O MONOESPAÇADO – Edição 2

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O    M O N O E S P A Ç A D O
 As notícias que você já sabe, em fonte monoespaçada.
---------------------------------------------------- Saint-Benoît, 18 de fevereiro de 2009 - Edição 2

 == EDITORIAL ==

A instalação do Visual Studio 2008 demora muito tempo.


== NOTÍCIAS ==


Logotipo de Beatriz confunde daltônicos Ele é colorido, muito colorido.
Legislativos de CO e BE se juntam, procuram imóveis de dois dormitórios
As casas legislativas de Conservatória e Beatriz se juntaram e legislam conjutamente. As legislações legisladas pelos Poderes Legislativos legislam leis legais. Nova lei legisla sobre Legião Urbana.
Montenero é preso pela Delegacia Anti-Spam, internet festeja
Fabianno Montenero foi preso ontem a noite na padaria da esquina após carimbar na testa das 37 pessoas presentes o endereço do periódico "Chá, Conversa e Montenero". Algemado, ele grita efusivamente "Chá, Conversa e Montenero!" em ritmo de final de Copa do Mundo. Em seu bolso, foi encontrado dois ingressos para "Se Eu Fosse Você 2" e um tubo de detergente Ypê "sabor maçã", segundo o próprio. Mais informações a respeito das festas organizadas em homenagem à prisão deste famoso spammer podem ser obtidas em www.adeusmontenero.com.
 

Paples preocupados com novas idéias de combate a eles A Associação Imperial de Paples soltou uma nota contra as novas idéias propostas para combater os súditos fictícios. A AIP diz que "paples são fundamentais ao micronacionalismo, sendo que os grandes nomes da Lusofonia são paples". Uma passeata está marcada para amanhã às 10h em frente ao Palácio Magistral.
Manchetes dos principais jornais de Reunião:
- A MANHÃ DE LE PORT: Bola de pêlo gigante engole distrito industrial.
- A LARANJA PODRE DE TREMBLET: Acidente com tubo de cola suspende aulas no burgo.
 - FOLHA DO VULCÃO: Fortaleza de Vera Cruz desiste e vira parque aquático. Ingressos de graça para os 100 primeiros.
- O PAPEL RANZINZA: ECIE aprova "Dia do Cão Raivoso".
- AQUILO É MAURITIUS: Planos para demolição do Vice-Reino em estágio avançado.
 - BUMBA MEU BOI NEWS: Fotos inéditas de Jaime Lado comprando carne.
- O BIGODE DE BRUNELLA: Promoção "3 em 1" da Gillete prorroga inscrições.
Secretaria de Propaganda de Fournaise divulga fotos de Emília
 A Secretaria de Propaganda de Fournaise divulgou fotos de sua refém, Emília. Mantida em cativeiro desde dezembro, Emília tem sido forçada a tirar fotos para o governo fournaiseano. A GIR continua a negociar com a Secretaria, porém pouco progresso tem sido conseguido. O preço do resgate atualmente consiste em um crédito no valor de cem mil cifras na filial da Macy's, em Saint-Benoît, Stráussia.
O Panfletário está de volta!
Fuja para as colinas!
Fortaleza de Vera Cruz é consumida pela lava do vulcão
Só queria ter o prazer de escrever essa manchete. Obrigado.
Rolê pelas capitanias
- Le Port: Ainda não sei o que acontece lá.
- Stráussia: Adamatti recebeu um e-mail do passado.
- Conservatória: Todos estão brincando de Stop.
- Fournaise: Finalmente, desmontando a Fortaleza!

== ENTREVISTA - Sr. Eduardo de Lagrenge ==

Passamos duas horas e meia vendo o ensaio de sapateado dele. Ganhamos dois ingressos para a estréia.


== ARTE ASCII ==
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 == EXPEDIENTE ==
Faz-tudo: Ricardo Cochrane
Este jornal não permite sua circulação no Vice-Reino de Mauritius, Vice-Reino de Mariana e na Lapa.

