[imprensalivre] A Labareda * Edição 107

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Ano II * Edição nº 107 * Terça-Feira, 31/01/2006
SACRO IMPÉRIO DE REUNIÃO
 
EDITORIAL
 

O DESAFIO DO LUIZ MONTEIRO

 

Recentemente quis fazer uma entrevista com vários micronacionalistas, pessoas que pouco conheço, mas que ouvi falar serem grandes micronacionalistas.

 

Obviamente que ainda não falei com todos e certamente poderei cometer injustiças, mas uma das grandes virtudes desenvolvidas nesse hobby foi justamente a de aceitar opiniões divergentes, reconhecer que errou, pedir desculpa   e principalmente, mostrar arrependimento através de ações.

 

Assim está sendo com uma das perguntas que fiz aos meus entrevistados, quando menciono uma certa micronação, que "ouvi falar" sobre sua quantidade de mensagens. Como parte da resposta um dos entrevistados, Luiz Monteiro (Porto Claro) pediu para que eu escrevesse o que era atividade para mim e pediu ainda para não ser superficial.

 

Recentemente ocupei o cargo de Premier do Sacro Império de Reunião e tive algumas dificuldades para governar, principalmente por causa da ausência de mão-de-obra e da recusa dos partidos de oposição em cederem seus correligionários, alguns muito valorosos e vitais para o bom andamento da administração do executivo. Eu sei o quanto eu trabalhei para levar ao fim meu mandato. Foram 103 dias (90 deles previstos em lei). Mas um belo dia, dizeram que na lista privada do executivo o meu período como premier foi o de menor atividade. Perdoe-me a expressão, mas vão para o inferno todos esses que usaram os números da lista do executivo para medirem minha atividade. Tenho certeza hoje, depois de dois mandatos, que fiz muito mais que os dois que sucederam-me.

 

Eu sei, eu sei, não respondi diretamente a pergunta, mas aprendi uma grande lição. Tenho uma grande dívida com uma micronação, que decide pagar pelo menos nos próximos 12 meses. Como sinto? Um dos micronacionalistas mais privilegiados, que tem se aproveitado de TODAS as situações para aprender, sempre!

 

 

NOTÍCIAS
 

PESQUISA SOBRE EMBARGO A REUNIÃO APRESENTA RESULTADOS CONTROVERSOS

 

Foi divulgado hoje pelo gabinete da presidência de Porto Claro o resultado da pesquisa de opinião sobre o embargo imposto a Reunião.

 

Entretanto, o resultado da pesquisa acabou por deixar algumas dúvidas no ar.

 

A primeira pergunta era se o embargo deveria ser ou não afrouxado. 16 membros da sociedade porto clarense foram favoráveis ao afrouxamento do embargo, contra 12 contrários e ainda 2 votos em branco.

 

A segunda pergunta versava sobre como o embargo deveria ser afrouxado. O resultado mostra uma certa divisão entre a população. As opções mais votadas foram:

 

* Liberar TODAS as entradas de estrangeiro provenientes de RE = 9 votos

 

* Não liberar a entrada de estrangeiros provenientes de RE = 9 votos

 

Desta forma, e numa leitura superficial do resultado, o embargo deve ser afrouxado, mas na prática não deveria.

 

NA ENTREVISTA DE HOJE, LÚCIO COSTA WRIGHT, VENCEDOR DO PRÊMIO PRAVDA DE MICRONACIONALISTA MAIS COMPLETO .

 
Lúcio C. Wright, da Federação Ibero Americana, recebeu muito bem o editor Alexandre Carvalho, do A Labareda. 
 
Wright recebeu no final de dezembro o Prêmio Pravda, promovido pelo jornal de mesmo nome, como o micronacionalista mais completo.
 
Relembrando a concessão do prêmio, Wright é considerado atualmente o "micronacionalista que mais inspira os novatos", "popular e dedicado, dotado de intelecto invejável e de paciência indescritível", além de ser "diplomata, político, cidadão e ainda faz sites muito bem". 
 
Acompanhe.    
 

Entrevista

 

Lúcio Costa Wright, da Federação Ibero-Americana 

 

Alexandre Carvalho: Qual a expectativa para o ano de 2006, após um ano onde muitas micronações passaram por dificuldades extremas e tiveram que adotar medidas para não "fechar as portas"?

 
Lucio Costa Wright: 2006 certamente é um ano de renovação do cenário político internacional. Enquanto algumas micronações tradicionais buscam trilhar um novo caminho no micronacionalismo pela união, outras passam a atuar cada vez mais frequentemente pelo ufanismo. Se pudéssemos batizar 2006 com uma palavra, creio que essa seria RENOVAÇÃO. Cada vez mais o micronacionalismo dribla a fragmentação da lusofonia com pontes de parcerias intermicronacionais. Às velhas micronações que acham que se bastam por si sós, resta o caminho do isolamento. Quem tiver algo para oferecer será sempre bem-vindo, quem ficar só no falatório falará sozinho.

 
AC: O ano começou com um briga intensa entre micronações que se juntaram para fazerem oposição a Reunião. O que o senhor tem a dizer disso e se Reunião necessita mesmo de tanta oposição, principalmente quando o cenário micro passa muito longe do cenário macro?
 
LCW: Apesar de o cenário micro e o cenário macro serem diferentes, questões como bom-senso, civilidade, caráter dos governantes e dos governados e regras de cortesia são bem vistas em qualquer lugar do mundo, quer seja ele "real" ou "virtual". Diversas micronações se juntaram para pedir que Reunião se enquadrasse dentro de algumas regras de convivência. Ao que parece, Reunião preferiu criticar a forma como a mensagem foi enviada e ignorar o conteúdo. Prefiro continuar como mero espectador dos acontecimentos que virão.   
 
AC: Experiências coletivas no micronacionalismo ainda não decolaram: Microcon, Omu, Cúpula de Sayed ( C.R.U.), Cúpula Econômica (Siena). O que pensa sobre isso e o que pode ser feito para haver cooperação entre as micronações?
 
LCW: Todas as experiências referidas são recentes, e dizer que a OMU não decolou é ignorar um fato histórico, de que provavelmente avizinha-se o fato dela ser a primeira organização micronacional a congregar diversas micronações que chegaram a um denominador comum ao dar um ultimato em Reunião. Não discuto aqui o propósito de seus membros nem a qualidade da organização, mas sim o fato de que a OMU é a primeira organização depois da OLAM (Organização Latino-Americana de Micronações) a congregar um número representativo de micronações e levá-las a um entendimento comum em assuntos específicos.
 
AC: É possível considerar o número de mensagens como principal fator de mediação da atividade? Mas como explicar micronações tem cerca de 3000 mensagens por mês mas pouco produz?
 
LCW: Quantidade é uma coisa, qualidade é outra. Qual a importância de se ter 3.000 mensagens por mês? Além de produzir e-mails, o que mais a micronação produz? Seu judiciário é ativo, suas empresas funcionam, sua universidade dá cursos regulares, seu legislativo e executivo são atuantes e funcionam? Micronacionalismo é simulação política, se 2.900 dessas mensagens são relativas a virtualismo barato e papo de comadre, então poderia ser uma lista de amigos qualquer e não uma micronação.
 
AC: E como explicar essa ânsia de criar sistemas financeiros e econômicos viáveis para o micro-mundo. Temos mesmo a necessidade de uma ecomonia micronacional?
 
LCW: E por que não? Temos necessidade de termos Faculdades micronacionais? Relações Externas? Judiciário? Por que não sistema econômico? É uma simulação social como qualquer outra.   
 
AC: Percebemos que muitas pessoas procuram criar suas próprias micronações em detrimentos de juntar forças para formar um Estado forte. Como explicar essa situação?
 
LCW: Essa situação se deve a diversos fatores, dentre eles a eterna busca do homem pelo novo. Já dizia Baudelaire em Flores do Mal que é necessário mergulhar no incomum para descobrir o novo. Alguns procuram a inovação, outros procuram mesmo alimento para seus egos. Nesse ponto a Federação Ibero-Americana, formada por Andorra, Marajó e Orange, inova, pois a fórmula para estabilizar esses estados micronacionais e fazê-los prosperar como um estado uno foi a união e não a fragmentação tão comum. Não é possível ignorar que é a primeira vez que estados micronacionais se unem numa base de igualdade, e não de anexações ou imperialismo. Tanto a Federação Ibero-Americana como a União Soviética estão indo na contramão dessa fragmentação e podem abrir caminho para uma nova tendência.   

 

AC: O micronacionalismo está em decadência ou podemos aceitar a velha desculpa do ciclo?  
 
LCW: O que você coloca como uma possível desculpa é na realidade o eterno ciclo da vida. Tudo o que é vivo nasce, cresce, reproduz e morre, desde pessoas até estados. Foi assim com Roma, foi assim com a Inglaterra, foi assim com diversas potências macronacionais, com diversas civilizações. Mais dia, menos dia, o próprio micronacionalismo entrará em declínio, quer chamem isso de desculpa ou de fator natural, é a vida. Mutatis Mutandis.
 
AC: Considerações finais.
 
LCW: Agradeço a participação em seu jornal e aguardo o seu formulário de turista para conhecer a Federação Ibero-Americana quando esta abrir sua listas para os estrangeiros.

 

Fagulhas

 

– Mal o Tio Gerson volta e os movimentos de secessão recomeçam:  www.straussia.org

 

– Unabomber, Honra Imperial e Gustavo Trident seriam a mesma pessoa. O João Paulo não nega. 

 

– Top Five nos mp3 players da lusofonia esta semana: 

       1. Eu Queria Ter Uma Bomba – Cazuza

       2. O Homem-bomba – O Rappa

       3. Letter Bomb – Green Day 

       4. How To Dismantle an Atomic Bomb – U2 

        5. Não me Mande Carta – Zeca Baleiro

 

– Falando nisso, que diabo de arquivo veio anexado pro Jorginho do Quintal que deixou ele tããããão nervoso? Será que foi o vídeo do empalamento que tem no chandon? Eca, aquilo é asqueroso mesmo. Já vi 18 vezes e continuo achando um HORROR.

 

– Se o plebiscito acabar com todos os banimentos o Valdemort Gomes vai poder voltar também?

   

  

 
Expediente
 
Editor-Responsável: Alexandre Carvalho
Repórter: Douglas Silva 
A Labareda é uma publicação do Grupo IIRDE
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[Chandon – Jubileu de Ouro] A Labareda * Edição 106

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Ano II * Edição nº 106 * Segunda-Feira, 30/01/2006
SACRO IMPÉRIO DE REUNIÃO
 
EDITORIAL
 

DESCASO E CONVENIÊNCIA

 

Pensei que a última edição do A Labareda iria gerar uma certa polêmica, mas parece que como sempre, impera em Reunião o descaso e a conveniência.

 

Parece que a APQ não está muito preocupada com sua imagem, mas vive reclamando por maior respeito. Apenas a qualícata Marina Melillo, do Pacso, mencionou que de a ascensão de Friedenburg ao Magistral está fora do que deveria ser. E não importa se quem mandou foi o moderador, a questão é de intervenção. 

 

Esse atraso na eleição também não é novidade. Sempre ocorre para que cheguem todos aqueles que vão dar avitória a um partido, que passa o ano inteiro morto, mas sempre vence a eleição. Se não vence, chega perto disso e consegue pelo menos 3 cadeiras na APQ. 

 

É lamentável que isso ocorra em Reunião. Será que é essa a tradição que tanto querem defender? 

 

Intervenção para quê, queremos Sales na APQ! 

 

NOTÍCIAS
 

ECIE PROPÕE PLEBISCITO PARA BANIDOS

 

O presidente do ECIE, Charles Goldstein, propos no ECIE a realização de um plebiscito para saber se a população aprovaria um idulto para os banidos recentemente. A proposta seria apresentada em conjunto com APQ.

 

A medida, se aprovada pela população, possibilitará aos banidos retornarem ao convívio do Sacro Império de Reunião, mas impõe algumas condições.

 

Os "ex-banidos" não poderão ser nomeados grão-duques em caráter definitivo bem como utilizarem da lei da máquina do tempo, que restitui títulos outrora ocupados. A concessão de títulos também ficaria condicionada ao tempo de nova cidadania, após 1 ano.

 

Analistas consideraram que o ECIE ficou com a "consciência pesada" pela derrota imposta ao Moderador e estariam querendo fazer uma "média" com o Imperador.

 

 A LABAREDA PRETENDE ABRIR SUCURSAL NO PRINCIPADO DE SOFIA

 

O editor do A Labareda, Alexandre Carvalho, recebeu neste domingo visto de trabalho no Principado de Sofia, concedido pela Sra. Fernanda Delli, ministra da imigração daquele país.

 

Carvalho desembarcou em Sofia ontem de madrugada e já trabalha com a possibilidade de abrir uma sucursal do periódico em território sofista.

 

Segundo o editor, o trabalho em outros países "contribuirá em muito para a manutenção do projeto A Labareda diário" .
 
"É possível manter um jornal diário trabalhando em outros países, dada a grande dificuldade em contratar correspondentes internacionais e ainda por cima a micronação ganha por se tornar notícia ao redor do micro-mundo, notícias essas que serão retratadas no A Labareda com imparcialidade e isenção".
 
Alexandre Carvalho apenas acerta os últimos detalhes por conta da legislação sofista e de possíveis restrições impostas pelo embargo a Reunião.
 
Há indícios inclusive que A Labareda poderia fazer uma associação com um periódico local, mas Carvalho não quis divulgar o nome do periódico.
 
URSS PROMOVE ABERTURA DA LISTA NACIONAL
 
Em comunicado enviado a toda a comunidade intermicronacional, Felipe Aron da URSS, informou que os arquivos da principal lista do país serão abertos a consulta.
 
Atualmente apenas Reunião e Nova Belmont tinha seus arquivos abertos ao público externo.
 
A iniciativa foi muito aplaudida pelo editor do A Labareda, Alexandre Carvalho. Segundo Carvalho, "esse mudança representa um marco para o MN". "Com a abertura das listas, o trabalho jornalístico e a divulgação do MN ganham e  muito", complementa o editor.
 
O A Labareda manteve no ano passado, durante algumas edições, uma campanha intitulada "micronações de portas abertas", que pregava justamente a abertura das listas nacionais.
 
A República de Porto Claro também estaria discutindo uma possível abertura.
 
LUIZ MONTEIRO, CHANCELER DE PORTO CLARO, RESPONDE AS PERGUNTAS DO EDITOR DO A LABAREDA.
 
Em uma das melhores entrevistas já realizadas até hoje, segundo o próprio editor do A Labareda, o Chanceler de Porto Claro fala com o editor numa conversa tensa, cheia de provocações. 
 
Em uma delas, Monteiro acha estranho a pergunta sobre o micronacionalismo estar em decadência. "Não estava afirmando, apenas fiz uma pergunta se o MN estava em decadência".
 
Comenta-se na redação de jornal que o editor estaria preparando uma nova entrevista com Monteiro.
 
Nas próximas edições, não percam as entrevistas de Lucio Costa Wright, que ganhou o Prêmio Pravda de Micronacionalista mais completo e Ezequiel Stone, do extinto Califado Malê do Brasil.    
 

Entrevista

 

Luiz Monteiro, Chanceler de Porto Claro 

 

Alexandre Carvalho: Qual a expectativa para o ano de 2006, após um ano onde muitas micronações passaram por dificuldades extremas e tiveram que adotar medidas para não "fechar as portas"?

 
Luiz Monteiro: Particularmente vejo o ano de 2006 com muita, muita esperança. Vejo um sentimento novo, um sentimento de resgate ao amor por sua nação. E isso é muito bom, desde que junto não venha o ufanismo. Lendo as expressões "dificuldades extremas" e "fechar as portas" me faz pensar em uma coisa: A completa besteira que é a parametrização da atividade interna como pressuposto para dizer que tal nação é mais ou menos importante. Tenho viajado muito pelo micromundo e me despido de certo preconceitos quase unânimes.

 

É possível sim que uma nação pequena em número de cidadãos e pequena em número de mensagens produza projetos interessantes ao seu próprio povo e também "aproveitáveis" a nações maiores. O grande capital intelectual não necessariamente se encontra concentrado em grandes nações nem mesmo tem maior probabilidade de ali encontrar terreno fértil. Muitas vezes em pequenas nações, por haver uma menor burocracia, uma menor disputa pelo poder e um sentimento de união muito grande é que as grandes concepções tem lugar. A mim e a minha nação cabe incentivar isso e beber dessa fonte maravilhosa, devolvendo sempre que puder a generosidade recebida, seja através de apoio político ou mesmo com projetos.

