branco conclamou os açorianos para se decidirem quanto a vice-reino ou Estado autônomo, declarando previamente que aprovava desde já a transformação de Açores em vice-reino. Ainda não se sabe a origem da resistência de Azambuja especificamente quanto a Maurício, mas supõe-se que seja derivado dos movimentos conturbados de 2009, embora não estivesse ele presente no Império à época.
 
As articulações em torno da reabertura de Maurício contam com uma disputa acirrada no Egrégio Conselho Imperial de Estado. Enquanto a liderança do movimento dispensa-se por reuniãos não presentes no Conselho Imperial, o movimento contrário pode ter sua liderança imputada ao conselheiro Azambuja, Barão de Castello-Branco, conhecido pelas posições políticas rígidas e imutáveis notadamente contra a descentralização da atividade política no Império.
 
A proposta ainda não foi colocada em pauta para ser prontamente debatida pelos conselheiros imperiais de Sua Majestade. Buscado pela redação do Arauto, o presidente do Egrégio Conselho Imperial de Estado informou que a proposta viria em sessão próxima, mas que seria aguardada para a apresentação de projetos específicos. Questionado a respeito, informou que o Regimento Interno da Casa não obriga o presidente a seguir ordem cronológica de apresentação das propostas, mas que disporá da proposta de reativação de Maurício entre os primeiros da próxima sessão, desde que os líderes partidários assim solicitem.
 
A “Questão Mauritana” já está a agregar micronacionalistas antigos em retorno ao Império. Os embates no Egrégio Conselho Imperial de Estado definirão o futuro de todos eles, inclusive se a opção será pela dispersão ou inclusão.
 
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E M   S E G U I D A
 
“Tamanha riqueza histórica, carregada de tradições que remontam a quase uma década, dão subsídio valoroso para que novas páginas na história de Mauritius sejam escritas. Nós, amantes da ilhota mauritana, de suas tradições feudais, casas regentes e demais especificidades estamos dispostos a trabalhar exatamente nesse sentido. Novas páginas na história mauritana e reuniã devem ser redigidas por aqueles que vêem no Vice-Reino a sua casa nesse vasto império.” – Rodrigo Mariano, em carta ao Imperador.
 
“A Reativação de todas as unidades do império deve ser sempre o objetivo dessa casa e de todos os cidadãos de Reunião.” – conselheiro imperial Conde de Tavares Lira, no plenário do Egrégio.
 
“Pessoalmente, e entendo quem pensa de forma diferente, eu acho que deveríamos neste momento valorizar as nossas históricas capitanias. Valorizar os valorosos esforços dos Capitães Donatários em ativar suas capitanias. Se formos abrir territórios, vice-reinos estaremos diluindo uma atividade que poderia ser concentrada nas nossas capitanias que lutam gloriosamente para reativação.” – conselheiro imperial Barão de Castello Branco, presidente do Egrégio, no plenário da Casa, desconhecendo a historicidade de Maurício.
 
“Apenas aparentemente, honorável [a unanimidade em torno de Maurício]. Vamos ver o que o futuro reserva sobre tal assunto.” – conselheiro Conde de Menezes Côrtes, mantendo mistério cenográfico sobre sua posição a respeito.
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E D I T O R I A L
A NECESSIDADE DA NOVA DIREITA
Como a ausência de posições principiologicas firmas do PIGD impõe uma nova Direita reuniã sob a ARENA
 
 
Desde os últimos suspiros de uma Era de efervescência política, a Direita reuniã reside unicamente nos quadros do Partido Imperial pela Glória da Dinastia, o PIGD, no qual estão incluídos todos aqueles que sustentam o tradicionalismo e conservadorismo do projeto de micronacionalismo reunião. Sustentados ideologicamente a partir de breves mensagens do próprio Imperador na defesa dos históricos mecanismos políticos e burocráticos do Império, os políticos do PIGD, no entanto, não guardam mais nenhuma semelhança entre si.
 
Mais do que isso, a existência do Partido pela Glória da Dinastia hoje resume-se ao óbvio: defender o Imperador e sua autoridade, o que, tanto por dever de cidadania quanto por compromisso moral, todo reunião está incumbido de o fazer. Os recentes debates em CHANDON demonstram mais do que apenas uma fragilidade de princípios mais profundos da parte do PIGD; suas principais lideranças disputam publicamente idéias fundamentais a respeito de projetos estratégicos do Império. O exemplo da semana ficou com a contenda  entre o Barão de Castelo Branco, presidente do Egrégio Conselho Imperial de Estado, e o qualícato Conde de Altamira Queluz, a respeito do Reino Unido de Açores e a posição que os açorianos guardam enquanto reuniãos.
 