Chá, Conversa e MONTENERO N.6

Chá, Conversa e Montenero

Nº 6 | 16 de Fevereiro de 2009

 

©Editora Casa de Pacífica

© Arquidiocese de Lisboa

Circulação:

Sacro Império de Reunião

Reino Unido de Portugal e Algarves

Reino da Bélgica

Reino da França

Principado de Mônaco

 

 

Editorial

Mesmo num certo ostracismo, não há nada no micro-nacionalismo que tem nos dado mais alegria que editar este periódico que não nasceu de uma brincadeira, mas que sabe bem onde quer chegar: a construção de um micro-nacionalismo onde o bem e o belo sejam a maior obra possível das mãos humanas ofertadas ao divino.

Não se trataria, contudo, da ingenuidade de ignorar que ao homem – quem quer que seja e onde quer que esteja – seguir-se-á um cortejo de ações que corromperiam a beleza benfazeja vida. A história já nos provou isto: SOMOS TODOS CAPAZES DE MALES TERRÍVEIS! Tratar-se-ia, contudo, da certeza de que no agir do homem há sempre, misturado com seu egoísmo, a vontade de algo maior, a vontade do bem e do belo e que, uma vez depurada a vontade, num trabalho de vida, sairíamos de nosso “eu” em busca da auteridade.

Chá, Conversa e MONTENERO tem um propósito de existência que vai além do entretenimento: tornar nosso micro-nacionalismo lúdico e benfazejo gerando assim o belo como experiência concreta de unidade e multiplicidade.

Bom chá!

D. Fabianno Montenero C. de Monte-Real e Pacífica

Editor

 

Chá

Conversar com um doce sabor de manga e maruja, hibiscus, pétalas de rosas, flor de malva, pétalas de marigold é simplesmente divino! Os assuntos mais pesados ficam leves e com o delicioso aroma natural do nosso chá de hoje.

Rooitea foi descoberto há mais de 300 anos na região de Cape Town nas savanas da África do Sul e virou febre de consumo no Japão e Europa. O chá da vida longa, como os chineses o chamam, é uma ótima opção para quem não tem preferência pela cafeína. É uma infusão que pode ser consumida o dia todo, quente ou gelada.

Seu processo lembra os chás tradicionais, a diferença é que usam máquina de cortar tabaco na finalização. Aliás, o Rooitea lembra muito fumo de cachimbo, um aroma adocicado.

Tem coloração avermelhada e os  benefícios para a saúde são muitos, ansiolítico natural, alergias de pele, problemas estomacais, gases, pedras no rim e melhora a qualidade do sono sensivelmente.

 

De Soslaio

*    A Companhia Telefônica micro-nacional está indo de vento em polpa, além da satisfação com o software que tem a interface muito simples e bem disposta, a qualidade do serviço que é melhor que de programas como “Skype”. Longe do virtualismo, o telefone funciona mesmo!

*    Reunião tem novo Lorde Protetor: Grão Duque de Chuberry, D. Rodrigo Rocha ocupa o lugar de “segundo homem” de Reunião. Seria isso uma nova regência velada? Um avanço ou um retrocesso? O tempo dirá!

*    CorPas chora, mas não tem volta! Erro administrativo tira a agremiação do pleito pasárgado. O que os revoltou foi a “invenção” de uma punição não prevista em lei: só poderão lançar um candidato a orador por Cantão. 

*    Passou pelo ridículo! Príncipe belga passa por vexame: Ao desejar fazer uma visita diplomática ao Sacro Império de Reunião, preencheu form de súdito. O “Chá, Conversa e MONTENERO” não perdeu tempo e lançou a trapalhada no ar. “Foi a anexação mais fácil de toda a história lusófona” zombou o editor. O fato é que a seriedade das relações diplomáticas na Bélgica passou longe.