 

Neste passo, para este ano que está nascendo, posso perceber que esta não é uma visão exclusiva minha, os membros da OMU também sentem isso. Podemos transformar esta organização em um grande palco de trocas e numa bela rede de contatos e desenvolvimento de projetos em conjunto. Isso fortalece individualmente cada nação trazendo atividade para cada uma. Se prosseguirmos neste ideal, é certo que este ano será melhor para a lusofonia em geral.

 

Para Porto Claro vejo um momento ímpar em sua política interna: As recentes modificações no sistema legislativo Portoclarense (a votação deixou de ser apenas nos partidos, mas passou a ter um sistema híbrido, votando-se no nome do candidato e observando-se um coeficiente partidário) certamente irão trazer uma série de alterações nas relações políticas entre partidos, candidatos e eleitores. Agora, o Partido tem sua responsabilidade aumentada, pois terá que dosar bem o nome de seu candidato ao legislativo, tentando mesclar um nome com apelo político e que agregue competência. Por outro lado os ocupantes de cargos legislativos serão muito mais cobrados. Antes, a cobrança era dividida, um jogava a culpa no outro, pois foram alçados a condição de legisladores pelo Partido. Agora não, o eleitor sabe exatamente para quem foi o seu voto e como cobrar as promessas de campanha. No que tange o eleitor resta saber se ele estará apto a mudar sua forma de cobrança política e aproveitar esta mudança que julgo benéfica.

 

Teremos em março também eleições internas para o Palácio Diamante e o contexto se mostra muito pouco claro. Penso eu que o Presidente Ricardo Jr. não teria fôlega para encampar uma reeleição, se extendendo no poder. Também não acho que a reeleição de um mesmo presidente traga vantagens ao país. Por outro lado, como assegurar que os projetos hoje desenvolvidos continuem no mesmo pique e aonde este governo tenha falhado, que outro melhore? Eis o jogo político de uma república democrática. Sinceramente hoje não vejo um nome unânime à corrida pelo Palácio Diamante. Acreditar novamente nos mesmos nomes não dá, Rafael Braga e Ricardo Jr seriam mais do mesmo. Entretanto, não depositaria minha confiança em nehum dos mais novos. Por isso tudo é que acho que este ano vai ser muito legal e bem ativo na ceara política, espero me surpreender positivamente.

 
AC: O ano começou com um briga intensa entre micronações que se juntaram para fazerem oposição a Reunião. O que o senhor tem a dizer disso e se Reunião necessita mesmo de tanta oposição, principalmente quando o cenário micro passa muito longe do cenário macro?
 
LM: Aqui estão alguns conceitos que não concordo, repudio veementemente. Não existem micronações se juntando para fazerem oposição a Reunião. A Organização das Micronações Unidas nasceu como uma entidade democrática, para fomentar trocas de experiências e projetos entre as nações-membro, pautando-se pelo respeito mútuo, pouco ou nada importando se nação A ou B é forte e se nação C ou D são menos ativas. Não é essa a preocupação, a preocupação é poder saber o que Normandia pode oferecer a Açores, o que Porto Claro pode oferecer a Sofia, o que um pode emprestar ao outro, sem que para isso crie-se uma dívida que a todo momento se cobre. Assim e para isso nasceu a OMU.

 

A partir do momento que o Sacro Império de Reunião, na figura de seu Imperador, atua e promove condutas não compatíveis com o que as nações membro da OMU acreditam serem de boa fé, é óbvio que uma cizânea se instalará nas relações entre os países da OMU e de Reunião. O que foi feito neste campo simboliza apenas uma coisa: Sete nações da Lusofonia não corroboram e não aceitam a forma como o Sacro Império de Reunião e seu Imperador se portam em relação a elas mesmo. E a Carta de Repúdio e o Embargo foram apenas ferramentas para exteriorizar esta firme convicção e para que um debate sadio, franco e direto fosse estabelecido, não entre os governantes, mas entre os povos. Neste aspecto, acredito que conseguimos avançar muito bem.

 

Portanto, não se trata de oposição, não estamos preocupados em rechaçar um país por tudo que ele faz. Pelo contrário, é uma situação extremamente desconfortável e infeliz, mas necessária para trazer ao menos um pouco de reflexão. Mas será que podemos esperar isso? Só o futuro dirá.  

 
AC: Experiências coletivas no micronacionalismo ainda não decolaram: Microcon, Omu, Cúpula de Sayed ( C.R.U.), Cúpula Econômica (Siena). O que pensa sobre isso e o que pode ser feito para haver cooperação entre as micronações?
 
LM: Sinceramente eu acho que a OMU decolou. Não sei se vai permanecer voando, mas a julgar pela importância que os chanceleres das sete nações dão à organização, tem tudo para só prosperar. Não sei as outras organizações, mas a finalidade desta Oraganização não é policiar, não é obrigar, não é ter liderança (como falam por aí) e nem colocar "A" ou "B" sob meu domínio ou influência. Ela nasce como um grande mercado de idéias e projetos onde você livre e desapegadamente oferece o que tem de melhor aos seus amigos. É tão simples. Sem mistério, sem propaganda, sem terceiras intenções, sem jogo.

 

Seguindo esta regrinha tão básica e simples o resto vem junto, como respeito, fraternidade, apoio político, crescimento da atividade interna dos membros, aumento do turismo, culminando em uma afinidade natural entre estas nações.

 
AC: É possível considerar o número de mensagens como principal fator de mediação da atividade? Mas como explicar uma micronação como Sofia que tem cerca de 3000 mensagens por mês mas pouco produz?
 
LM: Obviamente que é um fator e de fato é o principal fator de medição, mas não é nem um pouco confiável. As respostas são óbvias: Como considerar uma mensagem com produtiva ou não? E o trabalho desenvolvido em MSN, IRC, fóruns, blogs, fazendo lei, fazendo site, fazendo jornal e etc? Você melhor do que eu sabe o trabalho que dá editar um jornal… E fazer um sistema de imigração? Isso pode ser quantificado em mensagens?

 

O problema não está no fator de medição, o problema está em querer por querer medir a atividade com o propósito de julgar se determinada micro é melhor do que a outra, com se isso fosse possível. Cada micronação tem a sua peculiariedade, a sua forma de ser ativa. O que não compreendo é a tremenda bobeira que é comparar número de cidadãos e número de e-mails… Acho que a história de uma micro e o seu valor passam bem ditante destas aferições.

 

Por fim, quero registrar aqui meu profundo desagrado da forma como você se refere ao Principado de Sofia. É direito seu achar que o Principado de Sofia não produz nada, mas isto apenas mostra a superficialidade com que você trata as informações que recebe e a superficialidade com que expõe seu pensamento no jornal. Por algumas vezes já lhe critiquei, algumas em público, outras em particular sobre esta característica sua que se apoderou de sua escrita. Corra atrás da informação, estude o fato, pergunte às pessoas envolvidas no fato e também àquelas não envolvidas. Você pecou por completa ignorância acerca de Sofia. Sugiro que visite o país, converse com o povo sofista, se informe sobre sua atividade legislativa, sobre a seriedade de seu judiciário, sobre a devoção ao sistema econômico, sobre o profissionalismo de sua chancelaria, sobre o culto a nobliarquia enfim, sobre o cotidiano nacional daquela nação.

 

Aliás, o que é produção e atividade para você? A resposta a esta pergunta daria um ótimo editorial para você. Mas por favor, não responda superficialmente.

 
AC: E como explicar essa ânsia de criar sistemas financeiros e econômicos viáveis para o micro-mundo. Temos mesmo a necessidade de uma ecomonia micronacional?
 
LM: Claro que não. Se fosse necessário já teria ocorrido. Mas vejo o sistema financeiro como uma variável muito interessante para nossa simulação. Sei que o Banco de Porto Claro já está que pronto, com opções de transferência, pagamentos, extrato e que poderá ser adaptado para trocas com outros bancos de outros países. Isso não lhe parece interessante? O problema é criar a tal "escassez necesária" fundamental para rodar uma economia.

 

Não diria que existe uma ânsia em criar sistema financeiro porque escuto esta conversa desde 1998, mas com mais força a partir de 2002. Acredito que seja um sentimento natural de melhorar e introduzir um novo aspecto em nossa simulação.  

 
AC: Percebemos que muitas pessoas procuram criar suas próprias micronações em detrimentos de juntar forças para formar um Estado forte. Como explicar essa situação?
 
LM: Está aí uma boa pergunta. Sempre gostei de Porto Claro, nunca pensei em sair de lá e fundar outra micro. O que leva as pessoas a fazerem isso? Geralmente nunca estamos plenamente satisfeitos com os rumos de nossas nações, claro, nada é perfeito e a perfeição é o que buscamos. Alguns, movidos pelo profundo desejo de rápidas transformações talvez não tenham a paciência ou a inteligência suficiente para promovê-las e então acabam saindo e fundando suas nações. Parte disso é falta de amor a micronação. O cara "está" portoclarense, mas o cara não é "portoclarense". Sinceramente o que falta é amor pela historinha de sua micronação, falta amor pela política interna, falta amor pelas leis de seu país, falta amor pelas instituições do país. Isso só vem com o tempo e tendo a sua micronação um cotidiano nacional forte e interessante.  

 

AC: O micronacionalismo está em decadência ou podemos aceitar a velha desculpa do ciclo?  
 
LM: Sinceramente não vejo onde está esta decadência. Não sei qual a sua referência para dizer que o micronacionalismo está decadente. Para mim o fim do ano de 2005 e este começo de ano de 2006 estão maravilhosos, vejo atividade em todos os países que visito.
 
AC: Considerações finais.
 
LM: Não tenho.

 

Fagulhas

 

Há dois casos de dupla-personalidade clinicamente comprovados na lusofonia. Dizem que o "Honra Imperial" pode ser o terceiro.

 

Da série "Devaneios": Carlos F. Silva, Fernanda Sarmento e Gustavo Trident seriam a mesma pessoa. O João Paulo nega.

 

O Estado do Porto Claro recebeu mais acessos ao seu site nos últimos dias do que quando ainda estava ativo em 2002. O Aguiar tá pensando até em pôr uns GoogleAds e ganhar um trocado.

 

O Cedric Mitchel disse que ganhar dinheiro assim reforça o desprezo pela República de Porto Claro e a falta de respeito pelos seus cidadãos

 

Em um cinema perto de você! "Resident Evil III: Tio Gerson governador de Beatriz"!

 

   

  

  Expediente

 
Editor-Responsável: Alexandre Carvalho
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Fundado em 06/08/2004

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[Chandon – Jubileu de Ouro] A Labareda * Edição 105

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Ano II * Edição nº 105 * Sexta-Feira, 27/01/2006
SACRO IMPÉRIO DE REUNIÃO
 
EDITORIAL
 

A ACUSAÇÃO DE GOLPE FOI EXTREMAMENTE EXAGERADA

 

Ao retornar de férias recebi com surpresa a demissão do cargo de ministro da Integração, por inatividade. Cabe lembrar que avisei para pelo menos 103 pessoas que estaria em férias, viajando.

 

Com a cabeça esquentada, considerei que a atitude do poder moderador configuraria um golpe. Nossa, que exagero. Aproveito inclusive para pedir desculpa ao Poder Moderador pelo meu exagero, ninguém quis pegar o lugar de ninguém. 

 

Entretanto, algo aconteceu, pois o senhor Fernando de Friedenburg foi nomeado Ministro sei-la-do-que (perdoe-me, esqueci e não posso verificar, as rotativas estão a todo vapor) e foi alçado ao Magistral. 

 

Então, a atitude do moderador tem outro nome: intervenção

 

A lei não foi cumprida, pois quem deveria estar no Magistral era o Sr. Filipe Sales, como Diretor-Presidente da APQ e Vice-Premier. Mas o poder moderador não precisa cumprir a lei, está na Sagrada e pode usar de intervenção em qualquer poder. Mas a intervenção só é usada em casos extremos, e não vejo que esse era o problema, porque voltei de férias pouquíssimo tempo após a nomeação do Friedenburg.  

 

Porque não houve intervenção quando Leonardo Oliveira se afastou sem aviso prévio do cargo de Premier? Mas do que depressa foi votada uma moção de desconfiança, sem necessidade diga-se de passagem, e o retiraram do cargo, com discursos inflamados em prol do cumprimento da lei. 

 

Porque a situação agora seria diferente. E mais estranho ainda, porque a APQ não se manifestou? 
 

 

NOTÍCIAS
 

EX-MINISTRO DA JUSTIÇA DE PORTO CLARO ACIONA GOVERNO CONTRA EMBARGO A REUNIÃO

 

O ministro da justiça de Porto Claro, Fabiano Carnevalle, deixou o cargo e vai acionar na justiça o governo de PC, por conta do embargo a Reunião.

 

Segundo o advogado de Carnevalle, João Paulo Real, a ação vai pedir a anulação do embargo e o impeachment do presidente Ricardo Jr., além da responsabilização criminal dos envolvidos. 

 

Real disse ainda que "independente das questões de mérito, sou defensor da conciliação entre PC e RE".

 

O advogado do ex-ministro da justiça só está preocupado com a situação do próprio judicário, que só tem atualmente um juiz, Paulo Azize, que acaba de ser nomeado diplomata, estando subordinado ao Chanceler, do Poder Executivo, justamente o réu da ação.

 

Ainda segundo Real, o problema maior seria "que ele [Paulo Azize] tem se manifestado abertamente ao embargo e ainda batendo boca com meu cliente, o que nos preocupa muito".

 

De acordo com a legislação de Porto Claro, no impedimento do juiz quem julga a ação é o Senado. Real teme que, desta forma, o julgamento passe a ser mais político.

 

O senado porto clarense tem hoje oito senadores, sendo que dois ficariam impedidos, o Chanceler Luiz Monteiro e o Ministro das Comunicações Lucas Silva.

 

"Sobram seis votos para decidir a questão. É um momento importante para PC e o governo está em jogo", finaliza Real.   

 

CONTINUANDO A SÉRIE DE ENTREVISTAS, FILIPE OLIVEIRA, O LORDE PROTETOR DO IMPÉRIO, FALA COM EXCLUSIVIDADE AO LABAREDA 

 

Atualmente Filipe Oliveira e Alexandre Carvalho formam uma "cruzada" informal em favor do micro-mundo.

 

Oliveira exerce hoje o mais importante cargo no Sacro Império de Reunião, o de Lorde Protetor, cargo ocupado por pessoas como Pedro Aguiar e mais recentemente por Gerson França, recem-retornado a Reunião.

 

Após Oliveira, Luiz Monteiro falará ao A Labareda . Monteiro é o atual Chanceler de Porto Claro. Segundo o editor do A Labareda, uma das melhores entrevistas dentre todas. Monteiro critica abertamente Carvalho, o culpa de não ter dados embasados ao criticar a atividade de Sofia, pergunta onde o editor vê o micronacionalismo em decadência e em momentos inverte o papel, fazendo do editor o entrevistado. Não percam. 

 

 

Entrevista

 

 

Filipe Oliveira, Lorde Protetor do Sacro Império de Reunião

 

Alexandre Carvalho: Qual a expectativa para o ano de 2006, após um ano onde muitas micronações passaram por dificuldades extremas e tiveram que adotar medidas para não "fechar as portas"?

 
Filipe Oliveira: Acho que praticamente todo mundo começou 2006 entusiasmado. Quem imaginaria que Mauritius seria a unidade do Império mais ativa neste mês? E que Pasárgada quebraria recordes de número de mensagens? Infelizmente tem muita atividade ainda sendo gerada na base do "factóide" e do que costumo chamar de "caos induzido", ou seja, confusões e crises planejadas e provocadas para gerar movimento em listas.

 

Por outro lado, 12 meses no micromundo é um periodo longo demais para se fazer previsões. Prever qualquer coisa agora é querer quebrar a cara daqui a 4 ou 5 meses.

 

Acho que as micronações lusófonas vão conseguir ter um bom ano se cada um de nós conseguir agir de forma menos egoísta e ególatra durante os próximos meses. Chega dessa história de "gigantes e anões". Não deveríamos ter nada a temer uma das outras e nada a esconder também. Não falo em "temer" como uma sensação de fraqueza diante do outro e sim aquele medo irracional em relação a quem nada ou pouco conhecemos, que nos faz agir de forma agressiva. Que gera raiva.

 
Prefiro o trabalho comunitário de alguns tipos de insetos do que a solidão das grandes aves, no alto da montalha
 
AC: O ano começou com um briga intensa entre micronações que se juntaram para fazerem oposição a Reunião. O que o senhor tem a dizer disso e se Reunião necessita mesmo de tanta oposição, principalmente quando o cenário micro passa muito longe do cenário macro?
 