A recente Emenda Constitucional aprovada pelo Egrégio Conselho Imperial de Estado, que diminui a qualidade de cidadania dos açorianos enquanto aquela micronação permanecer na qualidade de Estado Protetorado, e não vice-reino reunião, parece advogar contra um dos principais personagens do PIGD. O Conde de Altamira Queluz, que também é açoriano, esteve entre os mais relevantes líderes contra a crise de atividade ainda há poucos meses.
 
Nesse ambiente, a chegada de F. Sales e T. Melloni e a imediata adesão destes a então sonolenta ARENA pode trazer posições novas e mais profundas para o tradicionalismo reunião, recheado, no entanto, de um pragmatismo que torna bem sucedido os projetos micronacionais atentos as realidades antes que elas efetivamente se precipitem a frente de nós. Somados ao conselheiro Conde de Juscelino Kubitschek, ao qualícato Barão de Gavião Peixoto e o recém ingresso reunião Luiz Felipe Baratella, a ARENA reassume neste momento o papel do tradicionalismo reunião amparado no pragmatismo político necessário para que a Gloriosa Revolução alcance os efeitos sólidos desejados.
 
Mais do que isso, a ARENA deve se posicionar no cenário político reunião sob o lema do eterno Thomas Jefferson: “o preço da liberdade é a eterna vigilância.” Se de um lado o Imperador é a autoridade indiscutível e absoluta no Império, todas os demais Poderes constituídos são exercidos por súditos que existem a margem da infalibilidade do Imperador. Deve a Nova Direita estar sensível ao fato de que o micronacionalismo reunião é exercido politicamente através de uma rede intrincada de autoridades que devem se submeter a lei tanto quanto ao Imperador, já que a primeira deriva do segundo, e que a preservação das tradições e estruturas reuniãs se deve em função dos reuniãos e pela existência de Reunião, e não intrinsecamente em si enquanto objeto de si mesmo.
 
A nova ARENA ressurge no cenário político reunião com diversos desafios, mas nenhum viciada pelo experimentalismo de conservadorismo cru e destemperado. Neste sentido, o movimento arenista não é conservador, mas sim Tradicionalista. Apegado as tradições reuniãs, não ignora que elas possam ser ligeiramente modificadas ao longo do tempo, pelo próprio movimento da sociedade reuniã, desde que mantenham sua essência vital e identidade referencial. De outro lado, não pode ser progressista ou arrisca tudo no rompante de iniciativas experimentais irresponsáveis.
 
Esse deve ser o compromisso dos arenistas em diante.
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R Á P I D A S
 
∞ O Egrégio Conselho Imperial de Estado aprovou duas Emendas Constitucionais, com Cumpra-Se do Poder Moderador, restaurando o antigo modelo da máquina judiciária reuniã. A partir de hoje, existem um desembargador imperial e dois juízes imperiais sob sua supervisão. Espera-se que o Poder Moderador mantenha na alta direção do Judiciário o único desembargador imperial remanescente desde a crise com o Egrégio, o Visconde de Guimarães Rosa, que tem prestado grande serviço ao Império.
 
∞ Reunião continua com dificuldades de explicar aos recém chegados que não estamos brincando de casinha.
 
∞ O trabalho realizado pelo Visconde de Areia Branca junto a fronteira reuniã é louvável. Aliás, há bastante tempo não vejo o ingresso de tantos novos micronacionalistas reiteradamente. Alguém deve ser responsabilizado positivamente por esse trabalho de marketing e propaganda excepcional que estamos fazendo.
 
∞ Seria o Estado de Badakhshan a nova tentativa malê de Arthur Rodrigues?
 
∞ Fato inequívoco: a Igreja Micronacional não faz a menor idéia de qual o seu papel no micronacionalismo. Nisso há consenso entre direitistas e esquerdistas reuniãos.
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JORNAL O ARAUTO
A IMPRENSA DO VERDADEIRO MICRONACIONALISMO
 
EXPEDIENTE
 
EDITOR
Barão de Murta-Ribeiro
“JE MAINTIENDRAI”
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As colunas de opinião assinadas não refletem a opinião do Jornal O Arauto, sendo a responsabilidade jurídica compartilhada conforme o ordenamento jurídico do Sacro Império de Reunião.
 