*    “Morreu na contramão atrapalhando o trafego”: Príncipe Belga, não conseguiu o que veio buscar em Reunião. Tentando negociar a extradição de Thiago Montenero de Monte-Real e Pacífica acusado de Paplismo, esbarrou com a “Sagrada” que veda o ato. Logo depois, com as conclusões das investigações o membro da Casa de Pacífica foi inocentado e o governo belga é obrigado a se desculpar.

*    Ainda na Bélgica: A imprensa é ameaçada! Príncipe Belga ameaça veladamente a suspensão do periódico “Chá, Conversa e MONTENERO” na Bélgica. D. Fabianno declarou em nota que “Seria uma pena para a Bélgica, por que nosso trabalho de fato rende muito mais para eles do que para nós e os belgas poderão ler sempre o “Chá”, afinal ele circula na Imprensa Livre. Se alguém na Bélgica não estiver naquela lista é só escrever para nossa redação e enviaremos exemplares de cortesia vitalícia”. Uma missiva de D. Fabianno de Pacífica foi misteriosamente extraviada da lista oficial.

*    Editor do periódico mais lido no micro-nacionalismo é acusadode publicar informações “confidenciais” do serviço de imigrações reunião. O editor declarou que e encontrou um misterioso envelope com as informações no chão de seu escritório na redação da Editora Casa de Pacífica e disse ainda: “Abram um processo administrativo e prendam quem entregou a informação por que a imprensa vai continuar publicando tudo o que é de interesse do micro-nacionalista! É nosso dever e direito!”.

*    QUAEX leva “puxão de orelhas”. Imperador repreende direção da QUAEX pelo modo que conduziam suas atividades. Impulsionado por várias e veementes criticas a o seu modo de ser conduzida.

*    PAS declara aberta a 4ª Sessão Ordinária da 20ª Legislatura todos os projetos a serem votados são de autoria do Orador Carlos Góes, que coincidentemente é o Primeiro Orador. Na Pauta, destaca-se o debate sobre o Acordo Ortográfico de unificação da língua portuguesa.

*    Segunda Micro Secção tem novo subsecretário. Mons. Ruy Hallack Tavares Lira foi adido ao serviço diplomático da Micro Igreja.

*    Em RUPA: Micro Belga movimenta a lista e criação de novo cardeal revolta os pequenos de alma. O Reino Unido de Portugal e Algarves continua em estado de sítio.

*    Imprensa Livre: Mais de cinqüenta mensagens com anúncios sexuais. E não se falava das mensagens postadas pelos pederastas de plantão!

 

BLINK

OMNIA COOPERANTUR IN BONUM

(Ou sobre o Flávio Miranda Von Rainer)

Talvez seja essa a missão mais urgente da Micro Igreja Católica no micro-nacionalismo: Dizer por sobre os telhados (os de vidro e os de aço) que é necessário uma conversão ao bem, ao belo! Que é a fonte de todo bem e de todo o belo senão Deus revelado em Jesus Cristo? Por isso vale para a Micro Igreja Católica, mas também para todos os Cristãos de qualquer denominação e rito, bem como para todos aqueles que chamam Deus de Pai, uma única máxima: OMNIA COOPERANTUR IN BONUM. (Cf. Rm 8,18) Tudo coopera para o bem!

Esta frase poderia bem ser lida num duplo sentido, um descendente e um ascendente. No primeiro sentido, saber que tudo coopera para o bem é saber que há uma vontade superior que governa tudo e consegue tirar um Bem de males que parecem atrozes e nos desconcertam tamanhas as proporções que atingem em gigantesca maldade que, inexoravelmente, se apresentam.

Existe aquela Mão – que cristamente chamamos Providência – que se encarrega de fazer aquela nota desafinada que o homem dá na sublime melodia da vida, ganhar encaixe sonante na sinfonia universal, por que até no mau se revela a misericórdia de Deus e a sua Onipotência que opera mesmo que os ineptos não consigam compreender.