FO: Reunião erra, como qualquer outro país. Acontece que nossos erros são sempre colocadas sob lentes de aumento e propagandeados por megafones. Ou seja, distorcidos para se tornarem maiores e piores.

 

Chega a ser hilário ver alguns dando lição de moral sobre os motivos do tal embargo (que eu só vejo vigorar em um país), sem saber do que estão falando. Só dois tipos de pessoa levaram a sério os motivos do embargo: os ingênuos e os mal-intencionados.

 

Os ingênuos realmente acreditaram em toda aquela conversa, pois os fatos foram a eles apresentados de forma maniqueísta. E aqui cabe apontar um dos erros de Reunião: deixar que isso aconteça, sem reagir para pôr um pouco de cinza nessas visões preto-e-branco.

 

Os mal-intencionados estão soltando foguetes e usando tais fatos como plataforma política local e internacional. O que ando vendo de gente que andava inativa e agora posa de "herói da resistência" por aí…

 

Reunião não precisa disso mas essa oposição é conveniente para quem é contra nós apenas por existirmos. Por isso que temos que mudar algumas atitudes e posturas, para tirar o ponto de apoio dos que se alavancam e se promovem com essa oposição. Ela é prejudicial a toda lusofonia, no fim das contas, pois problemas pessoais de alguns poucos governantes não podem ser usados como justificativa para impedir a divulgação de notícias ou a circulação de pessoas.

Nobreza e grandeza, para mim, significam capacidade de reconhecer erros e corrigir. Mudar e melhorar. 

 
AC: Experiências coletivas no micronacionalismo ainda não decolaram: Microcon, Omu, Cúpula de Sayed ( C.R.U.), Cúpula Econômica (Siena). O que pensa sobre isso e o que pode ser feito para haver cooperação entre as micronações?
 
FO: A primeira coisa a ser feita é parar e pensar: para que precisamos de uma organização internacional? Até onde estamos dispostos a ir para que ela funcione? Criar uma organização para, como primeiro ato, criar caso com país que sequer é membro só demonstra imaturidade e falta de objetivos concretos.

 

Quando eu e alguns outros micronacionalistas nos reunimos para criar a OLAM, foi por razões muito claras e simples, como trocar informações para impedir paplismo e dupla-cidadania, já que até então havia tanta paranóia sobre dados da  imigração que não era possivel qualquer intercâmbio. 

 

Um bom caminho, na minha opinião, seria começar com algo assim, sem maiores pretensões. Como criar um canal de comunicação entre alguns países, para que o diálogo ocorra de forma privada, sem que nenhum lado queira se exibir, como ocorre na Imprensa Livre. Um "telefone vermelho", mas aberto a várias micronações, mesmo aquelas supostamente adversárias no momento. 

 

Imaginar algo com um tribunal internacional ou um parlamento lusófono é utopia, não só por incapacidade de ser posto em funcionamento mas por desinteresse da maioria de que isso ocorra.

 

Aproveitando a ocasião, faço um breve comentário sobre uma resposta a essa mesma pergunta já dada: Reunião não boicotou a OLAM, quando esta foi criada. O boicote era mútuo e deu um enorme trabalho para ser solucionado.

 
AC: É possível considerar o número de mensagens como principal fator de mediação da atividade? Mas como explicar uma micronação como Sofia que tem cerca de 3000 mensagens por mês mas pouco produz?
 
FO: Eu acho que é o contrário: o número de mensagens é o pior fator para medir atividade, pois é o que está mais sujeito a erros. Analisar os números frios de um mês de mensagens e os comparar com os dos outros países NÃO vai dar a ninguém uma amostra real de produtividade, criatividade e desenvolvimento de cada país. Em cada país a quantidade de mensagens na lista tem um valor distinto. 

 

Se a população está satisfeita com a realidade e com o ritmo de sua micronação, a atividade vai acontecer. É o desânimo que mata a produtividade. É a sensação de não se encaixar no perfil do país que cria o desânimo. Ou a sensação de que está produzindo e não está havendo nenhuma espécie de retorno. 

 

A atividade se mantém quando há uma comunhão entre o perfil do país com o do cidadão. Não no sentido do país ser república ou monarquia ou democracia ou tirania. Cada micronação tem seu ritmo, sua intensidade, sua grandeza. Nessa visão, acho que Sofia produz o que seu povo gosta, pois não vejo maiores reclamações internas sobre o tipo de assunto predominante.   

 

Não seria besteira querer dizer se um país é mais ou menos ativo de acordo com os nossos critérios pessoais?

 
AC: E como explicar essa ânsia de criar sistemas financeiros e econômicos viáveis para o micro-mundo. Temos mesmo a necessidade de uma ecomonia micronacional?
 
FO: Não temos necessidade alguma de cobrar por coisas que hoje são gratuitas e tampouco por criar classes sociais baseadas no acúmulo de riqueza.

 

Além disso, vejo como uma dificuldade de difícil superação implantar um sistema econômico de base monetária em um país onde quase todos os empregos são públicos. Somos um grande conjunto de funcionários públicos em Reunião e as exceções são os órgãos de imprensa. Vamos ganhar salários públicos para gastar com serviços públicos, basicamente.

 

O editor da Labareda pararia de enviar seu jornal para listas distribuidoras e o mandaria apenas para os assinantes? Bem, se há um ano tivéssemos um sistema assim, o Labareda poderia circular para assinantes e o editor até ganhar um bom dinheiro (para gastar sei lá com o que, mas…) só que com certeza o Prêmio Pravda ele não teria levado. 🙂

 

Segundo alguns, em toda micronação existe um sistema econômico, apenas ele não é monetário, não envolve dinheiro. Então, indo por aí, o pagamento que o Labareda recebeu foi em prestígio e reconhecimento. 

 

Ora, uma vez que ninguém morre de fome em micronação e tampouco dorme na rua, precisaríamos de dinheiro para que? Para ostentação? Para comprar coisas que hoje se conseguem por outros meios (influência, prestígio, amizade, favor)? Não, obrigado. 

 
AC: Percebemos que muitas pessoas procuram criar suas próprias micronações em detrimentos de juntar forças para formar um Estado forte. Como explicar essa situação?
 
FO: Segundo o raciocínio predominante hoje, ter um país é ter uma lista. Então, fica fácil criar uma micronação, basta entrar no YahooGrupos e montar a tal lista. Todo o resto é secundário e pode ser feito mais tarde (ou nem ser feito). Antigamente secessão era algo trágico, traumático, ganhava nomes pomposos como "guerra civil" e "golpe dos hipócritas". Hoje tem gente que sai do país porque perdeu um cargo por inatividade e vai montar sua micronação. 

 

Gostei da sugestão que o Gerson França deu, respondendo a mesma pergunta, de que o reconhecimento diplomático deveria ser dificultado como uma das formas de estancar essa tendência. É uma maneira mas não a única, pois novos países nascem por motivos distintos e algumas das razões são válidas e sinceras. Outros criam por puro ego, por vontade de mandar. Como eu disse uma vez aqui no Labareda, "quantos países realmente são inovadores e originais e quantos são apenas veículo para um grupo de pessoas ter o poder?"

 

Se queremos uma lusofonia menos fragmentada, formada por poucos e fortes países (e pouco aí não são dois ou três), com mais cidadãos em cada um, com mais diversidade interna – social, política e cultural – devemos começar fazendo lição de casa e aprendendo a respeitar essa mesma diversidade. Vamos respeitar o cidadão enquanto ele ainda está aqui dentro.

 

Tem outro lado: também é fácil sair da micronação e voltar. Costumava, ser, pelo menos. O governo esqueci de qualquer em troca de ter de volta um cidadão supostamente ativo e que supostamente colaborará com a sociedade. Isso também tem que mudar. Que também cada cidadão respeite e valorize seus país enquanto está nele. 

 

AC: O micronacionalismo está em decadência ou podemos aceitar a velha desculpa do ciclo?  
 
FO: No mesmo artigo que cito acima eu também falei disso. Não acredito em um ciclo, acredito que os fatores que traziam dezenas e até centenas de pessoas ao micronacionalismo não devem se repetir. Assim, a renovação tem sido menor.

 

Cabe a nós encarar e tratar isso como decadência ou como "mudança de paradigmas" (palavra da moda). 

 

Centenas de novatos chegando juntos criam falsos números de crescimento…são bolhas de atividade, não se sustentam por muito tempo e, no fim das contas, restam poucos cidadãos. Identificar e valorizar estes é mais importante do que correr em busca daqueles.

 

A atividade tem que ser uma consequência de criatividade e empenho e não decorrência de situações artificiais.

 
AC: Considerações finais.
 
FO: O micronacionalismo é um veículo maravilhoso para expandir e compartilhar conhecimento. Também para ver que o melhor e o pior do ser humano se revelam em qualquer lugar, até em listas de mensagens na internet. Ainda acredito que micronação é uma forma de crescimento pessoal e de aprendizado para todos os demais aspectos de nossa vida. Por isso é importante lutar aqui, todo dia, por mais tolerância, mais igualdade e mais compreensão. 

 

Parabéns ao Labareda pelo ciclo de entrevistas que está realizando, não só pela idéia mas pela diversidade dos entrevistados.

 

 

Fagulhas

 

Da série "Devaneios" ou "Toda Mentira Tem um Fundo de Verdade": os líderes de todas as micronações lusófonas se encontram semanalmente numa lista secreta do yahoogrupos para discutir baboseiras como "Volta Thedin" e "embargos a turistas", só para garantir a agitação e as mil mensagenzinhas nas listas nacionais

 

Quem acha que o Impá ficou triste com a goleada de 12 a 0 no ECIE é porque não conhece direito Sua Sacra! Ele trouxe o tio Gerson de volta e ainda se livrou dos grãos-duques, sem sujar suas imperiais maõs.

 

Teve um campeonato em Sofia para ver quem tinha mais sobrenomes. Um sobrinho-bisneto da Princesa Isabel ficou em segundo lugar. Pediu recontagem, mas ai o Sr. Nulo ganhou.

 

Porque Adriana Moura é sempre mais ativa na lista do país onde ela não é cidadã? Só se fala disso em Pasárgada.

 

Geografia micronacional é um barato! A Prússia cansou de ser alemã, pegou suas malas e virou Império Austro-Húngaro! Só falta agora o reizinho "descobrir" que é descendente dos Habsburgos. E clamar pelo trono de RUPA. E de Açores. E de Andorra. E de Siena.  

 
   

  

  Expediente

 
Editor-Responsável: Alexandre Carvalho
A Labareda é uma publicação do Grupo IIRDE
Fundado em 06/08/2004

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[Chandon – Jubileu de Ouro] A Labareda * Edição 104

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Ano II * Edição nº 104 * Quinta-Feira, 26/01/2006
SACRO IMPÉRIO DE REUNIÃO
 
EDITORIAL
 

A DESOBEDIÊNCIA ÀS LEIS FAZEM PARTE DE NOSSA ROTINA

 

Antes de iniciar meus devaneios, digo, meu editorial, gostaria de comentar o editorial da edição 102, "legislativo em cheque". Penso que não só o legislativo está em cheque, mas também meu português. Talvez por usar muito mais o talão de cheque do que jogar xadrez tenha provocado esse erro. O cheque em questão é com X.

 

Reunião tem a maior estrutura da lusofonia, isso não tem como negar, mas está longe de ser a melhor. Mas uma situação que está me incomodando: temos inúmeras leis que não são cumpridas, mas é quase que expressamente proibido revogar nossas letras mortas. 

 

Quem me chamou a atenção foi meu colega André Giserman, do Cordel, em um recente editorial. Mas de quem será a culpa? O que eu sei é que quando fui premier fiz duas leis que até hoje ainda não "nasceram"; talvez elas nem deveriam ser necessárias, mas eu não as fiz pensando em fazer por fazer, apenas quis na minha ingenuidade de micronacionalista novato, estruturar um certo setor da nação que gerava uma boa atividade. 

 

Também no meu mandato de Premier, querendo fazer cumprir a lei, solicitei a APQ a indicação de um Coordenador de Imprensa, mas jamais recebi tão indicação. Então porque não revogamos essa lei? Talvez por causa da tradição. 

 

Quando uma lei funciona bem, dá um "norte" ao executivo, como a lei dos ministérios, queremos a todo custo provar que a mesma é inconstitucional. Digo queremos porque eu mesmo entrei na justiça contra ela, mas o judiciário estava inativo. Agora o aspirante ao Magistral, Fernando de Friedenburg está seguindo o mesmo caminho que eu, só que uma desvantagem. A lei, que já não valia muito, foi praticamente inutlizada de vez com o DI 082.  

 

Mas temos leis excelentes, como o CCC, e a lei máxima, A Sagrada Constituição. Sobre a Constituição, quero relembrar um detalhe do passado: uma vez, quando Conselheiro, clamei por uma reforma na Constituição, buscando um melhor adequamento a realidade, sendo quase "linchado" em plenário, pelo entusiastas da defesa da tradição (que eu já entendo como engessamento) reuniã. 

 

Resultado: a Constituição não foi revisada, mas sofre esporadicamente remendos, parecendo uma colcha de retalhos. Provavelmente a idéia de tornar a Constituição mais adequada de uma vez só possa por em riscos os nobilíssimos empregos de nossos Honoráveis Conselheiros.
 
Parece que algumas idéias aqui são muito boas, dependendo de quem as anuncia. 

 
NOTÍCIAS
 

GERSON FRANÇA RETORNA AO IMPÉRIO E JÁ TEM MAIS CARGOS DO QUE QUANDO SAIU

 

O ex-C.R.U., Gerson França, retornou ao Império nesta semana, sendo agraciado com a cidadania reuniã através de Medida Ordinária expedida pelo aspirante a premier, Fernando de Friedenburg.

 

Gerson França participou do movimento que culminou com a criação do C.R.U., gerando grande revolta em alguns setores da sociedade reuniã, que acabou no banimento de alguns ex-reuniãos, situação que foi novamente confirmada pelo ECIE na última sessão do Egrégio. 

 

França, que já foi Lorde Protetor do Império, já assumiu vários cargos, entre eles, o de governador de Beatriz.

 

No governo de Alexandre Carvalho, França também foi nomeado para o cargo de governador e Carvalho foi muito criticado pela nomeação. Interessante notar que naquela época Gerson era cidadão reunião em plena atividade e cumprindo seus deveres. Desta vez, Gerson estava retornando ao Império, onde também encontrou alguma resistência em relação ao seu retorno, mas não se viu crítica ao executivo pela nomeação.

 

De qualquer forma, o retorno de Gerson França é também comemorado por alguns setores da sociedade. O Editor do A Labareda, Alexandre Carvalho disse "que Reunião mais ganha do que perde com o retorno de França. Com seu amplo conhecimento histórico, poderia desta vez entregar-se de corpo e alma em algum projeto visando o resgate da memória reuniã para que nossos súditos conheçam a história do Sacro Império de Reunião". 

 

IGREJA PLANEJA VOLTAR A ATUAR NO MICRONACIONALISMO 

 

Fontes da cúpulado Clero micronacional imformaram que está pronto e aprovado macronacionalmente o subsídio para a atuação da Igreja no micronacionalismo.

 

A data da publicação do subsídio ainda não foi divulgada, mas acredita-se que será feita junto com a comunicação do organismo eclesial intermicronacional que irá substituir a CEM e o SIPV.

 

A Igreja deixou de atuar depois de ser acusada de utilizar indevidamente o nome do Vaticano, com a criação do Sacro Império Pontíficio Vaticano (SIPV), fatou que gerou muita controvérsia e grande pressão por parte de setores ligados a Igreja Católica macronacional, que consideraram um desrespeito a Santa Sé.

 

ANDRÉ GISERMAN ASSUMI LIDERANÇA NO ECIE

 

O ex-premier André Giserman foi nomeado para ocupar a vaga de Bruno Cava como lider do poder moderadorno ECIE.

 

Cava deixou a liderança do ECIE após a derrota do poder moderador que tenciona "limpar" a lista de banidos dos arquivos imperiais.

 

André Giserman volta a ocupar um cargo público de expressão depois de muito tempo recusando as maiorias das ofertas.

 

Giserman foi também Chanceler Imperial e é um dos nomes mais cotados para assumir também o Palácio Magistral. 