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Boletim de Notícias, Edição IV

BOLETIM DE NOTÍCIAS

Uma publicação da Agência Reuniana de Notícias

Anno I                                   Número IV               13 de Março de 2015
Impresso na Oficina de Serviços Gráficos da Secretaria Imperial de Imprensa e Propaganda

ESTADO-MAIOR DAS FORÇAS ARMADAS IMPERIAIS TEM NOVO CHEFE
Saint-Denis, DR

            As Forças Armadas Imperiais (FAI), na última segunda-feira (09), ganharam um novo Chefe de Estado-Maior. Por Ordenação Gloriosa Ordinária expedida por Sua Alteza Imperial, o Lorde Protetor, o Marechal-do-Ar barão Lucas Vítor Sena de Santana Lopes é o novo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Imperiais, função antes ocupada pelo Marechal-de-Exército marquês Flávio Miranda de Nunes Henrique.

            Segundo Santana Lopes, a honra de chefiar o Estado-Maior das FAI era algo que ele não esperava. “Quando soube da nomeação, fiquei surpreso, uma vez que o Lorde Protetor sabia que existiam nomes mais competentes do que o meu. No entanto, fico feliz por mais uma vez, servir ao meu império”, afirmou o novo comandante.

            O Marechal Nunes Henrique, durante a passagem de comando, afirmou que a oportunidade de passar o bastão do comando era única. “Santana Lopes é homem competente e militar valoroso. Tenho certeza que fará jus à sua nova função, na qual sempre terei gosto em ajudar”, ressaltou o comandante-em-chefe da Casa Militar.

            Ainda na mesma OGO, o conde Carlos Fraga de Vital Brazil foi exonerado da função de Diretor-Geral da QUAEX, o Serviço Secreto Imperial. Para a função, foi nomeado o marquês Flávio de Nunes Henrique. O Imperial Colégio Reunião de Heráldica (ICRH) também ganhou um novo Rei d’Armas. Tiago de Saxe-Coburgo Gota de Strüss-Valadão foi nomeado Rei D’Armas do ICRH, no lugar do barão Matheus Jürgen de Nuta James.

ESTADO-MAIOR CONVOCA ROLL CALL DE MILITARES
Saint-Denis, DR

            Ainda no mesmo dia de sua nomeação para a chefia de Estado-Maior das FAI, o Marechal-do-ar Santana Lopes emitiu Ordem-do-Dia convocando um Roll Call de todos os militares, tanto da ativa quanto da reserva.

            Segundo o marechal, a medida tem caráter de urgência, e servirá para se ter uma base de quantos militares estão em plena disposição de trabalhar pela Defesa do Império. “É tempo de fazermos uma reorganização completa nas FAI, e precisamos que todos estejam dispostos a trabalhar por essa reorganização”, afirmou.

            A medida, com validade até o dia 13 de março, começou a dar resposta ainda no primeiro dia de sua emissão. De acordo com Santana Lopes, muitos militares se declararam prontos a trabalhar. “Fato interessante é que o próprio marechal Tamandaré Caxias, homem valoroso, se dispôs a atuar em funções de consultoria. Esse é um grande avanço que nós tivemos, e queremos ter ainda mais ao trabalhar pelo Império”, frisou Santana Lopes.

CEM NOMEIA NOVO ARCEBISPO IMPERIAL DE REUNIÃO
Saint-Gabriel, IZ

            Na última terça-feira, a Conferência Episcopal Micronacional (CEM), representada pelo cardeal D. Renato Moraes, decano do Sacro Colégio de Micro-Cardeais, nomeou o frei D. Lucas Card. de São Petrônio para a função de Arcebispo Metropolitano Imperial de Reunião e Primaz do Micromundo, nome prontamente ratificado pelo Lorde Protetor. Para a função de bispo auxiliar de Reunião, foi nomeado D. Osvaldo Mafra.

            Segundo o novo arcebispo, sua única missão durante o tempo em que chefiar a arquidiocese será de promover a fé católica e trazer novos convertidos ao seio da Igreja Católica Micronacional. “Queremos que cada pessoa atingida pelo trabalho pastoral que nosso clero promoverá sinta a necessidade, em suas próprias vidas macronacionais, de buscar a fé, convertendo-se, confessando-se e frequentando a Santa Missa mais próxima. Queremos que faça arder no coração de cada fiel aquele fogo santo, em verdade, e para isso, nos dedicaremos copiosamente”, ressaltou o cardeal.