Aqui são gerados a Segurança da Fé e a Certeza da Esperança. Aquela me faz perceber que, na loucura dos acontecimentos, a resposta última não é a do mal, por que em tudo isso, somos mais que vencedores. (Cf. Rm 8, 35-37), enquanto esta nos faz olhar para o aparente caos com a certeza de que não estamos abandonados à sorte do mundo, mas que rumamos para um ponto certo, embora não saibamos bem o caminho. Então tudo coopera para o bem!

De modo ascendente, considera-se a capacidade do homem em fazer o bem e o belo ganharem corpo (diria de o bem e o belo se encarnarem) nas possibilidades e realidades das atitudes humanas. Um esforço que vai além de si mesmo exatamente na negação da própria vontade.

Que poderíamos dizer se eliminássemos de nossa micro-nação, todos os entes que achamos maus, danosos e prejudiciais? Poderíamos dizer que teríamos uma micro-nação perfeita? Mas essa é factível neste presente? Cremos, micro-nacionalistas, que nos digladiaríamos e nos esquartejaríamos pouco a pouco sem se quer perceber que nossos maiores anseios seriam a causa de nosso fim.

Serei acusado sempre – e digo isso com um santo orgulho – de ser uma “ONG de proteção a criminosos”, mas creio que a micro-sociedade não será feita e efetivada com a extirpação deste ou daquele membro. Creio na correção, acredito no ser humano e preferiria ser enganado mil vezes a cometer o erro de extirpar alguém que não seja exatamente e comprovadamente um câncer de nossa sociedade. Quem tem fé e esperança não se sente ameaçado, por que sabe que suas garantias não estão em suas próprias forças!

Mandar-me-ão a uma resma de mil palavrões e profanações, mas continuarei denunciando e acusando as atrocidades que se cometem, procurando nunca denegrir a imagem de quem quer que seja, mas sempre buscando a correção, à imitação do Senhor que não nos deseja a morte, mas que nos consertemos e tenhamos vida. (Cf. Ez 33,11).

Seria muito fácil extirpar e muito difícil educar, mas quando educamos (do verbo dux, duco = conduzir) acabamos por ir juntos e descobrimos o que não seriamos capazes de descobrir se não fosse a força que nos leva a ir com o outro, conduzindo – e muitas vezes sendo conduzido – por sendas que nos fazem maiores e mais fortes à medida que nos descobrimos menores e fracos.

É possível mudar, é possível fazer diferente e é possível acertar o passo! Precisamos acreditar nisso por que isso é acreditar em nós mesmos. Precisamos vivenciar isto, porque vivenciar isto é olhar para o interior de nós mesmos e sermos capazes de reconhecer nossas fraquezas como possibilidades de mudança e não como um fato consumado de fracasso e derrota ao qual devemos nos acomodar num ciclo nefando de tragédia e desespero que nos leva ao chão da enganosa condição fatal de derrotados.

TUDO CONCORRE PARA O BEM! É nisto que devemos acreditar ao nos deparamos com quaisquer situações, esperando com fé que Deus converte as mais tenebrosas ações dissonantes em vida e acreditar que nós podemos fazer tudo diferente desde que comprometamos nossa existência com algo que valha a vida!

 

Entrevista

Nossa entrevista de hoje traz consigo muitas coisas interessantes que advém de um simples hobby que gera fruto inalcançáveis para a vida macro e ao mesmo tempo vem eivada de polêmicas que sugerem a necessidade de uma revisão de nossas atitudes. Foi um momento agradável e que gerará muitas reflexões, assim como as anteriores geraram.

Uma boa xícara de chá e uma conversa com Rodrigo Rocha e Montenero.