 

SÉRIE DE ENTREVISTAS DO A LABAREDA PUBLICA HOJE A ENTREVISTA DE BRUNO CRASNEK, DA FEDERAÇÃO QUE REUNIU MARAJÓ, ORANGE E ANDORRA IMPERIAL

 

Bruno Crasnek responde hoje as perguntas do A Labareda, e junta-se ao seleto grupo de micronacionalista que, pelo teor e nível das entrevistas anteriores, estão criando um documento único e que deverá ser um direcionado para os governantes do micro-mundo.

 

Todos consideram que o micronacionalismo pode muito mais do que tem conseguido atualmente, desde que para isso haja um amadurecimento.

 

Talvez esse ano seja propício para o desenvolvimento coletivo, buscando a cooperação entre as micronações, sem embargos, guerras, e ânimos exaltados .

 

 

Entrevista

 

 

Bruno Crasnek, da Federação Ibero-Americana

 

Alexandre Carvalho: Qual a expectativa para o ano de 2006, após um ano onde muitas micronações passaram por dificuldades extremas e tiveram que adotar medidas para não "fechar as portas"?

 
Bruno Crasnek: Antes de mais nada, é importante ressaltar que não é de hoje que nações passam por dificuldades. É lugar comum culpar o processo de desfragmentação – que, em resumo, foi deflagrado com a diáspora nas potências hegemônicas nos anos de 2000 e 2001 – por tudo o que há de mal na lusofonia atualmente, quando na verdade a culpa é da própria comunidade micronacional que não conseguiu fazer com que o jogo evoluísse, deixando-nos presos as regras criadas nos primeiros anos de experiência micronacional. Desde aquela época, as nações-satélites de Reunião e Marajó começaram a perder fôlego, iniciando um processo de míngua que se estenderia por pelo menos mais dois ou três anos e que culminaria na extinção de micronações tradicionais como Avalon, Westerland, Sinon. As filhas daquelas – Mallorca, Pasárgada, Valquíria – hoje penam com sua baixa atividade. Da mesma forma, pode-se dizer que o processo de reversão já teve início. São reuniãos voltando para sua nação, são marajoaras e orangers voltando para sua (nova) nação, são sofistas e portoclarenses reafirmando sua posição no novo panorama que desdobra-se à nossa frente.
 
A única certeza que tenho é que 2006 será melhor que 2005. Já podemos ver sinais claros da ascenção de outras nações à condição de potências micronacionais; se 2000 foi o ano das "duas grandes" (Marajó e Reunião) e 2003 o das "quatro grandes" (Porto Claro, Sofia, Pasárgada, Reunião), arrisco-me a dizer que o ano de 2006 assistirá a um equilíbrio de forças comparável apenas aos mais áureos períodos da bipolarização. Aos poucos, a "superpotência" reuniã toma consciência de que sua posição atual é relativa e vem sendo ameaçada – recomendo a leitura do excelente artigo do Charles Goldstein no "Cordel" do dia 20 deste mês.
 
A política reuniã de propagar-se como guardiã do que resta do micronacionalismo lusófono surtiu efeitos antes mesmo do esperado, e mesmo atores sem grande expressão no cenário internacional organizam-se de forma a constituir grupos de pressão. Pela primeira vez, assistimos a uma organização internacional, e não um Estado, ganhar papel de protagonismo no cenário internacional. A Organização das Micronações Unidas tende a dar espaço no cenário internacional às micronações outrora tidas como "neutras" – e todas do tronco aguiarista. Liderados pela diplomacia portuguesa-algárvia, seus atores mais destacados são Açores e Sofia. Na órbita da OMU, encontramos Porto Claro, que vem finalmente rompendo o isolamento diplomático que lhe era característico através dos trabalhos do chanceler Luiz Monteiro e do teórico Edson Veloso, trabalho este iniciado pela competente Valéria Plagge, quando à frente da Maison Diplomatique. Talvez seja esta a maior novidade para a diplomacia atual; finalmente Porto Claro dá os primeiros passos para reclamar o lugar que é seu por direito, de potência micronacional.
 
A União Soviética, resultado da fusão de Bervânia e Sloborskaia, destaca-se por suas soluções inteligentes e sua forma vanguardista de fazer micronacionalismo. Ambas originadas de sucessões, esta altamente influencida pelo pasargadismo, movimento sócio-cultural que viveu enquanto sob domínio pasárgado, aquela secessão de Campos Bastos, trazendo consigo anos de experiência coletivista, colocam em prática o conceito de "diplomacia utilitarista" que desenvolveu-se durante os últimos anos, mesmo que de forma incipiente, com os projetos de cooperação internacional. Em posição especialmente peculiar, surge a Federação Ibero-Americana, reinvenção de Andorra, Marajó e Orange, reunindo o supra-sumo das experiências micronacionais acumuladas ao longo de sete anos e dos três troncos nacionais da lusofonia; nasce o Estado ibero-americano sem inimigos naturais e reunindo duas das quatro mais influentes repúblicas micronacionais de todos os tempos – a ex-potência Marajó e a sólida Orange. Uma das incógnitas deste novo projeto é justamente a posição que tomará acerca dos movimentos atuais do ambiente internacional: Se, a exemplo dos soviéticos, se afastará ou se tomará parte nas hostilidades nascidas entre Reunião e a Organização das Micronações Unidas.
 
Se até o final do ano de 2006 todos esses atores continuarão presentes, atuantes e influentes, é difícil dizer; especialmente a OMU, justamente por tratar-se de uma organização internacional, e não de um Estado; entretanto, a Federação Ibero-Americana, a União Soviética, Reunião e Porto Claro, se sua "nova diplomacia" resistir a troca de comando no Palácio Diamante, estarão com certeza figurando entre os principais atores internacionais neste ano que se inicia.
 
 
AC: O ano começou com um briga intensa entre micronações que se juntaram para fazerem oposição a Reunião. O que o senhor tem a dizer disso e se Reunião necessita mesmo de tanta oposição, principalmente quando o cenário micro passa muito longe do cenário macro?
 
BC: Este movimento é natural. O que a Organização das Micronações Unidas fez – e, convenhamos, podia ter sido feito de forma mais inteligente – foi ativar o sistema de freios e contrapesos no sistema internacional, que dava sinais claros da ascenção de uma potência hegemônica. A partir do momento em que a política externa reuniã iniciou seu processo de reafirmação no ambiente lusófono, com a criação da Microcon, todas as outras nações que, de uma forma ou de outra, temem  os efeitos da ascenção reuniã correram para equilibrarem-se um nos outros.
 
Na verdade, acredito que o maior interessado neste movimento é mesmo Reunião. Classificar-se como o que sobrou do bom micronacionalismo é um ótimo marketing; mas, com o tempo, cansa. Cansa porque o prazer de fazer micronacionalismo reside justamente na relação entre os indivíduos – e as bélicas, convenhamos, são sempre as mais interessantes. Parafraseando o reunião Goldstein, "nenhum ente é poderoso se não houver outro similar com quem se comparar" – ressalte-se que o micromundo não engoliu a tentativa da diplomacia imperial de fazer com que a "amostra-controle" seja a União Soviética.
 
AC: Experiências coletivas no micronacionalismo ainda não decolaram: Microcon, Omu, Cúpula de Sayed (C.R.U.), Cúpula Econômica (Siena). O que pensa sobre isso e o que pode ser feito para haver cooperação entre as micronações?
 
BC: Enquanto uma organização não criar métodos coercitivos para fazer valer as decisões tomadas em suas plenárias, de nada adiantará. Do infame episódio do "embargo" à Reunião – o termo (que deve ter sido escolhido a dedo) lembrou-me outra ilha, em outro oceano, a do paredón – podemos, ao menos, tirar algo de proveitoso: a ameaça do rompimento de relações diplomáticas, no ambiente internacional que favorece a interdependência entre Estados, pode tornar-se um dos métodos efetivos para que as organizações internacionais possam, de fato, se efetivar. De qualquer forma, a diplomacia micronacional precisa continuar avançando, em especial avançar no sentido da tipificação de um Direito Internacional Micronacional que substitua atual praxis diplomática, já exaurida depois de quase dez anos de bons préstimos à lusofonia.
 
 
AC: É possível considerar o número de mensagens como principal fator de mediação da atividade? Mas como explicar o Principado de Sofia que tem cerca de 3000 mensagens por mês mas nada produz?
 
BC: Em primeiro lugar, dizer que Sofia nada produz é uma falácia. Sofia tem o mais sólido judiciário micronacional, um ordenamento jurídico extenso e foi a única micronação capaz de implementar um sistema financeiro efetivo até hoje na lusofonia, além de ter um idioma próprio e uma atividade cultural fervilhante. Quanto a medir a atividade de micronações através do número de mensagens, vemo-nos diante de uma questão delicada. Especialmente porque aqueles que combatem o mensagismo são os primeiros a alardear recordes no número de mensagens em sua micronação. A grande questão é que o número de mensagens é o único fator concreto do qual dispomos para medir, com relativa confiabilidade, a atividade micronacional. Infelizmente, o teor das mensagens não tem como ser levado em conta numa estatística; além do que, tentar diferenciar o que é "atividade produtiva" do que é "atividade improdutiva" nos faz cair com frequencia na subjetividade: Futebol micronacional, por exemplo, é atividade produtiva ou improdutiva?
 
 
AC: E como explicar essa ânsia de criar sistemas financeiros e econômicos viáveis para o micro-mundo. Temos mesmo a necessidade de uma ecomonia micronacional?
 
BC: As tentativas levadas a cabo até agora tem como principal objetivo refinar a experiência virtualista das nações. A intenção é válida, mas restringe-se a determinadas micronações, cuja estrutura mostra-se apropriada para receber este tipo de novidades; mesmo nessas micronações, é necessária uma revolução cultural para que o capital circule efetivamente, considerando que a máquina estatal exerce função máxima. Um sistema econômico nos moldes sofistas, em meu ponto de vista, seria viável apenas em escala micronacional. Entretanto, existem experiências diferenciadas, como a do "banco de tempo" que nada mais é que um embelezamento do "escambo", um exemplo interessante que pode ser aplicado, sem maiores prejuízos, no micronacionalismo. Pessoalmente, não acredito na necessidade de criar-se um sistema econômico voltado ao micromundo, ainda mais considerando a mudança experimentada pela sociedade lusófona nos últimos tempos de tender à profissionalizar a simulação política em detrimento dos virtualismos.
 
AC: Percebemos que muitas pessoas procuram criar suas próprias micronações em detrimentos de juntar forças para formar um Estado forte. Como explicar essa situação?
 
BC: A fogueira das vaidades há de queimar todos os tronos e todos os cetros (risos). Na verdade, acredito que isso é fruto de divergências na forma de encarar o micronacionalismo. Para alguns, é um grande jogo, e o grande objetivo é ser bem-sucedido, famoso, conhecido, admirado e respeitado. Para outros, é uma experiência de engrandecimento pessoal, um espaço para a troca de idéias, para entrar em contato com diferentes culturas, diferentes formas de pensamento. Confesso que para mim o micronacionalismo era simplesmente uma brincadeira, mas a partir do momento que ele ajudou-me a descobrir minha verdadeira vocação profissional, descobri também que devo mais ao mundico que meros discursos memoráveis.
 
 
AC: O micronacionalismo está em decadência ou podemos aceitar a velha desculpa do ciclo?  
 
BC: Não vejo que o micronacionalismo está em decadência. Muito pelo contrário, acho que o micronacionalismo está se reaquecendo. Estamos vendo uma Reunião ativa como nunca antes e estamos vendo o micromundo mobilizar-se para conseguir dar uma respota à altura. Mais do que nunca, a sociedade internacional está começando a acordar para a necessidade da criação de fóruns multilaterais para discutir questões de direito e justiça internacional e, apesar de incipiente, já existe um movimento de construção de relações bilaterais fundamentadas mais na cooperação que na "high politics".
 
AC: Considerações finais.
 
BC: Gostaria de agradecer novamente ao Alexandre pelo convite, e pelo espaço que "A Labareda" sempre deu às autoridades tanto marajoaras quanto ibero-americanas. Deixo aqui meus sinceros votos de um feliz ano-novo ao micromundo, e que possamos aproveitar que este anos a lusofonia comemora dez anos para, finalmente, evoluir.

 

  

  Expediente

 
Editor-Responsável: Alexandre Carvalho
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[imprensalivre] A Labareda * Edição 103

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Subject: [imprensalivre] A Labareda * Edição 103
To: Reunião <chandon@yahoogroups.com>, areuniana@yahoogroups.com, imprensalivre@yahoogroups.com, voxpress@yahoogroups.com, jornaleiro@yahoogroups.com
Cc: adcarva@usp.br, alabareda@gmail.com

Ano II * Edição nº 103 * Quarta-Feira, 25/01/2006
SACRO IMPÉRIO DE REUNIÃO
 
EDITORIAL
 

O FANTASMA QUE ELES ENXERGAM

 

Estava refletindo sobre o embargo contra Reunião e tentei enumerar os problemas que Reunião enfrentará com esse embargo.

 

Recentemente tive meu visto recusado para entrar em Porto Claro, por conta deste embargo. Conversando via msn com a rainha da Normandia, também recebi um não ao pedido de entrada naquele país. Acho de extrema importância frisar que tanto Porto Claro quanto Normandia foram extremamente cordiais, chegando a lamentar o problema ocorrido. Em Porto Claro cheguei a apelar para o Chanceler, Luiz Monteiro, que tive uma desavença num passado recente. Também recebi um não, mas com bastante cordialidade.

 

Ainda aguardo resposta das imigrações de Sofia e Portugal para minha solicitação. Mas o que um reunião quer fazer visitando esses países? Bom, como micro-jornalista (ou seria "mico-jornalista"?) e para suprir as exigência do periódico, que tem   com principal meta circular em todos os dias úteis, pensei que estando nesses países e formalizando um pedido de visto de trabalho, poderia conseguir notícias para manter o jornal diário e em contra partida ter uma maior divulgação do micro-mundo e de suas particularidades, mesmo porque pelo menos 10 não-micronacionalistas recebem o A Labareda, e comentam!

 

Talvez esse inconveniente não existisse se as micronações tivessem coragem de mostrar suas deficiências e suas virtudes abrindo suas listas aos olhos de todos. Tenho certeza que muita gente lê Chandon, por variados motivos e até mesmo pelo baixo número de mensagens ao redor do micro-mundo. E como assistir a Globo, todo mundo destesta, mas é lá que ficamos sabendo de tudo.

 

Mas o medo é grande. Medo de mostrar que tem problemas e que passam por crises. Mas o maior problema de sentir esse medo não é a insegurança de saber que todos estão "nos vendo", mas o fato de possíveis grandes realizações ficaram reservadas a meia-dúzia de micronacionalistas.

 

O micronacionalismo precisa mudar, e precisa ser agora. O micronacionalismo precisa, entre outras coisas, se profissionalizar, e precisa ser para ontem.

 
NOTÍCIAS
 

ATIVIDADE EM REUNIÃO, APESAR DE ALTA, FOI MENOR QUE 2005

 

O IIRDE divulgou nesta manhã um balanço da atividade no Sacro Império de Reunião no ano de 2005.

 

No meio do ano passado, o IIRDE instituiu o MIB (mensagem interna bruta) índice que será usado para medir o crescimento ou encolhimento da atividade nas micronações.

 

O MIB de Reunião em 2005 foi de 18.459 mensagens, uma das maiores do micro-mundo, tendo alcançado uma média mensal de 1538 mensagens/mês.

 

O mês de maior atividade foi o de julho com 2879 mensagens contra 721 mensagens de janeiro, o mês menos "produtivo".

 

 LOCAL DO GRÁFICO

 

[Por problemas técnicos, o gráfico foi publicado no A Labareda On-line. Acesse:

http://alabareda.zip.net ]

 

No gráfico acima podemos perceber uma inversão na atividade no começo do ano. Enquanto em janeiro/2004 a atividade passou das 3000 mensagens, o mesmo período de 2005 apresentou uma queda de 76,36%, alcançando apenas 721 mensagens. Em 2004 o cenário foi de queda até abril enquanto que em 2005 os números se inverteram e atividade escalou até maio, quando alcançou 2497 mensagens contra 2623 em 2004.

 

Os meses de junho a agosto mostraram irregulares em relação aos dois períodos enquanto que o final do ano mostrou-se igualmente nos dois anos: tendência de diminuição da atividade.

 

Em números percentuais e para fins de registro histórico, o Sacro Império de Reunião encolheu 22,21% em relação ao ano passado.

 

CHEGA AO FIM A CONFEDERAÇÃO DOS REINOS UNIDOS

 

O Rei de Sayed e Chanceler Confederativo, Marcelus Sabbas anunciou na tarde de ontem o fim da C.R.U.