            Também, no mesmo Decreto Episcopal, o Distrito Eclesiástico de Izabella, chefiado pela Igreja Católica Micronacional, ganhou um novo Governador: o cardeal Marcelo Araújo Montenero de Monte-Real e Pacífica, que também se tornou o Chanceler da CEM.

            O administrador apostólico da Arquidiocese Imperial, monsenhor Thiago Montenero, também foi um dos contemplados pelo Decreto Episcopal. Conhecido por sua defesa ao Código de Direito Canônico, o monsenhor foi nomeado para a chefia do Tribunal Eclesiástico e para a secretaria do Decanato do Sacro Colégio de Micro-Cardeais.

IGREJA NOMEIA REPRESENTANTE JUNTO AO ECIE
Saint-Denis, DR

            Por meio de Decreto Arquiepiscopal exarado na última quarta-feira (11), o Arcebispo Imperial de Reunião, cardeal D. Lucas de São Petrônio, credenciou o cardeal D. Renato Moraes para a função de Representante Eclesiástico junto ao Egrégio Conselho Imperial de Estado (ECIE). Segundo o arcebispo, a função de D. Renato será responder por todos os assuntos concernentes à Igreja Católica Micronacional diante do ECIE.

            Ainda no mesmo decreto, foi nomeado para a mesma função de D. Renato, mas para a Assembleia Popular de Qualícatos, o cardeal D. Marcelo Araújo Montenero de Monte-Real e Pacífica, que também responde pela função de Vigário-Geral da Arquidiocese Imperial.

REUNIÃO DE REUNIÃOS MARCADA!
Rio de Janeiro, RJ

            Cidadãos do Sacro Império de Reunião espalhados pelo Brasil já tem dia e hora para se encontrarem! Após reunião entre o Lorde Protetor Glauco de Torres Novas, o Imperador Cláudio I e a Imperatriz Roberta, a Reunião de Reuniãos do ano de 2015 foi marcada para o dia 26 de setembro de 2015, a ser realizada na Churrascaria Palace, na cidade do Rio de Janeiro.

            A data foi escolhida em virtude de diversos compromissos macronacionais de Sua Majestade. “Todos nós teremos compromissos, e quisemos pensar numa data que fosse boa para todos os nossos cidadãos. Após reunião com o Lorde Protetor, resolvemos marcar para o dia 26”, afirmou Sua Majestade.

            Segundo o Lorde Protetor, a Reunião de Reuniãos é um momento importante de confraternização. “A Reunião de Reuniãos é o momento em que todos os reuniãos, antigos ou novos, podem se confraternizar, brincar, rir e se divertir. Ainda mais nesse ano, uma vez que é a edição que comemora os 18 anos da independência de Reunião de O País! Será um encontro inesquecível!”, afirmou Torres Novas.

CÂMARA DO POVO STRAUSSIANA TEM NOVOS INTEGRANTES
Saint-Benoît, SS

            Na última quarta-feira (11), a Secretária de Estado de Stráussia, Dra. Marcela van der Haeger von Zeni, nomeou os três novos componentes da Câmara do Povo Straussiana (CPS): Lucas Vítor Sena de Santana Lopes, Tales Zonaro e Michel Maciel.

            Segundo a Dra. Marcela, a medida se faz necessária para que a capitania tome novos rumos. “Começamos com o Moderador Capitanial, que está se reestruturando. Agora, o Legislativo, que terá a incumbência de eleger o novo Presidente de Stráussia. Faremos o possível para que Stráussia volte aos rumos que um dia teve”, frisou a Secretária, no discurso de posse aos novos Populares.

CHEFE DA DELEGAÇÃO REUNIÃ NA LIGA DAS MICRONAÇÕES É SUBSTITUÍDO
Palácio Santa Fé, LP

            Nesta quinta-feira, a delegação reuniã junto à Liga das Micronações sofreu alterações. O conde Heitor Baltazar de Altamira Queluz e Levante, ex-chefe da delegação, voltou de Munique às pressas e pediu sua substituição à Chancelaria. Em seu lugar, foi nomeado o Conselheiro Yuri av Oldenburg Holstein-Gottorp Zanoni.