 

Montenero:

Talvez seja o chá mais esperado desde que começamos a escrever esta revista, um momento único para o micro-nacionalismo reunião, mas também para toda a lusofonia. Chamado de populista e duramente criticado por incentivar com canetas, canecas e títulos nobiliárquicos, o arranque reunião, mas também reconhecido por muitos como “o regente do povo”. No chá, Rodrigo Rocha

 

Rodrigo Rocha:

E o chá mais gostoso também! (hehehehe)

 

Montenero:

Ninguém teve tanta popularidade e teve tanto empenho como Rodrigo Rocha, o Grão-duque de Chuberry . Rocha, como conheceu o micro-nacionalismo?

 

Rodrigo Rocha:

Foi no finzinho de 2001. Estava fazendo uma pesquisa particular sobre monarquias no mundo, e o site de busca me apontou o site de Reunião. Abri aquilo e achei fantástico. A idéia caiu como uma luva pra mim, e eu “devorei” o site todo em cerca de uma hora. Ali já esbocei alguma coisa do que viria a ser o meu projeto pessoal no micro-mundo, o Grão-Ducado de Chuberry. A idéia era fazer uma micro-nação composta por meus amigos macro-nacionais, mas nos mesmíssimos moldes de Reunião. E assim foi. Em 4 de janeiro de 2002 fundei Chuberry, uma réplica de Reunião, mantida por cerca de 15 pessoas totalmente inexperientes em micro-nacionalismo. Perduramos de forma soberana até setembro de 2003.

 

Montenero:

O que houve com Chuberry? É claro que a anexação foi um fato, mas quero dizer historicamente como se deu esse fato?

 

Rodrigo Rocha:

Chuberry se consumiu em desavenças internas muito graves. Como éramos todos amigos macro-nacionais, eu fiquei muito chateado de ver a coisa descambando para brigas, xingamentos e até ameaças. Fiquei mais ou menos como Santos Dumont ao ver o seu invento ser usado como arma de guerra… Fiquei desgostoso e decidi que seria a hora de parar por ali e partir para uma “carreira solo”. Infelizmente até hoje existem ex-chubereiros que ainda não voltaram a se falar, tudo por causa de brigas micro-nacionais. A disputa política que o micro-nacionalismo proporciona precisa ser muito bem dosada, e os participantes precisam ter uma boa dose de preparo para entender que o objetivo das micro-nações é entreter, e não fomentar polêmicas e rancores.

 

Montenero:

Depois da experiência de Chuberry, o que trouxe na bagagem quando chegou à Reunião, sua micro-nação inspiradora?

 

Rodrigo Rocha:

Quando cheguei a Reunião, eu não era um novato. Cheguei como se já fosse um cidadão reunião de velha data, e de certa forma eu era mesmo. Integrei-me muito rapidamente à sociedade e já comecei a trabalhar. Junto com Gerson França, Renato Moraes e Felipe Santarelli, meus bons e velhos companheiros de jornada. Dediquei-me ao Vice-Reino de Mariana e à reestruturação de Reunião, que renascia ali depois da chamada “Idade das Trevas”, período de longa inatividade do Imperador.

 

Montenero:

Político, padre, apaixonado, protestante e, em fim, regente! Foi um percurso de muito trabalho e não menos dores.

 

Rodrigo Rocha:

Foi mesmo

Montenero:

Quem é o Rodrigo Rocha neste percurso?

 

Rodrigo Rocha:

Esse é uma pergunta complicada para mim, mas vou tentar responder. É! Modéstia à parte, uma figura histórica para Reunião. Digo isso porque desde 2003 pouquíssimos episódios deste Império não tiveram a minha participação direta ou indireta, independente da bandeira que eu estivesse empunhando no momento. Tenho consciência de que sou um fomentador de atividade, e essa é a minha maior – talvez única – grande virtude micro-nacional. Nunca gostei de ser jogador, sempre preferi dar as cartas para os outros jogarem por mim. Nem sempre acertei, mas sempre me dediquei ao máximo para que os bons projetos fluíssem. Além disso, construí em Reunião uma parte muito bacana da minha vida macro-nacional. Aqui conheci amores, amigos, sócios, compadres, vidas. Devo muito a Reunião.