 

Formado pois ex-reuniãsos, a Confederação pode ter sucumbido às diferenças dos países membros, e não resistiu a mais de 04 meses de divergências.

 

A primeira baixa foi antes mesmo da Constituição formal, com a saida do Reino de Celebra. Depois, a inatividade do Reino do Cruzeiro do Sul enfraqueceu um pouco mais. 

 

A declaração de guerra por parte de Ludônia, a saída de Neo-Straússia e a dissolução do Reino de Santa Mariana "sepultou" de vez os anseios de uma alternativa para o micronacionalismo.

 

Apesar da decepção pelo fim da C.R.U., os micro-países terão a oportunidade de tentar "arrebanhar" por volta de 18 cidadãos, número divulgado pelo agora ex-chanceler Sabbas. Esse número era a composição da C.R.U antes da saída de Ludônia.

 

Em uma rápida ligação telefônica, o ex-chanceler e rei de Sayed disse que a princípio, irá levar adiante o projeto da micronação Reino de Sayed. 

 

SÉRIE DE ENTREVISTAS DO A LABAREDA PUBLICA HOJE CARLOS CORREA, UM DOS NOVATOS MAIS PROMISSORES DO MICRONACIONALISMO QUE JUNTO COM RENAN SAIFAL FAZEM O DIFERENCIAL NA REPÚBLICA DE SIENA

 

A grande preocupação do A Labareda ao abordar tantos assuntos diferenciados numa mesma entrevista foi justamente encher de subsídios as mentes que atualjmente governam as micronações, em busca de uma melhora no hobby como um todo e não apenas para sua micronação.

 

Não há como negar que A Labareda patrocinará sempre o desenvolvimento do micronacionalismo, sem deixar nemhuma nação de fora das possíveis alternativas de melhora e sustentabilidade.

 

"Esse é meu principal objetivo no micronacionalismo, evitar que nações "morram" e que levem para o túmulo  grandes micronacionalistas.

 

Após a entrevista de hoje, com Correa (Siena) teremos a não menos ilustre presença de Bruno Crasnek, sempre simpático e atenciosamente com a imprensa.

 

 

Entrevista

 

 

Carlos Correa, de Siena

 

A Labareda: Qual a expectativa para o ano de 2006, após um ano onde muitas micronações passaram por dificuldades extremas e tiveram que adotar medidas para não "fechar as portas"?

 

Carlos Correa: Bom, antes de começar quero parabenizar esta nobre publicação pelo excelente trabalho que vem prestando ao micromundo lusófono. Para este ano que vem surgindo, acredito que nosso hobby deva ser trabalhado deixando-se de lado as constantes reinvenções da realidade. Tudo o que aconteceu e o que acontece, ao meu ver, acaba sendo fruto dos modelos adotados como base simulatória, e para isto acredito que seja preciso inovar na origem, para que os fins não sejam apenas um reflexo daquilo em que vive seu idealizador. Neste contexto uma das únicas nações que se destacam são as soviéticas, pela sua constante determinação e vontade. A República de Siena, na qual externo minha satisfação em fazer parte, em alguns pontos também erra, todos erram. Infelizmente nosso projeto original dá muito valor ao resgate histórico e aos fatos geradores, e na prática, conseguimos unir muitos entusiastas, mas de certa forma, quase nenhum micronacionalista. Ser micronacionalista atualmente não é somente ser empenhado num projeto, escrever textos muito bons ou até extrapolando o âmbito do micronacionalismo, criando famílias, e todo o tipo de virtualidades. É preciso fazer valer quem está por de trás de tudo isso, as pessoas que contribuem em todo o processo.  

 

AL: O ano começou com um briga intensa entre micronações que se juntaram para fazerem oposição a Reunião. O que o senhor tem a dizer disso e se Reunião necessita mesmo de tanta oposição, principalmente quando o cenário micro passa muito longe do cenário macro?

 

CC: Eu nunca fui súdito reunião, e ao mesmo tempo sou micronacionalista há tanto tempo quanto meu país, mas posso dizer que as pessoas dão muito valor àquilo que não tem tanto assim. Reunião é um grande país com uma grande história e pessoas melhores ainda. E infelizmente algumas pessoas não entendem que ela só é assim porque um dia houve pessoas que praticamente se esqueceram de suas individualidades para criar algo maior. O que quero dizer é que quanto mais pessoas se esquecerem de Reunião em prol de seus micropaíses, mais o micronacionalismo crescerá, pois diminuirão as picuinhas e situações afins.

 

 

AL: Experiências coletivas no micronacionalismo ainda não decolaram: Microcon, Omu, Cúpula de Sayed ( C.R.U .), Cúpula Econômica (Siena). O que pensa sobre isso e o que pode ser feito para haver cooperação entre as micronações?

 

CC: Eu aprendi que muitas vezes é preciso mover montanhas para se conseguir algo. Neste sentido, nada que for criado dará certo, porque vejo muito cansaço por todos os lados. O que falta é vontade, só isso. A cúpula de Siena ao meu ver deu certo. Temos por ter implantado um sistema econômico que atinge nossas necessidades, e só não foi melhor porque seus participantes, muitas vezes pareceu, estavam ali contra suas vontades. A Microcon é a mesma coisa; antes de tudo, todo mundo foi contra, inventaram sessões, órgãos, para fazer frente, e tudo isso porque? Pela simples imaginação que Reunião é o grande capeta que quer comer as criancinhas? Desculpe-me, mas isso é pura infantilidade.  

 

AL: É possível considerar o número de mensagens como principal fator de mediação da atividade? Mas como explicar um país que tem cerca de 3000 mensagens por mês mas pouco produz?

 

CC: Acredito que não. Nas muitas nações em que estive a maior parte das mensagens são cumprimentos e brigas. Isso não é produção! Em Siena, apesar do baixo número de mensagens por mês, estamos trabalhando muito, criando as bases de nossa democracia, estabelecendo contatos pela lusofonia, debatendo pautas importantes para o nosso crescimento. Acho que deve-se ter bem claro que micronacionalismo é inclusive e praticamente uma "simulação de ciência política", e tudo aquilo que não esteja neste rol, acaba obrigatoriamente ficando de lado. Ou melhor, deveria, pois não vemos isso ultimamente.

 

AL: E como explicar essa ânsia de criar sistemas financeiros e econômicos viáveis para o micro-mundo. Temos mesmo a necessidade de uma ecomonia micronacional?

 

CC: Eu acredito que muitos países chegaram (ou chegarão) na seguinte situação onde não há mais o que se discutir, leis para criar, etc. E isso é um sinal que é preciso se recriar, da mesma forma a ave fênix que quando morre se consome em chamas, para renascer mais bela e forte que sua versão anterior. A Economia é uma saída a esta estagnação, mas não a única. Sejamos criativos, oras!

 

AL: Percebemos que muitas pessoas procuram criar suas próprias micronações em detrimentos de juntar forças para formar um Estado forte. Como explicar essa situação?

 

CC: Positivismo pura e simplesmente, ou seja, eu não concordo com o que é trabalhado, pego minhas coisas e vou para o meu canto fazer do meu jeito. Isso é péssimo, e mostra certa imaturidade das pessoas. Eu trabalho macronacionalmente em um lugar onde constantemente as idéias e propostas não são aceitas, e se vale a carapuça, nunca vi ninguém aqui ir embora e montar outro prédio. Temos que ser pontuais em nossas idéias e propostas, e se utilizar dos meios criados para colocá-las em prática, parece simples, e realmente é.

 

AL: O micronacionalismo está em decadência ou podemos aceitar a velha desculpa do ciclo?

 

CC: O micronacionalismo é uma fonte inesgotável de conhecimento. Se não o fornece é porque as pessoas por de trás dele estão sendo incapazes em algum momento. Ser micronacionalista é estar disposto a não reinventar a roda, mas fazê-la girar de maneiras diferentes.

 

AL: Considerações finais.

 

CC: Agradeço a oportunidade e o espaço que me foi dado. Acredito que estamos no caminho certo em nosso hobby, mesmo errando algumas vezes, e acertando em outras. Afinal de contas eu cresci ouvindo que as coisas só terminam no final feliz, se não aconteceu este final é porque ainda não acabou. A República de Siena está sempre de portas abertas a todos que desejarem. A Microcon é o maior projeto que poderíamos fazer, e só dará certo se nós tivermos esta vontade. Beijos e abraços. Carlos Correa.

 

 

CARTAS

 

A QUESTÃO DOS BANIMENTOS

 

Caro Editor,

Poucas vezes falei no assunto do Banimento do Sacro Império de Reunião aos Fundadores da C.R.U.. Mas após ler matéria na Edição 101 de vosso jornal, acredito ser este o momento certo para expor meu pensamento.

Não sou a favor nem contra o banimento da moção. Sou a favor de votarem, separadamente, cada um dos acusados. São três acusados, que cometeram três crimes diferentes. Querer colocar todos no mesmo saco é o primeiro dos muitos erros que envolvem esta votação.

O único crime que cometi foi dupla-cidadania. Não atentei contra a soberania do Império e muito menos contra sua integridade territorial. Não é justo que eu seja punido por um crime que não cometi. Até porque, em momento algum tive oportunidade de me defender.

Novamente: não me importa o resultado da equação. Não me importa se estou ou não banido do Sacro Império de Reunião. Importa sim, que o banimento ocorra de maneira correta: cada um dos acusados sendo julgados individualmente por seus crimes, coisa que não ocorreu à época da moção, e muito menos agora.

Para finalizar: o banimento não abala minha vida. Minhas realizações no Sacro Império permanecem, como os Protocolos de Tamatori e Saint-Dennis, dentre outros. Simplesmente quando quiser fazer turismo, o Sacro Império não será meu destino.

Sem mais,
SMR Luiz I
Monarca Ludoniano 

 

  

  Expediente

 
Editor-Responsável: Alexandre Carvalho
A Labareda é uma publicação do Grupo IIRDE
Fundado em 06/08/2004


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[imprensalivre] A Labareda * Edição 102

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Ano II * Edição nº 102 * Terça-Feira, 24/01/2006
SACRO IMPÉRIO DE REUNIÃO
 
EDITORIAL
 
O LEGISLATIVO EM CHEQUE  
 
Uma semana interessante para as Casas Legislativas de Reunião, uma das mais ativas do micro-mundo.

 

Há muito tempo a APQ sofre por problemas de atividade e tenta mostrar para a sociedade reuniã a sua importância dentro da estrutura do Império.

 

O ECIE, no entanto, classifico como o mais importante parlamento do micro-mundo. Suas cadeiras são eternamente cobiçadas, por alguns que gostam da atividade legislativa e o fazem muito bem e para outros que adoram ficar "votimando" pelos cantos: "sou conselheiro do imperador, me respeite!  

 

Há anos também a área mais progressista do Império luta para promover reformar no Legislativo e consequentemente em todo o Império, sempre barradas com o salvatério de que é necessário defender a tradiçao reuniã.

 

Nesses últimos meses ficou provado que o muito zelo com a tradição reuniã tem promovido apenas o atraso em nosso país e corremos sérios riscos de tornamos "engessados". A APQ há muito não consegue fazer uma lei que possa ser cumprida. As poucas que tem, como a dos ministérios por exemplo, vive sendo objeto de questionamento na justiça (eu mesmo tenciona questioná-la em meu mandato, desisitindo em seguida).

 

E o ECIE. Colocado em "sinuca de bico" pelo Palácio Imperial, não teve para onde correr. Reprovou o projeto do Imperador, e está sendo acusado de serem os "vingadores do Império", se tivessem aprovado seriam "os bobos-da-corte". Será que aqueles que não merecem estar no plenário do ECIE vão continuar andando com a nariz acima da cabeça?

 

Penso que já passou da hora de sentarmos num fórum, nada muito formal, e discutirmos reformas consistentes ebem arquitetadas. Quem sabe o projeto Alvorada tenha esse objetivo, se os que lá estiverem se determinarem ao básico apenas, sem disputa de egos. Devemos fazer nosso nome no micronacionalismo trabalhando, apenas. 

 
NOTÍCIAS
 

MUDANÇAS DE ÚLTIMA HORA CULMINA EM DERROTA HISTÓRICA DO PODER MODERADOR

 

A moção que removia os banimentos proposta pelo Imperador Cláudio I foi reprovada por unanimidade no ECIE.

 

Ninguém tinha dúvida de que seria reprovada, mas o resultado unânime demonstrou que os Conselheiros não sabiam o que fazer até então, porque um último paranorama apresentava um placar de 5 x 2 pela reprovação.

 

Analistas políticos consideram que a decisão do ECIE não tem valor, dada ao grande fator emocional envolvido na questão, entretanto, antes mesmo que gerasse qualquer tipo de boato, o poder moderador, através do gabinete do Lorde Protetor, prontamente promulgou os resultados.

 

Os efeitos da decisão do ECIE ainda são imprevisíveis, mas a primeira baixa foi a renúncia do líder do poder moderador, Bruno Cava, junto àquela Casa.

 

Segundo Cava, "o 12 x 0 denota uma tremenda derrota do poder moderador" e que a questão dos banimentos "era de vital e basilar relevância para Reunião".  

 

Apesar da aparente tranquilidade, espera-se para as próximas horas algumas renúncias por parte de alguns Conselheiros, que teriam percebido não ter capacidade suficiente para exercer a função que lhes foi confiada pelo próprio Imperador.

 

APQ PROTAGONIZA TRAPALHADA JURÍDICA

 

A APQ protagonizou uma trapalhada jurídica na semana passada.

 

Tudo começou com a apresentação de um projeto de lei propondo a alteração do regimento interno daquela Casa.

 

O projeto de lei do novo regimento foi discutido, votado e aprovado e então o diretor-presidente, Filipe Sales, encaminhou o regimento aprovado para a sanção do Premier. O regimento do APQ foi então sancionado pelo representante de Alcalde, Fernando Friedenburg.

 

Tudo em perfeita sincronia, exceto pelo fato de que segundo a Sagrada Constituição em seu T17A5I1 afirma ser de "competência exclusiva da APQ decidir sobre sua organização ( leia-se regimento interno – destaque do editor), através de Rescrito Legislativo" (e não projeto de lei).

 

Analistas consideraram "uma intromissão absurda e inconstitucional de um poder em outro".

 

Procurados por nossa reportagem, Fernando de Friedenburg não foi encontrado e Filipe Sales, demonstrando muita irritação ao perceber que seus trabalho é observado, disse que "não existe situação de intromissão por conta da APQ ter convocado o premier a sancionar um projeto, porque escolheu fazer seu regimento via lei, e não rescrito". 

 
O Diretor-Presidente da APQ apenas esqueceu que contrariou a Sagrada Constituição, considerando que a escolha pelo projeto de lei, mesmo este não sendo previsto na Sagrada, "teria maior poder de aplicação".
 
Sales disse ainda que alguns analistas "precisam estudar mais direito".
 
Resta saber como um artifício inconstitucional possa ter "maior poder de aplicação". 

 

SÉRIE DE ENTREVISTAS DO A LABAREDA PUBLICA HOJE MITCHEL BRUNO, DE PORTO CLARO

 

A série de entrevista do A Labareda foi criada para consultar grandes micronacionalistas acerca das principais expectativas.

 

As mesmas perguntas foram enviadas para vários micronacionalistas, que estão respondendo dentro de suas possibilidades.

 

Até o momento, apenas Jorge Guerreiro recusou-se a responder as perguntas, alegando que "apesar de ser uma boa oportunidade para negar as mentiras dos jornais reuniãos, não pretendo dar guarita ao discurso de ódio praticado neste momento por Reunião".

 

A revolta de Jorge Guerreiro se da por problemas ocorridos em sua caixa postal de email, cuja responsabilidade Guerreiro atribui a Reunião.

 

No entanto, já se sabe quem encaminhou os "emails-bomba" para ele.

 

 

 

Entrevista

 

 

Mitchel Bruno, de Porto Claro

 

A Labareda: Qual a expectativa para o ano de 2006, após um ano onde muitas micronações passaram por dificuldades extremas e tiveram que adotar medidas para não "fechar as portas"?