            Segundo a Chancelaria Imperial, o conselheiro Zanoni deverá viajar ao Plenário da Liga das Micronações, em Munique, na próxima semana, onde apresentará suas credenciais à missão reuniã e ao Secretariado-Geral da Liga, chefiado por Sua Majestade Imperial, o Imperador Guilherme III Luís, da Alemanha.

EXPEDIENTE

SECRETARIA IMPERIAL DE IMPRENSA E PROPAGANDA
Secretário
: Lucas Vítor Sena, barão de Santana Lopes

DIVISÃO DE JORNALISMO INSTITUCIONAL
Chefe: Leonardo Campos Soares de Taveirós
Superintendente da Agência Reuniana de Notícias: Leonardo Campos Soares de Taveirós

DIVISÃO DE PUBLICIDADE E DESIGN
Chefe
: Flávio Miranda von Rainer, marquês de Nunes Henrique

DIVISÃO DE ENGENHARIA DE SITES
Chefe: Ricardo Cochrane, visconde de Areia Branca

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A TRIBUNA: Último editorial da história deste jornal

Editorial: Versatilidade negativa… algo repugnante!

Significado de versatilidade. O que é versatilidade: Que tem várias qualidades, de um modo específico ou geral.

As atribuições da palavra acima deveriam ser a daqueles que se dizem chamados a exercer um cargo político, seja no executivo como no legislativo. No entanto, queremos nos ater a um dos atributos da versatilidade, que pode também ser encontrado em outra definição da palavra, que é a que segue:

 
 

“s.f. Caracterísica ou qualidade do que é versátil. Falta de estabilidade; que não sustenta um ponto de vista; que apresenta inconstância; mobilidade”.

 

Quando vemos choques entre poderes, podemos entender a descrição de versatilidade apontada acima, tendo em vista que o que resume, verdadeiramente, choque entre poderes é, na maioria dos casos, o choque de interesses, o choque entre “promessas não cumpridas de um lado ou de outro”, ou seja: a falta de estabilidade e não sustentar um ponto de vista, como apresentar inconstância.

Ao olhar para as informações postadas na mídia em geral, podemos encontrar várias atitudes de gestores ou legisladores que corroboram com a segunda característica apresentada pela versatilidade: a da característica negativa. Não é só porque a maioria dos políticos praticam como regra a “Lei de Gerson”, mas porque a falta de vergonha na cara “supre as necessidades” de sua falta de conhecimento técnico, o que faz o sistema tornar-se, cada vez, mais viciante para o lado negativo: o da barganha… afinal, “só voto neste projeto se obtiver um cargo no ministério ou secretaria tal”.

O que é vergonhoso para uns é comum para outros que, descaradamente, apresentam-se, por vezes, como os “salvadores da pátria, ou do estado, ou do município”, mas que, sempre que podem, se locupletam, utilizam-se do cargo que possuem para beneficiar filhos, esposas, parentes, direta ou indiretamente, em cargos públicos… o discurso não condiz com a prática… e não é preciso ir longe… basta analisar a conduta de cada um que exerce cargo ou função pública eletiva para entender que o SEU INTERESSE é sempre superior ao interesse coletivo.

Repugnante.

Rodini Netto, Editor

Cordialmente,
O Barão de Sersalle e Zagarisse
D. PIETRO ERNESTO VITTORIO CALIFANI DE DOMINICIS VON HABSBURG-RAINER
* Cavaleiro da Ordem de Tassinari* Desembargador Imperial
* Advogado – CIA 113 (Licenciado)

 

* Marechal-do-Ar / Comandante da Base Aérea de Mafatte
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Chega de Prosa

JORNAL CHEGA DE PROSA 
Ano I Edição I, o 
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CONTROVÉRSIAS MARCAM A ELEIÇÃO PARA PREMIER
 
Em uma eleição marcada por polêmicas acabou na eleição de S.E.I D. João Santana Premier, o PIGD alega ilegalidade na eleição pelo uso da questão fechada, o que é vedado pela Sagrada, contudo abstiveram-se de entrar com ação contra os partidos envolvidos.
 