 

Montenero:

Certamente sua história micro-nacional é ímpar e cheia de surpresas, a primeira delas foi sua micro-ordenação, quando entrou para os quadros da Micro Igreja Católica, na época chamada de Igreja Católica Micro-nacional. Como se deu tal episódio e quais foram suas reais motivações? Afinal, podemos falar disso a vontade, já passou mesmo aquele tempo (rsrsrsr)

 

Rodrigo Rocha:

Eu ingressei na Igreja micro-nacional por convide de Dom Renato. Nos tempos de Chuberry eu era muito combativo, travei batalhas homéricas contra os movimentos paganistas que infestavam o micro-mundo na época, e derrotei todos. Vendo meu engajamento, o Renato me convidou para me tornar padre… Eu não só aceitei como abdiquei do trono de Chuberry para me dedicar integralmente à evangelização do micro-mundo. Essa minha decisão foi paralela ao encerramento das atividades de Chuberry enquanto micro-nação independente.

 

Montenero:

Homéricas, em RE, foram suas disputas com outro grande micro-nacionalista, o Garcia, um dos que defendiam, à época, a separação entre igreja e estado.

Rodrigo Rocha:

Sim, é verdade, mas o Garcia na época não tinha tanta influência porque era tido como um radical. Radicais nunca têm a mesma credibilidade dada aos moderados… Por isso os grandes “pais” do ideário laicista anti-religioso eram os ideólogos esquerdistas do PacSo, e não os radicais do MicroSoc. Hoje o Garcia consegue captar muito mais as atenções e consegue se fazer ouvir muito mais do que há cinco anos atrás.

 

Montenero:

Muitos afirmam que antes de você a Igreja de Reunião tinha uma convivência pacífica, mas que, depois de você houve um maremoto entre a Igreja e vários outros micro-nacionalistas que não apoiavam o movimento religioso. Como foi esta página?

 

Rodrigo Rocha:

Na verdade os radicais sempre odiaram a Igreja, e o grande polemista histórico da Igreja é o micro-Arcebispo Emérito Dom Rafael Cresci. Portanto essa rixa já existia muito antes de mim. Quando eu cheguei, entretanto, a esquerda se sentiu muito ameaçada, pois viu que a Igreja, e o movimento religioso em geral, poderia tomar um rumo mais engajado social e politicamente. Isso para eles seria o fim, pois um avanço social e político dos movimentos religiosos significaria, obviamente, a derrocada do poder exercido na época pelas esquerdas. E não deu outra.

 

Mas apesar do adiamento dos planos das esquerdas, eles tiveram sim muitas vitórias, assim como nós tivemos outras tantas. Sempre houve um clima de muito respeito entre os dois lados, de modo que eu até hoje sou amigo pessoal da maioria dos meus antagonistas da época – inclusive o Raphael Garcia.

 

Montenero:

Depois de tanta luta houve uma dissipação sua na micro igreja. Segui-se a demissão do estado clerical, um micro casamento e um processo de excomunhão… Como isso aconteceu tão de repente?

 

Rodrigo Rocha:

A excomunhão foi lavrada pelo Emérito Dom Rafael Cresci, fundamentado na acusação de que eu era maçom. Devido à falsidade da acusação, fartamente comprovada por mim perante o Tribunal Eclesiástico, e devido a mil e uma outras provas de vício no processo, eu terminei sendo completamente absolvido de todas as acusações, e tendo minha excomunhão revogada cerca de quatro meses depois de sua publicação.

 

Tempos depois eu solicitei demissão do estado clerical devido à decisão pessoal de contrair núpcias, e essa decisão foi muito feliz, pois minha esposa foi para mim um manancial de alegrias e realizações. Não havia mais nenhuma condição de eu me manter ligado à Igreja como micro-Presbítero. Posteriormente acabei me convertendo e hoje me considero muitíssimo feliz com minhas decisões, principalmente porque sei que meus bons amigos dos tempos de micro-Igreja continuam sendo como que irmãos pra mim. Nunca me senti descolado da fraternidade que nos une, o que é muito bonito de se ver, considerando que minha Fé hoje em dia é outra.