 

Mitchel Bruno: Realmente ano passado o cenário para algumas micronações foi muito triste. Mas acho que, apesar de tudo, isso faz parte de uma seleção natural que a lusofonia vem passando, e todas essas mudanças, de certa forma, vão contribuir muito para o ano de 2006. É como diz o velho ditado, "depois do temporal, vem a calmaria". Todas essas mudanças e instabilidades de 2005 serviram para equilibrar um pouco as coisas, definir melhor certos aspectos, e o ambiente para 2006 é certamente de boas oportunidades para que as micronações, agora, ainda mais sólidas, possam se desenvolver mais. Acredito que este ano seja uma época muito favorável para se repensar no micromundo e abrir caminhos para o micronacionalismo que vamos querer para os próximos tempos. Esse ano, é bom lembrar, o micronacionalismo como conhecemos hoje (isto é, pela internet) faz 10 anos. 10 anos é uma vida, e o micromundo, mesmo com seus vai-e-vem's, resistiu forte e isso é sem dúvida uma grande conquista. Mas é preciso reconhecer que, mesmo tendo avançado muito, o micronacionalismo ainda é uma criança que, no máximo, só aprendeu a se levantar sozinha. Há ainda muita coisa pela frente, e estas duas razões (a consolidação de boa parte dos países e o decenário do micronacionalismo), na minha opinião, é uma bela oportunidade de reflexão e de crescimento para as nações.

 

AL: O ano começou com um briga intensa entre micronações que se juntaram para fazerem oposição a Reunião. O que o senhor tem a dizer disso e se Reunião necessita mesmo de tanta oposição, principalmente quando o cenário micro passa muito longe do cenário macro?

 

MB: Concordo que, em certos pontos, está havendo alguns exageros, mas acredito que a médio prazo a OMU vai acabar percebendo que certas posturas não valem a pena e talvez haja uma flexibilização de algumas das decisões já tomadas. Agora, se você me pergunta se, de uma forma geral, o embargo é necessário, não tenha dúvidas que sim. Certas atitudes de Reunião, no meu ponto-de-vista, são inadmissíveis, e alguma resposta cedo ou tarde teria que ser dada, ou estaríamos sendo condizentes com muitos absurdos e abrindo caminho para coisa muito pior. Foi como um grito de basta. Agora, claro, no momento em que ele passa a prejudicar as próprias nações que tomaram essa decisão e implica negativamente em determinados direitos de seus cidadãos, a coisa deve ser seriamente repensada. Mas, em termos gerais, e com as possíveis flexibilizações que estão por vir, acho a decisão acertada pela postura que o Sacro Império de Reunião tem tido. Já repeti isso várias vezes, por isso vou tentar ser mais claro e bem objetivo desta vez. O primeiro fato, e acredito que o mais relevante, é o caso do domínio portoclaro.org, que, embora seja em especial um problema de Porto Claro, os demais países da OMU se mostraram solidários com PC e repudiaram fortemente a falta de ética de Reunião no episódio. Mas, afinal, o que aconteceu? O Imperador Cláudio I registrou o tal domínio em seu nome, aproveitando um descuido do Governo portoclarense na sua guarda, e usando-o como redirecionandor para o site do Sacro Império. Por algum tempo toda a história ficou no off até que o caso chegou ao conhecimento do então Chanceler Rodolfo Alvarellos, e posteriormente dos demais cidadãos, por um furo em Lista Nacional. A reação, claro, foi de extrema revolta. O tempo passava, e nenhuma definição saia. Cláudio se justificou afirmando que estava apenas "protegendo" o domínio, mas, ora essas, então porque manteve o fato em segredo por tanto tempo? Até que saiu o tal do Tratado de Comidinne, que fiz questão de ser contra, e inclusive encabecei uma campanha e tudo mais (na época assinando como "Cedric Errol"). "Mas por que, se o Cláudio estava ofererendo domínio de mãos beijadas?". Não, não era bem assim. O Tratado colocava uma condição que, na minha opinião, demonstrava uma tremenda falta de respeito por PC: a senha ficaria nas mãos de Reunião, mesmo Porto Claro demonstrando interesse em pagar para tê-lo de volta, inclusive, se assim desejasse o Cláudio (que se recusou a vender). Imagine só a situação, é como deixar a senha do domínio www.reuniao.org nas mãos do Governo Portoclarense (como um reuniano se sentiria?), ou entregar a chave de sua própria casa para seu vizinho. Além do mais, o Cláudio fez declarações que demonstravam seu total desprezo ao Governo portoclarense  por semos uma República (tenho tudo nos meus arquivos de mensagens e posso passar para quem quiser). Que ele seja um assíduo defensor da Monarquia, até aí tudo bem, mas querer que todas as micronações tenham esse regime, e desprezar as Repúblicas e, pior, o Governo delas, legítmo representante de seus povos, realmente é inadmissível. Muitos podem falar, ainda, que a questão do domínio é macronacional e não tem nada haver com o micromundo. Quer dizer, então, que se o site de Reunião sofresse alguma invasão hacker encabeçada por outra micro o fato seria meramente resolvido no campo extra-micronacional e isso em nada influiria nas relações de Reunião com este país? Com certeza não. Além de tudo, o que considero a pior de todas as coisas, as intenções do Cláudio em se aproveitar das diversas referências sobre Porto Claro através desse domínio estão bem claras (afinal, para que então ele queria um domínio com o nome de outra micronação se este não lhe oferecesse alguma vantagem?), e esta atitude é, no mínimo, imoral, e falta de ética, micro ou macro, é um problema muito sério.

A segunda questão é com relação ao aliciamento de cidadãos. Embora exista o argumento por parte de Reunião de que a tal campanha era apenas de cunho privado, mas conheço pessoas que foram procuradas em PVT!! De todo modo, publicamente ou não, isso é grave, muito grave. É como dar em cima da namorada alheia. Claro, ninguém é de ninguém, tampouco os cidadãos são propriedades de seus países, mas, como um casal de namorados, o cidadão possui uma relação, um laço com sua micronação, que deve ser respeitada. Se ele está ali é porque certamente está trabalhando em alguma coisa, está contribuindo para seu desenvolvimento, e não acho nada bonito chegar e meter a colher dessa forma.

 

AL: Experiências coletivas no micronacionalismo ainda não decolaram: Microcon, Omu, Cúpula de Sayed ( C.R.U .), Cúpula Econômica (Siena). O que pensa sobre isso e o que pode ser feito para haver cooperação entre as micronações?

 

MB: O problema é que muitas vezes a diplomacia entre as micros acaba ficando apenas no blábláblá. A grande questão é que, infelizmente, o micromundo é, em geral, cercado de pessoas que se interessam principalmente por política. Política é necessária, sem dúvida, mas vale a pena questionar uma coisa interessante: se o micromundo é quase todo formado por gente interessada em política, e se a tendência é, então, que maior parte da população, direta ou indiretamente, trabalhe nas máquinas administrativas de suas micros, para quem, então, essas pessoas vão fazer política? Não sei se estou sendo bem claro, mas o raciocínio é o seguinte: o fato é que fica difícil estabeler uma diplomacia com resultados concretos pela própria estrutura atual do micromundo (daí, mais uma vez, a necessidade de se repensar). Se quer criar competições esportivas, mas não há, de fato, atletas nas micronações, e sim políticos que resolvem parar um pouco suas atividades para competir. Se quer criar sistema monetário, mas não há demanda suficiente, porque em sua maioria os donos de empresas são políticos que tentam manter, em segundo plano, alguma atividade empresarial. Da mesma forma também se quer criar projetos e organizações diversas, mas não há pessoas 100% empenhadas nessas idéias, e sim políticos que também as mantém em segundo plano… Entendeu como é a coisa? O micromundo precisa de diversidade. Por exemplo, tem gente que condena pessoas que entram no micronacionalismo só pelo futebol virtual. Já eu penso diferente. Acho que, dessa forma, essas pessoas se dedicam mais a seus times, e promovem alternativas de atividades para quem não curte muito política mas pode, de uma outra forma, contribuir com seu país (ora, não é assim que também acontece no mundo real?). Mas a coisa é tão séria que já se criou um paradigma, ao meu ver problemático, de que o cidadão só contribui se tiver trabalhando em alguma coisa na máquina administrativa. Ora essa, mas se todo mundo só trabalha na máquina administrativa, se vai administrar o quê para quem? Enquanto não houver mudança nesse sentido, essas organizações estarão condenadas ao fracasso, não pela idéia de organização intermicronacional em si, mas porque realmente há pouca coisa que elas possam de fato fazer além do mero blábláblá de sempre. 

 

AL: É possível considerar o número de mensagens como principal fator de mediação da atividade? Mas como explicar um país que tem cerca de 3000 mensagens por mês mas pouco produz?

 

MB: Não necessariamente. As listas nacionais são, e deverão continuar sendo ainda por muito tempo, o principal meio de comunicação das micronações. A princípio, a grande quantidade de mensagens deveria significar algo positivo, pois indicaria que estaria havendo atividade na micro e que os projetos estão sendo discutidos nessas listas. Mas não é bem assim. A grande quantidade de mensagens inúteis nessas listas surpreendem. De discussões que não levam a nada a assuntos offtopic, nem sempre essas mensagens querem dizer alguma coisa. A prova mais concreta disso eu poderia dizer que é nosso Ministro da Infra-estrutura, Elias Oliveira. Se ele mandar 10 ou 20 mensagens por ano para a Lista Nacional é muito (hehehe, talvez esteja exagerando, mas realmente é algo que fica em torno dessa ordem). Há quem diria que alguém que manda esse número pífio de mensagens seria um cidadão inativo, mas, pelo contrário, Elias é concerteza um dos cidadãos que mais (senão o que mais) trabalha em Porto Claro. Digo isso porque entro todos os dias no MSN e sempre o encontro fazendo alguma coisa: ou atualizando o sistema de PC (que, aliás, desde 2004 foi todo reformulado e graças a seu trabalho é totalmente automatizado, da emissão de vistos à administração do conteúdo das páginas), ou criando sites sob encomenda, e todos lá reconhecem seu trabalho, mesmo não sendo um dos que mais mandam mensagens. Acho que se todos seguissem seu exemplo, trabalhando mais e falando menos, teríamos tido muito mais avanços Mas é como eu disse, o micromundo está repleto de gente que ama política, e político fala que é uma beleza….

 

AL: E como explicar essa ânsia de criar sistemas financeiros e econômicos viáveis para o micro-mundo. Temos mesmo a necessidade de uma ecomonia micronacional?

 

MB: Acho interessante a proposta, toda tentativa de mudança é muito bem-vinda. Mas tenho receio de que, exatamente pela falta de demanda, o sistema acabe indo por água-a-baixo. Por exemplo, Paulo Azize, numa entrevista que concedeu a mim para a última edição do Jornal do Executivo, tocou exatamente nessa dificuldade que seria, numa conjuntura em que toda a população de Porto Claro está praticamente concentrada na máquina administrativa (e imagino que assim seja também nas demais micros), implantar um sistema financeiro. Se há muita gente no Governo, há pouca gente na atividade produtiva, e se há menos produção, há consequentemente poucos serviços, o que é perigoso, pois nenhum sistema vai se sustentar se não houver uma relação mínima de oferta e procura para que as pessoas sintam a necessidade de fazer circular capital. Por outro lado, a implantação de um S.E. pode ser uma oportunidade para dinamizar a forma que fazemos micronacionalismo hoje, e pode incentivar a iniciativa privada e também a vinda de novos micronacionalistas interessados em alguma coisa além de política. Certamente é muito difícil definir se o sucesso de um S.E. será causa ou consequência da atividade, acredito que, de certa forma, seja tanto uma coisa como outra, mas acho que isso só será possível se, junto com ele, também forem direcionadas políticas corretas no que se refere aos desenvolvimentos populacional e empresarial. No mais, só testando mesmo para saber, e, mesmo se der errado, acredito que devíamos insistir, aprender com as possíveis falhas e tentar quantas vezes mais for possível.

 

AL: Percebemos que muitas pessoas procuram criar suas próprias micronações em detrimentos de juntar forças para formar um Estado forte. Como explicar essa situação?

 

MB: É realmente muito complicado essa fragmentação, ainda mais considerando o fato de que dividir o pouco que se tem não é uma das melhores idéias… Mas também não podemos generalizar e cada caso deve ser observado ao seu modo. A maior parte desse pessoal que criam suas próprias nações não têm idéia do que significa isso. Imagine só, se micronações mais tradicionais como Porto Claro e Reunião, com tantos anos de existência, sofrem vez ou outra com problemas de inatividade, imagina então quando se trata de países ainda mal-estruturados. Mas, em certos casos, o efeito pode ser o inverso. Por exemplo, cito o caso da Bervânia, que há algum tempo se separou de Campos Bastos, e pelo que me parece está aí a todo o vapor. Infelizmente há também muita vaidade no micromundo, e criar micronações muitas vezes é mais uma questão de ego de algumas pessoas que uma proposta realmente séria.

 

AL: O micronacionalismo está em decadência ou podemos aceitar a velha desculpa do ciclo?

 

MB: O pior é que o ciclo realmente existe e é muito perigoso, e buscar um meio para sairmos dele é um ótimo desafio para todos nós. Não acho, no entanto, que estejamos em decadência. Acho que estamos relativamente estáveis, e numa excelente hora para pensar em renovar, em buscar novos horizontes e em fazer mais do que falar. Por exemplo, uma das coisas que eu mais questiono é como a maneira que fazemos micronacionalismo hoje ainda é, metaforicamente falando, pré-histórica. Se observarmos bem vamos perceber que pouca coisa mudou desde que se começou essa onda de micronacionalismo pela internet: veja, as listas nacionais é o principal palco do cotidiano micronacional. E há quanto tempo fazemos isso? Que eu saiba, desde sempre. Em plena era multimídia, o texto puro ainda reina imbatível. Acredito que seja algo, inclusive, que até acaba afastando pessoas para o micromundo, principalmente os mais jovens. Veja só: a urbanização ainda sequer existe (digo urbanização mesmo, e não printscreen de SimCity). Talvez as coisas mudem, não sei. Talvez a possível implantação de um Sistema Econômico dinamize mais as coisas e torne (espero) necessárias todas essas mudanças que o micronacionalismo precisa se quiser atravessar mais uma década.

 

AL: Considerações finais.

 

MB: Agradeço a oportunidade concedida pelo "A Labareda" para abordar tantos assuntos numa única entrevista, e espero que tenha sido claro com relação às minhas idéias. E lembrem-se: 10 anos já se passaram. Agora, é tempo de pensar para os próximos 100 anos .

 

Expediente
 
Editor-Responsável: Alexandre Carvalho
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[Chandon – Jubileu de Ouro] A Labareda * Edição 101

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Ano II * Edição nº 101 * Segunda-Feira, 23/01/2006
SACRO IMPÉRIO DE REUNIÃO
 
EDITORIAL
 
A CONQUISTA DO PRAVDA
 
Foi com surpresa e com grande alegria que, já no saguão do aeroporto, recebi o resultado do premio Pravda, promovido pelo periódico de mesmo nome, do jornalista Felipe Aron (URSS).

 

Logo após alcançar a edição nº 100 do A Labareda, o periódico foi agraciado com a Insígnia John Reed de Jornalismo, após um ano de grandes superações, uma delas justamente a de romper a barreiras das 76 edições, já que a edição 76, que não foi publicada, marcava o fim das atividades do jornal no micro-mundo bem como da minha desistência em continuar participando deste "hobby".

 

A Labareda circulou entre 14 de setembro e 12 de outubro todos os dias úteis deste período, sendo o piloto para se determinar a periodicidade do jornal.

 

Mais de uma vez escutei a expressão: "você tirou leite de pedra", logo após a publicação de mais uma edição, após dias de baixa atividade produtiva. Mas também ouvi críticas como a de que nossas notícias são básicas, não refletem nem demonstram profundidade. Nós pretendemos deixar a reflexão e a profundidade para nossos leitores, pois não vamos faze-los "engolir" a nossa opinião, mas dar subsídios para que cada um possa tirar suas próprias conclusões.

 

Eu fiquei muito entusiasmo com a vitória do A Labareda, mas percebi ainda que a maior vitória foi a da diplomacia, que causou ainda mais surpresa. Essa vitória deu-me novo ânimo para dar andamento a MICROCON, organização criada para que as micronações se juntem em busca de soluções para problemas do micronacionalismo e não para juntarmos escudeiros contra micronações.

 
NOTÍCIAS
 

MANIFESTAÇÃO DE GERSON FRANÇA NO PLENÁRIO DO ECIE CAUSA MAL ESTAR ENTRE OS CONSELHEIROS

 

Durante a semana de votações no ECIE, em especial do projeto da Coroa em eliminar a lista de banidos do Sacro Império de Reunião, para poder permitir o retorno daqueles que o desejarem, Gerson França se dirigiu ao plenário do ECIE para "fazer sua defesa".