Heitor Baltazar, líder do PIGD na Assembléia Popular de Qualícatos por meio de nota declarou:
 
“A Sagrada Constituição Imperial proíbe expressamente o uso de questão fechada quando o objeto da sessão é a eleição do Premier. O PIGD poderia, se quisesse, pedir (a) a anulação dos votos que o PSD depositou na urna, (b) a anulação de toda a Segunda Sessão da Gloriosa Revolução ou até mesmo, numa extrapolação do entendimento da Carta Magna, (c) a perda do mandato dos três Qualícatos peessedistas que votaram usando incorretamente o instituto da questão fechada. Nosso partido, todavia, não vai fazer nenhum desses pedidos, porque considera que, muito embora o PSD desconheça o ordenamento jurídico em vigor neste Império – tendo apresentado candidato a Premier que não poderia concorrer e, agora, usado de um artifício para direcionamento de bancada em uma situação que a Constituição veda textualmente (grifo nosso), o PIGD não é movido por vingança ou pelos comportamentos infantis dos quais fomos alvo durante a campanha. Os ideias que norteiam nosso partido e a atuação parlamentar de todos os nossos membros são os da dignidade e da justiça”.
 
O Procurador Geral do Império no dia 23/02 entrou com Ação Real de Inconstitucionalidade contestando a validade do Edito Promulgatório que empossou João Santana como Premier deste Sacro Império. 
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MEDIDAS PROTELATÓRIAS DO MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO ATRAVANCAM O REGISTRO DE EMPRESAS
 
O Ministério da Integração não tem dado conta da demanda de solicitações de registro de empresa, com a possibilidade descumprir os prazos previstos no Código Civil o Ministro encaminhou na noite de ontem portaria, solicitando a todos os empresários que fizeram seus pedidos no mês de Fevereiro refizessem-os.
Tal medida foi alvo de inúmeras críticas por diversos cidadãos.
Breno Costa, burgomestre de Olympia e acionista do Grupo Bertochi de Comunicação Ltda afirma:
“É  óbvia a irresponsabilidade orgânica do Ministro Padre Montenero.
É ridícula a situação que foi imposta a iniciativa privada, sendo necessário uma intervenção do moderador para suprir a prevaricação da esquerda (Que governa o país). Sendo mister salientar que a concessão dos Arquitetos da Felicidade do le portense Allan de Saint-Robert  ainda está travada”.
 
Já para Allan de Sanit-Robert as medidas são: “Um atraso desnecessário que faz com que novatos desanimem”.
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CRÍTICAS A PLANO DE GOVERNO TERMINAM EM TROCA DE OFENSAS PESSOAIS – Opinião
 Diversos cidadãos acabaram sendo ofendidos em lista pública SHE D.Flávio Miranda por apresentar críticas ao Plano de Governo apresentado por S.E.I D. João Santana, entre as ofensas mais comuns proferidas estão “Corja imunda” e “Oposicionista burro”.
 
Ora, em uma democracia cabe a oposição fiscalizar e apontar as falhas do governo, cabe ao governo administrar o país, neste sentido a busca por um debate civilizado, pautado em argumentos deve ser norma geral. Não estamos aqui na Idade da Pedra, onde xingamentos e porrada eram a principal forma de argumentação.
 
Cabe à base aliada DEFENDER seu plano de governo, sem JAMAIS partir para a baixaria como vem ocorrendo nos últimos dias.
Isso é inadmissível, mas enfim, chega de blá, blá, blá chega de Prosa!
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ENTREVISTA COM BRENO COSTA, BURGOMESTRE DE OLYMPIA
Chega de Prosa: Boa noite, Quais as perspectivas de crescimento do burgo e quais as medidas tomadas para o  crescimento de Olympia?
 Breno Costa: A partir de Segunda feira estabelecerei uma agenda programática ao burgo já que todas as adversidades que me impediam de iniciar os projetos  foram superadas.
CP: Nessa curta estdada em RE qual a sua avaliação do projeto político em questão política nacional? O que acha da polêmica envolvendo a eleição do atual Premier?
BC: É visível que a volta de antigos micronacionalistas apenas reacendeu velhas rixas.Acho interessante a atual conjuntura política nacional, porém, sinto uma falta de uma atuação maior da UNIDA. No que tange a diatribe envolvendo a eleição do Premier, creio que houve demasiada imaturidade de diversas pessoas; os conflitos de ideias virou  ataques pessoais.
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PROJETO COMIC
 
O Projeto COMIC reunirá na próxima quarta-feira empresários de todo o país visando a criação de uma associação de empresários, visando o desenvolvimento da nação. A expectativa é sair da reunião com a Carta Magna da Confederação Micronacional da Indústria e Comércio.
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CLASSIFICADOS
 
O Grupo Bertochi de Comunicações contrata programador para a confecção de sistema de rádio.
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O Chega de Prosa é marca registrada do Grupo Bertochi de Comunicações o uso está condicionado a autorização por parte da Diretoria do Mesmo.