 

Montenero:

O quanto sua vida de micro-nacionalista influenciou na sua vida macro?

 

Rodrigo Rocha:

Nossa, influenciou demais. Neste meio desenvolvi meu espírito de liderança, minha retórica e até minhas técnicas de galenteio (risos). O micronacionalismo me deu bases de convivência que dificilmente eu teria em outra atividade. Até hoje tenho grandes e bons amigos que até já se inativaram no micromundo, mas permanecem mais atiuvos do que nunca na minha vida macro. Uma parte boa da minha vida macro está conectada à experiência micronacional.

 

Montenero:

Quer falar de amor? Perguntaria sobre seu namoro com a juíza Rebeca Kataoka.

 

Rodrigo Rocha:

Eu não tenho nenhuma restrição a assuntos… Rebeca e eu estivemos juntos por praticamente três anos, e foram os melhores anos da minha vida. Ela é a pessoa mais maravilhosa que eu conheci. A mulher que mais me completa, e a que mais transformou positivamente a minha vida. Meu relacionamento com Rebeca será para sempre um “Amor para Recordar”, conforme o título do filme que nós dois mais gostávamos de assistir.

 

Sou um eterno apaixonado. Desculpe não falar mais, mas é que eu me emociono um pouco ao falar sobre isso. Hoje estou com outra pessoa na minha vida, e estou feliz também. Ou pelo menos perseguindo a felicidade. Essa entrevista está ficando pessoal demais! (risos)

 

Montenero:

Falemos de sua atuação como regente!

 

Rodrigo Rocha:

Ótimo!

 

Montenero:

Você foi tido como um dos regentes mais populistas de que já se teve notícias… isso lhe gerou muitos amigos, mas grandes inimigos…

 

Montenero:

O que foi pra você a experiência da regência?

 

Rodrigo Rocha:

Bem, na verdade essa história de populista é meio estranha, porque o populista é aquele que dá o peixe para não ensinar a pescar. O populista é aquele que simplesmente procura agradar a todos sem ter nenhum projeto real por trás. E me desculpe, mas isso é tudo o que eu NÃO sou. O objetivo da Regência era muito claro: reativar completamente todo o Império, e esse objetivo jamais teria sido atingido com medidas meramente “populistas”. Mas eu fui – isso sim – um Regente popular. Gostava de ser o Regente do povo. Botava a mão na massa junto com todo mundo, não advoguei pra mim nenhuma prerrogativa majestática. Minhas mãos se calejaram de tanto cimentar os tijolos da reconstrução de Reunião, e para esse trabalho eu me alistei nas mesmas fileiras do súdito comum. Creio que a popularidade da Regência tenha vindo disso.

 

Ganhei do povo diversos apelidos carinhosos que utilizei com orgulho durante a Regência, como “Impadão Estepe”, e “Dublê de Impá”. As pessoas não estavam acostumadas a ver a alta nobreza arregaçando as mangas, por isso creio que de certa forma a imagem do “Regente do Povo” teve um impacto semelhante à que a figura de Barack Obama teve nos Estados Unidos. Graças a Deus (e ao Cláudio) eu tive a oportunidade de fazer bastante por Reunião durante esses 6 meses incríveis em que eu dei o melhor de mim para o resgate da pujança reuniã.

 

Para mim a experiência da Regência foi fenomenal, algo único. Ser Cláudio de Castro é a missão mais complexa que pode existir em termos de micro-nacionalismo, e por isso mesmo é a mais instigante. Saí realizado por devolver ao Imperador uma Reunião tão hiperativa, tão plural, tão complexa e tão invejada quanto a Reunião de cinco anos atrás.