 

Em seu discurso, França clamou aos Conselheiros que não fizessem daquela votação motivos de briga política, entre a Casa e o Imperador. Em uma comparação considerada infeliz por parte dos Conselheiros, Gerson comparou a reprovação do "perdão" aos ataques terroristas de 11 de setembro.

 

O presidente do ECIE, Charles Goldstein, defendeu o Egrégio e os Conselheiros, dizendo que "a honradez dos conselheiros e, por conseguinte, do Egrégio, não deve e não será questionada, em especial por um estrangeiro". Goldstein ainda se manifestou irritadamente em relação a comparação ao terrorismo feito por França:

"terrorismo é aquilo que os que o sr. veio defender fizeram, abalando a ordem, a soberania e a integridade territorial do Estado. A decisão deste Conselho é soberana e representa o próprio Estado, e, por isso, tem de ser respeitada".

 

Estranhamente, o presidente pediu que Gerson França fosse moderado, fato de já deveria estar ocorrendo, pois a Casa não permite manifestação de pessoas que não sejam Conselheiros. Goldstein finalizou considerando a presença de França no plenário ser considerada alienígena.

 

Após o ocorrido, Gerson Disse que não mais se manifestaria, aguardando o resultado da votação.

 

Como foi noticiado ontem a noite pelo A Labareda On-Line, a moção estava sendo reprovada por 5 x 2.

 

GOLPE CONTRA IMPÉRIO ALEMÃO PODE TER NASCIDO DENTRO DA ORDEM DOS TEUTÔNICOS

 

As recentes declarações do Rei da Prússia podem ter tomado "corpo" dentro da Ordem Secreta dos Teutônicos.

 

A Sociedade, com ares de secreta, começou mostrando imaturidade ao divulgar a "ata" de fundação. Como é possível divulgar a existência de uma sociedade secreta? Alguns integrantes disseram que a ordem não é secreta, e sim suas intenções.

 

Tão logo tomaram conhecimento, algumas das maiores autoridades das principais micronações que tinham cidadãos envolvidos mostraram irritação com o grupo. Alguns inclusive teriam colocados seus altos cargos a disposição.

 

A ordem sofreu acusações de entre suas intenções, a disseminação do nazismo no micro-mundo.

 

O criador da ordem, Gustav Mansfelsd, foi acusado por um integrante da ordem, que não quis se identificar, de ser "um louco dissimulado, nazista" e que sua principal intenção era dominar o micro-mundo, começando pela Alemanha.

 

Ainda segundo o integrante da ordem, a idéia era restaurar o Sacro Império Romano-Germânico, com a ajuda do finado Sacro Império Pontifício Vaticano e derrubar Bruno Thomas Guilherme Luis, da Alemanha.

 

O golpe tramado pelo rei da Prússia não deu certo, e ele optou por deixar a Prússia, abdicando de todos os seus "dengos".

 

REINO DE SANTA MARIANA É DISSOLVIDO

 

O Rei de Santa Mariana, Felipe Santarelli, enviou nota a comunidade intermicronacional informando a dissolução do Reino.

 

Santarelli alegou não ter conseguindo se adaptar à C.R.U. e nem trabalhar com os demais reinos, apesar dos inúmeros esforços. A falta de material humano também foi alegada.

 

A medida acontece enquanto o ECIE, em Reunião, decide o futuro dos integrantes do C.R.U., que foram banidos recentemete, entre eles o próprio rei e Rafael Prince, que também assina o documento de dissolução.

 

A proposta encaminhada ao ECIE pelo Palácio Imperial objetivava "apagar" dos arquivos imperiais a relação de banidos, possibilitando assim que um possível retorno daqueles que assim o desejassem.

 

Apesar do esfacelamento da C.R.U., o ECIE não se sensibilizou e deverá reprovar a moção.

 

Analistas políticos já pensam diferente em relação a decisão. Antes a reprovação daria força a Casa Legislativa mais importante do micro-mundo enquanto que a aprovação mostraria que a Casa não teria poder de decidir nada, minando de forma irreversível até mesmo a manutenção da Casa nos moldes atuais. Agora, independente do resultado, o ECIE perderá força pois só o fato da proposta de retirada dos banidos, demonstrou que as decisões do ECIE são controversas. Recentemente o mesmo ECIE aprovou o banimentos dos ex-reuniãos que foram formar a C.R.U.

 

Parece que um ditado velho vem bem a calhar para a atual situação do Egrégio: "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come".  

 

EXPECTATIVAS PARA 2006, ASSUNTOS DE INTERESSE MICRONACIONAL, ENTRE OUTROS, SERÃO ABORDADOS EM SÉRIE DE ENTREVISTAS

 

O periódico A Labareda começa hoje uma série de entrevista, abordando diversos assuntos sobre o micromundo.

 

Alguns micronacionalistas foram selecionados e a redação do jornal encaminhou as mesmas perguntas para todos. As respostas estão chegando e a ordem de publicação será de acordo com a ordem de chegada das respostas.

 

Outros micronacionalistas aindam poderão receber as perguntas e não há prazo para resposta, deixando os entrevistados inteiramente a vontade para fazer dentro de suas possibilidades.

 

A primeira entrevista traz Gerson França, ex-reunião, que saiu do país para fundar a C.R.U., que está se esfacelando. Gerson França está em Reunião acompanhando a votação no ECIE sobre os banimentos de alguns dos formadores da C.R.U.

 

A próxima entrevista será com Mitchel Bruno (Cedric Errol), de Porto Claro.

 

 

 

Entrevista

 

 

Gerson França, ex-reunião, fala com exclusividade ao Labareda

 

A Labareda: Qual a expectativa para o ano de 2006, após um ano onde muitas micronações passaram por dificuldades extremas e tiveram que adotar medidas para não "fechar as portas"?

 

Gerson França: Um ano é um período bem longo em se tratando de micronacionalismo. É difícil tecer previsões. Minha expectativa pessoal é que em 2006 teremos um ano bem parecido com 2005, com exceção, ao que parece, no tocante ao restabelecimento de blocos internacionais, pelo menos nesse primeiro semestre. Penso que várias pequenas micronações, algumas até tradicionais, vão acabar de vez após uma longa dormência. E creio que poderão advir mais um ou dois projetos de união de países. Enfim, bem parecido com o que aconteceu no ano passado.

 

AL: O ano começou com um briga intensa entre micronações que se juntaram para fazerem oposição a Reunião. O que o senhor tem a dizer disso e se Reunião necessita mesmo de tanta oposição, principalmente quando o cenário micro passa muito longe do cenário macro?

 

GF: Os motivos que fizeram com que o bloco de países agregados na OMU declarassem embargo a Reunião são por mim entendidos. Reunião é um país muito grande, talvez o maior em número de cidadãos em atividade da atualidade com cerca de setenta ou oitenta ativos; pelo menos em julho de 2005 era. Assim, Reunião, como todo país grande do micromundo, tende a importar-se mais com o interior do que com o exterior. Para Reunião, o importante não são boas relações com os outros países, mas sim o engrandecimento contínuo interno, mesmo que para isso tenha que ter querelas com os países estrangeiros. Dessa forma, Reunião torna-se atrativa para uma grande parcela de micronacionalistas e postulantes, pois é mais ou menos "ela contra o resto" o que Reunião impõe em política externa. Tal fator também é estimulado pelo Império, pois cria-se uma atmosfera interna de "nacionalismo reunião", o que faz com que as forças motrizes adversas reunianas permaneçam unidas, mesmo na divergência.

 

AL: Experiências coletivas no micronacionalismo ainda não decolaram: Microcon, Omu, Cúpula de Sayed (C.R.U .), Cúpula Econômica (Siena). O que pensa sobre isso e o que pode ser feito para haver cooperação entre as micronações?

 

GF: No meu entender, desde a queda da OLAM não surgiu nenhum organismo internacional capaz de aglutinar todos os países da lusofonia. Houveram várias Conferências no micromundo após o eclipse da OLAM, mas nenhuma delas obteve êxito. Acredito que os fatores mais importantes que levam a isso são: a relativa escassês de material humano em proporção a um número alto de países soberanos, o que faz com que as missões internacionais sejam exercidas pelas poucas "sobras" de atividade, atividade esta que deve primeiro ser direcionada ao interior; a concepção de que integrar um projeto "do outro" não é vantagem para o país; e a tendência que os maiores países possuem de virarem-se mais para dentro do que para fora.

 

No auge da OLAM, os países da lusofonia eram poucos e populosos, o que fazia com que a "sobra" de atividade fosse intensa, o que gerava grande atividade contínua dentro da Organização. Com o aumento do número de países, e a diminuição relativa do número de cidadãos por país, um país para funcionar bem deveria direcionar a atividade quase que exclusivamente para o interior. Observamos nessa época, também, um número grande de países pequenos, que fundamentavam sua existência mais baseados nas suas relações exteriores do que no desenvolvimento interno. Países nanicos aonde os Chefes de Estado tinham seu tempo dedicado principalmente as atividades externas, visto que internamente a atividade era rala. Ora, como querer dar o mesmo "peso" de grandes países aos pequenos países que se dedicavam mais? Assim, a tendência de "virar para dentro" tornava-se ainda mais saliente nos grandes países, que não vislumbravam vantagens ou seriedade nas organizações controladas por um número maior de países pequenos e nanicos.

 

Então, como podemos ter novamente uma espécie de OLAM atualmente? Na minha opinião, devemos estudar os motivos que fizeram com que a OLAM crescesse e se tornasse sedimentada e respeitada. As realidades são outras, é certo. Em 1998, quando a OLAM foi fundada, tínhamos cerca de cinco países grandes na lusofonia. Desses cinco, quatro foram os fundadores da OLAM (Porto Claro, Orange, Marajó e Ecônia), e apenas um boicotou o projeto (Reunião). Com o tempo, a OLAM cresceu, até que Reunião acabou entrando na Organização. Hoje temos dois projetos (MICROCON e OMU), e um número maior de países grandes. Assim como em 1998, Reunião não integrou o projeto mais amplo em termo de adesões. Estamos num momento de encruzilhada. Acredito que se a OMU realmente investir em seus propósitos estatutários, ela tem tudo para tomar o lugar que um dia foi da OLAM.

 

AL: É possível considerar o número de mensagens como principal fator de mediação da atividade? Mas como explicar um país que tem cerca de 3000 mensagens por mês mas pouco produz?

 

GF: Na minha opinião, o número bruto de mensagens nas listas e o número bruto de cidadãos ativos são os únicos meios objetivos práticos de se mensurar a "riqueza das micronações". Outros meios, se bem que mais justos, são infelizmente inaplicáveis, por estarem sujeitos a juízos subjetivos do mensurante, além de demandarem um trabalho que dificilmente tem continuidade em longo prazo. Mas existem diferenças.

 

Para mim, a atividade bruta nas listas é um termômetro interno, que serve para analisar principalmente o aquecimento ou esfriamento das atividades de um mesmo país. Comparar um país com outro baseado na atividade bruta pode levar a distorções, pois cada "cultura" possui suas peculiariedades locais. Obviamente que a atividade meramente social não deve ser a prioridade, pois um Estado desenvolve-se com a atividade estatal ou empresarial; mas a atividade social é muito importante, pois realça os laços de amizade ou mesmo de divergências, o que é bom para um país. Assim, para mim, e se fosse prático mensurar, um país que tivesse, por exemplo, 20 cidadãos ativos e 500 mensagens em lista, todas "produtivas", seria "menor" do que um país que tivesse os mesmos 20 cidadãos ativos, mas que gerasse 1000 mensagens, 500 delas produtivas (estatais e empresariais) e 500 improdutivas (sociais e off topics).

 

Na minha opinião, a grandesa de um país em relação a outro pode ser medida, porém, somando-se o número de cidadãos ativos e comparando-os. Tenho percebido que, regra geral, e considerando o cidadão ativo como aquele que postou ao menos uma mensagem em determinado período (um mês, por exemplo), as proporções daqueles que pouco postam é bem parecida em todas os países por mim estudados. Dessa forma, torna-se possível comparar com mais justiça os diferentes países.

 

AL: E como explicar essa ânsia de criar sistemas financeiros e econômicos viáveis para o micro-mundo. Temos mesmo a necessidade de uma ecomonia micronacional?

 

GF: Acredito que a instituição de um sistema financeiro em um país é interessante, mas somente quando este possua "sobras" de atividade, e se tal sistema levar em consideração as peculiariedades e realidades micronacionais. Mas não é primordialmente necessário. Sou da escola "hullmaniana", e acredito que no micromudo existe economia. O Estado oferece cargos e títulos, além do entretenimento de se participar de suas atividades, ou mesmo somente as acompanhar. O cidadão dá o seu "trabalho" e faz o país andar. Um cargo fácil de angariar e que não traga muitos "benefícios" não possui tanto valor quando o de um cargo mais difícil de conseguir e que traga grande satisfação. Isso é economia micronacional. Um sistema monetário-financeiro viria apenas para "mensurar em numerário" esses valores que hoje funcionam principalmente na base de trocas e escambo entre Estado e cidadão.

 

AL: Percebemos que muitas pessoas procuram criar suas próprias micronações em detrimentos de juntar forças para formar um Estado forte. Como explicar essa situação?

 

GF: Penso que dois são os motivos principais. O primeiro é a ânsia e a motivação que alguns novatos no micronacionalismo possuem de ter um projeto próprio. O "remédio" para esse fator seria se todos os países importantes não entabulassem relações com o país do novato, pois aí o motivo de sua satisfação (ser Chefe de Estado e manter relações com outros países) seria solapado. Mas na atual realidade lusófona isso é inviável, pois alguns países grandes preferem reconhecê-los e manter relações visando trazê-lo para a sua órbita de influência. Outro motivo são querelas e divergências inconciliáveis dentro de um país. Muitas vezes quando a convivência entre grupos divergentes se torna impossível, um desses grupos sai em bloco para outro país, ou fundam um outro Estado.

 

AL: O micronacionalismo está em decadência ou podemos aceitar a velha desculpa do ciclo?

 

GF: Obviamente que o micronacionalismo sempre passará por ciclos. É natural que tais ciclos aconteçam. Não creio que o micronacionalismo esteja em decadência. Ao contrário. Se compararmos 2005 ao ano de 2002, vamos notar que o micronacionalismo cresceu. Muitos veteranos retornaram a atividade, e a renovação está seguindo num ritmo que supre as necessidades dos grandes países que investem. Na minha opinião, a época áurea de 1999 e 2001 pode um dia retornar. O futuro a Deus pertence.

 

AL: Considerações finais.

 

GF: Fico muito grato e lisongeado por ter sido lembrado pelo periódico A Labareda. O jornal é um dos mais importates do micromundo, pois pontualmente publica os acontecimentos de Reunião e mesmo de outros países. A imprensa é uma das grandes vitrines de um Estado, e a Labareda tem ajudado a Reunião estar sempre marcando sua presença da lusofonia.

 

Expediente
 
Editor-Responsável: Alexandre Carvalho
A Labareda é uma publicação do Grupo IIRDE
Fundado em 06/08/2004

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O COMETA ON-LINE – ANO IX – NÚMERO *111*

O COMETA
Notícias de Amanhã. Hoje.



Saint-Denis (DR), 7 de janeiro de 2006  –    Edição Número 111  – O JORNAL MAIS ANTIGO JORNAL EM ACTIVIDADE.





Editorial: Jubileu III – Ou vai, ou Racha.
Cláudio de Castro, Editor-Chefe

 

  

              Em toda sua história, Reunião jamais experimentou período em que foram conterrâneos tantos micronacionalistas extraordinários. O momento actual, considerado de OURO por todos os reuniãos que gostam de “pensar o micronacionalismo”, poderá gerar frutos imensos não só ao país como ao micronacionalismo, até mesmo porque a existência do  primeiro cada vez mais se confunde com a do o último.

              Este é o clima certo para o lançamento do PROJECTO ALVORADA, que intenciona colocar Reunião em trilhos em que nunca rodou. Uma análise profunda da história de Reunião é necessária para que possamos compreender como chegamos a um momento tão importante e rico, pois até mesmo os reuniãos mais experientes foram pegos de surpresa com a união de tanta gente activa, inteligente, experiente e unida dentro de uma só micronação, num momento em que, exceto a URSS, todas as micronações estão numa penúria raramente vista, sobrevivendo graças a mensagens improdutivas ou vaidades incontroláveis.

             A acachapante e esperada ruína da Confederação dos Reinos Unidos, formada por seis micronacionalistas considerados “bons” até mesmo pro seus desafetos, é a prova mais cabal de que apenas a adesão a países consolidados e a luta contra a fragmentação poderão abrir caminho para um micronacionalismo verdadeiro, que será resultado da união dos extraordinários e ordinários na busca pela profissionalização do micronacionalismo. O líder micronacional deve entender sua micronação como uma pequena empresa que, se não gera lucros financeiros, traz vantagens intelectuais imensas aos que possuem cérebro (metade da lusofonia, acredita-se, possui cérebro funcional).