Boletim de Notícias da Agência Reuniana de Notícias

Boletim de Notícias

Anno I – Número I            Uma Publicação de Agência Reuniana de Notícias        20 de Fevereiro de 2015

 

 

Boletim de Notícias: Um Diário para Reunião

 É com grandes esperanças que se inicia este novo veículo de informação, direcionado a todos os reuniãos, com o interesse nobre de repassar a verdade livre da tendenciosidade comum ao jornalismo privado. O Boletim será editado semanalmente, e publicado toda sexta-feira após o pôr do sol. 

 

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O Crescimento Populacional

 

  A popularmente conhecida Revolução Gloriosa, não teve efeitos poderosos apenas na política oficial da nação, mas também no crescimento populacional. Um grande número de “imigrantes” chegou recentemente. O número de novos membros que antes se mantinha fixo em Um ou Dois, n’um único dia, saltou para 13. Não obstante, não é isso o mais importante, mas sim o número de apresentações e novos reuniãos dispostos a participar ativamente em prol de Sua Sacra Majestade Imperial.

  Essa micronação tão conceituada está prestes a passar por sua própria Renascença de atividade e vertiginoso desenvolvimento interno, assim se espera. 

 

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O Contato Escorvanês

  Uma nova micronação foi, nessa semana, reconhecida por Edicto Irrevogável do Lorde Protetor. O Reino de Escorvânia, localizado na região do Gujarate no noroeste da Índia e regido pelo Kfah Raon III, da Casa Real de Ascalan, é uma promissora micronação com conceitos fortes e bem estabelecidos, que envolvem história, cultura, orgiem étnica e até mesmo um proto-idioma.

  Esperamos que a diplomacia entre nosso glorioso Império e a nação escorvanesa decorra sempre cordial.

 

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Propaganda Política

  Os partidos políticos entraram em guerra. As propagandas políticas estão furiosas. Mesclam-se ovações e críticas pesadas, nesse mosaico que é Reunião, o que, certamente, não há de faltar é o confronto. Desejamos a todos os partidos, e seus filiados, sorte.

 

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Reativações

 

  O primeiro passo para a restauracção definitiva d’uma actividade constante é a total reativação das regiões. O Vice-Reino de Maurício, o último dos territórios reuniãos a passar por reactivação. Entretanto, talvez, seja sábio, como ressaltou Sua Sacra Majestade Imperial, não reactivar e manter como área de protecção ambiental. Ainda falou d’uma grande tristeza que acontece, que é a degeneração d’uma espécia de grande importância para o Sacro Império: o pássaro dodo. 

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EXPEDIENTE
SECRETARIA IMPERIAL DE IMPRENSA E PROPAGANDA
Secretário: Lucas Vítor Sena, visconde de Labneh
 
– DIVISÃO DE JORNALISMO INSTITUCIONAL
Chefe: Leonardo Rodrigues
Superintendente da Agência Reuniana de Notícias: Leonardo Rodrigues
 
– DIVISÃO DE PUBLICIDADE E DESIGN
Chefe: Flávio Miranda von Rainer, duque de Nunes Henrique
 
– DIVISÃO DE ENGENHARIA DE SITES
Chefe: Ricardo Cochrane, barão de Areia Branca

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Número I – Anno I

Impresso na Oficina de Serviços Gráficos da Secretaria Imperial de Imprensa e Propaganda 