            É, pois, assente, que só o investimento massivo dos reuniãos fará com que o micronacionalismo evolua; novidades são necessárias, e não artigos requentados como “economia micronacional”  ou o imbecilóide “enxugamento da estructura”. Reunião já é mais activa do que jamais foi, mais produtiva do que jamais será e mais sólida  do que as Pirâmidades de Quéops. É hora de inovar, aproveitando o Jubileu em que comemoramos 100 meses (na verdade 108) de plena actividade para um grito, em uníssono:  OU VAI, OU RACHA. Chega de mesmice; chega de ratinho correndo na rodinha.

            Alvorecer. É o que faremos, provando ao micromundo que ainda é possível ser mais do que Reunião é. Aguardem.

          

Quanto mais Cláudio de Castro (26) reza, mais assombração aparece. Xô, coração gelado!





 O COMETA COMENTA:

 

VEM AÍ A REFORMA DO SITE EM INGLÊS A “Imperial Commission of the World Wide Web”, conhecida por todos como ICW3, anunciou esta semana que recebeu ordem do Poder Moderador no sentido de abrir concorrência para que sejam apresentados por micronacionalistas de todo o mundo projectos parao LAYOUT do  novo  MENU PRINCIPAL e páginas a ele LINKADAS, na página em inglês do Sacro Império.
A iniciativa faz parte do PROJECTO ALVORADA, que terá como um de seus objectivos a manutenção por Reunião de representação permanente junto às micronações não-lusófonas.  O projecto deverá manter, segundo informou a ICW3, “o visual dark “  das páginas de Reunião, sendo, todavia, “MONARQUIZADO”, ou seja, o website manter-se-á com aquele conhecido visual de “Império do Mal”, todavia recebendo mais brasões e desenhos que lembrem ao visitante de que Reunião é a mais tradicional monarquia do mundo micronacional. O projecto alvorada é resultado do Jubileu de Ouro da Dinastia Castro-Bourbon, e envolverá iniciativas diplomáticas, políticas, jornalísticas, culturais e filosóficas, priorizando o resgate da imagem gloriosa do Império.  Um dos idealizadores do projecto disse a O COMETA que “resgatando sua história de glórias, e demonstrando ao mundo seu presente absolutamente glorioso e quase nauseabundamente paradisíaco, Reunião, com a mais absoluta certeza, chegará a um patamar onde nem mesmo ela chegou no passado”.

 

ADAMATTI, RODINI, ALCALDE E CARVALHO COTADOS PARA O MAGISTRAL

Como raras vezes, está emboladíssima a disputa pelo Palácio Magistral; o PIGD está estudando a possibilidade de lançar o hiperactivo Jorge Adamatti para o cargo, tendo o mesmo dado notícias a seus correligionários mais próximos de que poderá mesmo concorrer; o mesmo conta com o apoio da parte mais conservadora do império, assim como da chamada “elite nova”. Todavia, o PSD está buscando apoios para eleger Rodini Neto, o qual, apesar de protestante, tem a simpatia do Clero, o que pode ser fonte de muitos votos. Já Bernardo Alcalde e o MICROSOC estão preparando uma campanha arrasadora que poderá contar com o apoio do todo-poderoso PACSO, onde tentarão fazer com que todos acreditem que o próximo governo de Alcalde será mais activo e mais pujante do que o actual. Correndo por fora, mas com a possibilidade de receber o apoio de ninguém menos que Filipe Sales, Alexandre Carvalho, que se encontra de férias, está conquistando apoios em todas as legendas, sendo que a maioria dos analistas considera-o favorito na disputa, apesar do poderio de Alcalde e do apoio de setores da sociedade bastante influentes e activos ao marido da ex-premier Marina Melillo.

 





 MENÇÕES HONROSAS

Callis Morius, pelo inigualável trabalho na criação dos símbolos do Vice-Reino de Maurício.


Douglas Silva, pela vontade de trabalhar que está fazendo de Maurício, antes um deserto, um oásis para se viver e morar.

 





PALACIANAS
Cláudio André Padilha de Castro

 

 

– E a Mortadela hein?  Acabou virando Apresuntado….. Foi só fazer contacto com o Coração Gelado que foi pelos ares! 

– E parece que a próxima que vai pelos ares é a Organização Láctea! Soube que, entre uma ordenha e outra, contrataram alguém (talvez um profissional da limpeza urbana?) pra redigir uma cartinha à Chancelaria Reuniã “exigindo”  qualquer coisa que ninguém entendeu.  Podiam pelo menos ter contratado aquela redatora de cartas do filme Central do Brasil, garanto que tinha dado mais certo.

– Resultado: A Organização Láctea, dentre cujos membros se destacam a rocambolesca República dos Desportos e o Reino do Ressentimento acabou recebendo uma resposta que vai lhe custar caro, pois terão de contratar alguém para traduzí-la.

– Mas, voltando ao micronacionalismo e consequentemente a Reunião:  o Projecto Alvorada está sendo elaborado, e envolverá micronacionalistas extraordinários do calibre de Filipe Oliveira, André Giserman, Bruno Cava, Luciano Trindade, Jorge Adamatti, Alberto Fioravanti, Rodini Netto, Filipe Sales, José Paulo Siqueira e outros, os quais buscarão, juntos, formular uma teoria histórica e política que será aplicada por Reunião internamente e nas relações com outras micronações, impulsionando de vez o Império a uma posição em que nem ele próprio já esteve.

– Rodini Netto, Douglas Silva e Callius Morius estão, juntamente com o turista Flávio von Rainer, superando todas as espectativas, e realmente conseguindo activar o Vice-Reino de Maurício, que havia sido originalmente concebido para abarcar os cidadãos anglófonos de Reunião quando foi extinto o bilinguismo.  O sistema de governo de maurício está sendo montado, e os símbolos do Vice-Reino, magistrais, já foram decretados pelo governo.

– Dizem que Jorge Adamatti estará unificando o PIGD em torno de sua candidatura para Premier, a qual ainda não foi anunciada mas deverá sê-lo nas próximas semanas. As boas línguas dizem que seus maiores cabos eleitorais serão José Vidigal e Marina Melillo, a ex-premier pacsista.

– O último Tribuna Popular deixou a esquerda Reuniã em polvorosa ao colocar sobre ela a responsabilidade de um suposto “marasmo”  que estaria dominando, na opinião do seu editor, Reunião. O PACSO ofendeu-se, e isto resultou numa bem-escrita carta de protesto do Líder Pacsista Olympio Neto.  Olympio que, dizem, é unha e carne com o LP Filipe Oliveira, está mobilizando as forças da esquerda juntamente com Raphael Garcia para evitar que o governo ligeiramente apático de Bernardo Alcalde não seja reeleito.

– Alcalde está um pouco apático, mas sua querida Julia Jones, essa não; a leportense mais querida de Reunião está sempre no MSN batendo papos proveitosíssimos para a carreira política do esposo !

– A Igreja Micronacional está se reestructurando, resultado da nomeação do todo-poderoso Renato Moraes para Lorde Mayor de St. Denis e do retorno de Dom Fábio Calixto para Reunião;  resta agora saber que estructura terá a Igreja, uma vez que o projecto de lei do Conselheiro Alberto Fioravanti pôs algumas barreiras a que o Estado Reunião aceite “qualquer entidade” como Igreja.

– Falando em Fioravanti, Raphael Garcia está no Rio de Janeiro e FALTOU aos dois últimos encontros; o primeiro reuniu Jorge Adamatti, Marina Melillo, André Giserman e Rafael Cresci, além de alguns estrangeiros; e o segundo colocou na mesma mesa ninguém menos que Adamatti (que está em todas), Cava e o Imperador Cláudio.

– Filipe Sales estourou estes dias uma garrafa de champagne;  reconhecidamente a Chancelaria Imperial tem a maior equipe de toda a história do micronacionalismo; a carta à Organização Láctea foi resultado de um trabalho conjunto dele Sales, do todo-poderoso Lorde Protetor, de Bruno Cava, Charles Goldstein, José Paulo Siqueira, Raphael Garcia e Flavius von Rainer, sempre às rusgas com José Paulo.

– Flavius von Rainer, diga-se de passagem, que é conhecido como o boêmio mais querido de Reunião, e dizem estar arrumando inúmeras fãs dentre as reuniãs do sexo feminino! Ainda bem!  O Imperador Cláudio anda tão colado nele que se não fosse casado com SSMI Roberta as más línguas de Coração Gelado e companhia iam mandar brasa !

Flávius conseguiu finalmente um companheiro artista à altura, pois Callis Morius também tem um trabalho gráfico simplesmente maravilhoso. Frá, Callis, continuem assim!

– Morgana Petterle foi nomeada para um cargo importantíssimo dentro de Conservatória, animando o Governador Diego Silva e o Capitão Danilo Marques a promover uma iniciativa cultural que deixará todos de cabelos em pé! Pietro Senior, o mais novo conservatoriano, deve participar da iniciativa!

– A Folha Imperial pela Glória da Dinastia vem aí!

– Laucimar da Cunha conta com um novo recruta nas renovadas Forças Armadas Imperiais, trata-se do Soldado Vinícius Magalhães, que está cheio de gás para colaborar com as reformas que estão sendo finalizadas. Da mesma forma, Francisco Seixas procura pessoas para comandar as investigações da Guarda Imperial, que é a nova encarregada pelo policiamento ostensivo de nossas listas.

– O último COMETA estava enorme, obrigado a todos os que contribuíram com artigos !

– Tem uma pessoa que a qualquer momento deve chegar num de nossos aeroportos;  pista: tem cheiro de LARANJA!

– Todas as páginas de Reunião em Inglês foram actualizadas esta semana pelo ICW3, tendo sido em algumas delas incluídos novos textos. Todas já contam com informações PLENAMENTE actualizadas!  É Reunião 2006, rumo ao futuro !

– Falando nisso, o micronacionalismo necessita da ajuda de todos;  a entrada sobre Reunião na wikipedia, feita à imagem e semelhança da entrada da MicroWiki, está sendo alvo de uma campanha para ser APAGADA, pois estão considerando que micronações não devem estar na Wiki. Poste você também um protesto, vamos entoar juntos um sonoro “KEEP IT”!  Micronacionalistas de todo o mundo já participaram da votação, participe você também:
http://en.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Articles_for_deletion/Holy_Empire_of_Reunion Vale notar que Reunião é a única micronação lusófona citada em mais de 48 artigos de Jornal, 2 livros sobre micronacionalismo e na própria Wikipedia.

– Afinal de Contas, Chuberry, que já não é mais Grão-Ducado, vai permanecer ligado a Mariana ou será parte de outra unidade administrativa Reuniã?? Cenas do próximo capítulo….

– E José Vidigal assumiu a CIA, ordem dos advogados de Reunião. Parece que agora a coisa vai sair do marasmo, e haverá em breve novo concurso para advogados!  Nelson Biagio levanta as mãos pro céu, junto com outros que desejam tornar-se advogados.

– O Palácio Imperial de St. Denis está buscando maneiras de reverter o banimento definitivo de alguns cidadãos, mas garante que não irá passar por cima da decisão do Egrégio… Fonmtes próximas ao Anexo Oeste garantem, todavia, que Rafael Prince está banido DE VEZ !

– Alguém tem visto o Aza?  A murrinhice dele faz falta !!!

– O PSD mantém interesse em lançar candidatura própria para Premier;  os expoentes do partido, Valadir, Rodini e Frá estão decididos a, nas próximas eleições, tomar de assalto o Palácio dos Democráticos, no voto-a-voto.  Vale notar que não serão mais 10 qualícatos, e sim 12, para desgosto dos que pregam o desmantelamento da estructura administrativa.

– Até porque numa micronação devem mesmo haver mais cargos que pessoas, mais pompa que simplicidade, mais afagos do que tapas!  Assim é que o país vai pra frente, e todos sabemos bem disso.

– Parabéns aos novos nobres, Rodini Neto, Fabio Calixto e Charles Goldstein, este último um dos novos pilares da sociedade Reuniã.

– E o Sales hein? Tem algum poder deste Império em que não esteja entranhado? 😀

– Falando nisso, o Trigo, outra eminência parda (só que dos bastidores), está com orelhas em pé assistindo o domínio de Jorge Adamatti em seu partido, o PIGD.  Trigo é o líder histórico do PIGD mais conhecido e reverenciado, pra quem não sabe.

– Por onde anda a Erika Yamagishi?

– Alcides Ricce, outro pigdiano da antiga, prometeu um artigo para a próxima edição do COMETA. SERÁ?

– Wallace Rangel tem sido um dos mais activos Conselheiros nos bastidores, e está cheio de planos para o próximo período eleitoral…..

– Vale dizer que Reunião continua sem PGI, embora esteja entupida de cidadãos extraordinários, como jamais esteve em sua história… Parece que o cargo e as inimizades que causa assustam a todos…

– Alguém não percebeu que o Thedim vai salvar certo país do marasmo utilizando-se da campanha deste jornal para que retorne a Reunião?  Aprendeste com o mestre, ô calcanhar-rachado!  A Polêmica é o sangue que corre nas veias do verdadeiro micronacionalista. Tem coisa mais inteligente do que um verdadeiro micronacionalista questionar o verdadeiro micronacionalismo? É o cúmulo do impulso à actividade!  VOLTA THEDIM J

– Egrégio Conselho e APQ em RECESSO, Manu Gravina e Alexandre Carvalho viajando…. Isso faz todo mundo ter mais tempo para os bastidores, e, MEU DEUS, os bastidores nunca tiveram tanta gente ONLINE ao mesmo tempo, conspirando e debatendo assuntos de suma importância para Reunião, como o Projecto Alvorada.

– Marina Melillo e Jorge Adamatti estão planejando montar uma agenda de eventos intermicronacionais, marcando encontros de micronacionalistas por todo o Brasil. Não é má idéia.

– Valadir Aerwyld anunciou que está em pelna actividade de novo;  rivalizará com Cava, que está de férias e cheio de planos para um mês de janeiro mais activo do que nunca !

– A CEM vai renascer, anunciam as autoridades eclesiásticas, agora que o SIPV está morto, ou quase morto.

– Alguém leu as previsões de Ezequiel Stone para o ano de 2006?  Nada mais perfeito, só que ele esqueceu a previsão realizada pelo gremlin:  REUNIÃO SERÁ ANEXADA em 2006!  O que a grotesca criaturinha não sabe é que será a antiga Mortadelândia, actual Apresuntada, a fazê-lo… Pois é, pois é, pois é.

– O Ministério da Imigração inscreveu esta semana em Chandon 13 novatos, a maioria dos quais chegaram até Reunião pelo anúncio no GOOGLE, o qual já gerou uma quantidade absurda de formulários desde que começou a ser praticado. A lista de cidadãos de Reunião já está tão grande que o Premier Bernardo Alcalde providenciou visualização de 100 em 100….

– Por onde anda o Lukas?

– Hoje eu soube que foi o ex-súdito e actual Monarca Giancarlo Zeni que trouxe para Reunião o editor do Tribuna Popular…. Revirando o passado !

– Sim,. Christopher Daniel Francis Thieme, Príncipe de Allameigh e uma das mais controversas figuras do micronacionalismo mundial foi Reunião de 1998 a 2000, tendo sido Conselheiro Imperial e Qualícato!

– Vamos Fazer mais bandeirinhas!!!!  Estou também pensando em mandar cunhar umas medalhas de Reunião, o que acham da idéia?

– Michel Hulmann, novo director da Quaex, já admitiu 11 novos agentes para nosso Departamento de Ordem Política e Social, e já tomou posse da lista da agência de inteligência mais conhecida do mundo intermicronacional…. Está cheio de Planos, e até logomarca nova!

– Alguém lembra da velinha virtual que a iGREJA sALVADORA disponibilizava para deixar no “túmulo”  de Reunião em 2002-3? É como Diria Deus:  NIETZSCHE está MORTO.

– Esta edição é dedicada ao melhor Lorde Protetor da História de Reunião, Filipe Oliveira, responsável pela actualização constante de dezenas de sites, a redação de dúzias de leis importantíssimas (incluindo emendas constitucionais) e a manutenção ININTERRUPTA do Site da ARN, postando as notícias mais importantes de Reunião no LUSOPHONIA. Filipe, com cabeça-dura e tudo, parabéns!











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