A TRIBUNA – O Retorno

A TRIBUNA – Ano 10 – Edição 10
Editorial
Uma revolução tomou conta do Sacro Império de Reunião, reafirmando a premissa de que a presença do próprio Imperador, tão requerida anos a fio, transforma a existência e o próprio funcionamento do Império.
Reunião é a principal micronação de língua portuguesa (muitas tentativas de cópias dela saíram e continuam saindo).
A volta do Imperador Claudio I foi o primeiro de muitos retornos acontecidos nos últimos dias na escola do micronacionalismo. Personagens “dinossáuricos” retornaram ao Império, seguindo o exemplo do Imperador, trazendo nova vida ao Sacro Império de Reunião.
A locomotiva foi colocada nos eixos, novamente, e o Império voltou a funcionar a todo vapor.
Clarabella Null em alerta
O retorno e a vinda de novos súditos para o Império trouxe um movimento espantoso ao aeroporto Clarabella Null, o que colocou as autoridades em alerta máximo, não para impedir o desembarque de passageiros, mas para que “personas non gratas” não ultrapassem as cancelas da imigração antes de serem levadas para as salas de interrogatório.
Partidos voltaram a existir
Na contramão do que tanto se achou ser a solução para a estrutura partidária do império, a manifestação do imperador em relação à necessidade do pluripartidarismo continuar existindo, fez com que agremiações que estavam com suas estrutura enferrujadas (paradas mesmo), voltassem a funcionar. Todos os partidos históricos do Império voltaram à atividade.
Crise no Judiciário
A máquina estatal do poder judiciário mostrou-se ineficaz, principalmente, tendo em vista uma estrutura funcional de muitos cargos e pouquíssimas pessas a fazer a estrutura funcionar. O retorno aos princípios do Poder Judiciário, com uma estrutura de de um só Desembargador e Juízes lotados nas varas imperiais e na Corte Especial de Conduta, pode ser a solução para um funcionamento produtivo e real do Poder Judiciário do Sacro Império de Reunião.
Capitanias liberadas para funcionar
O ECIE aprovou o retorno do funcionamento enquanto Capitanias, com suas estruturas próprias, das capitanias do Império. Novos capitães foram nomeados e espera-se que as mesmas passem à atividade imediata. 

Expediente
A TRIBUNA é um jornal de propriedade do Grupo De Dominicis e pertencente ao Visconde de Sersalle e Zagarisse, com sede no burgo de Sersalle e Zagarisse, na Capitania Hereditária de Le Port.

Cordialmente,

O Visconde de Sersalle e Zagarisse
D. PIETRO ERNESTO VITTORIO CALIFANI DE DOMINICIS VON HABSBURG-RAINER
* Desembargador Imperial
* Cavaleiro da Ordem de Tassinari
* Ex-Capitão Donatário da Capitania Hereditária de Le Port (pela Ordenação Gloriosa) Protocolo de Mafatte
( Visite Le Port – www.capitaniadeleport.tk)
* Advogado – CIA 113 (Licenciado)

 

* Marechal-do-Ar / Comandante da Base Aérea de Mafatte
* Fundador do Burgo de Sersalle e Zagarisse

COMÉDIAS DA VIDA NEM TÃO PRIVADA

COMÉDIAS DA VIDA NEM TÃO PRIVADA
EDIÇÃO DE NATAL, QUER DIZER, DE CARNAVAL

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EDITORIAL

É com imensa satisfação que estamos reaparecendo aqui no CHANDON, com este corpinho lindo que deixa todas as bichas guardadas no armário que só saem no carnaval e depois voltam para sua farsa.

Muitos antigos não nos conhecem ou nos ignoram. Dane-se!

Doa quem doer, vamos colocar o nosso bloco na rua, pois temos o Imperador vestido de Cardeal, defensor perpétuo da fé.

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Revolta da Voltas

A turminha do bloco unidos do Lounge do Impá, está de volta. Algumas figuras voltaram a brigar de maneira tão falsa, que todos sabemos que depois eles estarão tomando suas cachaças, comendo lingüiça (com trema) e rindo dos bobos da corte.

Até quando eles estarão aqui? Façam suas apostas!

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Devoradores de criancinhas VS Engomadinhos

A famosa e histórica briga entre PacSo e PIGD estão em cartaz nas casas legislativas do Império. Na APQ, a esquerda está mandando e no ECIE manda a direita. A APQ está a todo vapor para eleger o novo premier. Já o ECIE está tão parada que nem o seu novo presidente que até agora nada faz e dai vai aparecer aqui dizendo muitas coisas e que ele é o melhor do mundo junto com o seu partido.

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UMA NOVA BACTÉRIA EM REUNIÃO

O Weber entrou em RE!

Todo sujo de fezes, ele está em Saint Denis e a qualquer momento, estará preso e brincando com os brinquedinhos da QUAEX. PENA DO ÂNUS DELE…

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Por hoje chega…

Dane-se quem não gostou e um beijundas pra quem gostou.

TE AMO REUNIÃO… BATE UM SELFIE COM MEU PAU.

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