 

Montenero:

O período em que ocupou a regência foi marcado por uma ferida, a evasão de vários grandes micro-nacionalistas. Verdade que alguns voltaram depois. O motivo da insatisfação eram suas medidas, segundo alguns. Foi uma nuvem na sua regência?

 

Rodrigo Rocha:

Se o motivo fosse mesmo a “insatisfação”, com certeza teria sido uma nuvem negra. Mas o motivo passou longe de ter sido esse. Não houve nenhuma insatisfação, e nem poderia ter tido, posto que eu não fizesse nada que pudesse ensejar qualquer tipo de insatisfação. Naquele momento nenhuma medida séria havia sido tomada, ninguém havia sido contrariado, exceto o Regente anterior, que entrou em uma espiral de rancor que extrapolou completamente o limite do razoável e culminou com a tentativa de sabotagem contra o Império. Poucos meses depois, todos os que foram influenciados pelo rancor alheio já estavam completamente arrependidos.

 

Montenero:

Conversei com muitas pessoas que saíram na época, e muitos deles afirmaram que não gostaram da distribuição de títulos. Principalmente porque, segundo eles, diminuía a nobreza reuniã.

 

Rodrigo Rocha:

Não diminuía em nada. Concedemos títulos a todos os que na época mereciam, e faríamos tudo novamente. A única pessoa que foi “contra” os Títulos foi quem gostaria de tê-los dado. O rancor não era contra os Títulos, mas sim contra quem assinava a Carta de Concessão.  Diga-se de passagem, um de meus primeiros atos nobiliárquicos foi justamente a concessão de uma importante Ordem de Cavalaria Império àquele mesmo que dias depois iria cooptar nossos cidadãos para seu projeto pessoal. Oferecemos rosas, e de volta ganhamos uma rasteira.

 

Montenero:

Mas cá entre nós, canecas, canetas e títulos foram de fato prometidos! (risos)

 

Rodrigo Rocha:

Não confunda! Os brindes foram prometidos em uma campanha publicitária para fomento do jornalismo em Reunião, não tem nada a ver com Títulos de Nobreza!

 

Montenero:

E alguém recebeu alguma caneca?

 

Rodrigo Rocha:

Tudo em Reunião estava entregue as moscas… Capitanias, Câmaras, autarquias, órgãos imperiais, tudo semi-inativo… e esse inatividade geral se refletia na sociedade civil. Não tínhamos sequer um jornal ativo. Daí a razão de nossa campanha que, por sinal, foi muito bem sucedida. Instantaneamente conseguimos a reativação de 3 periódicos, e hoje Reunião voltou a ser a capital jornalística do micro-mundo. Isso não aconteceu por milagre. Houve iniciativas da Coroa por trás disso.

 

Não chegamos a distribuir os prêmios pelo simples motivo de que uma das exigências para auferir o prêmio era a manutenção de rigorosa periodicidade. Mas isso não chegou a ser atingido e, de fato, foi um exagero de minha parte. A simples boa vontade de produzir um jornal já é algo muito positivo, acho que não havia necessidade de exigir periodicidade rigorosa. Mas o importante é que a campanha funcionou!

 

Montenero:

E por falar em Jornal, você também editou um jornal que inclusive premiava micro-nacionalistas. Quais eram as inspirações e há possibilidades de que ele volte?

 

Rodrigo Rocha:

Sim, eu edito O SOL, um dos mais antigos jornais micronacionais. Começou como O SOL DE CHUBERRY, depois passou a ser O SOL DE MARIANA, depois O SOL DE LE PORT e hoje se chama apenas O SOL. Sua numeração começa do zero a cada alteração de nome, razão pela qual, apesar de 7 anos de existência, o jornal O SOL está ainda em sua edição de nº 12. Na realidade, pelos meus cálculos, caminhamos para a edição número trinta e alguma coisa. O Prêmio O SOL de Micro-nacionalismo é, hoje, a única premiação inter-micro-nacional existente, numa tentativa de reviver os velhos tempos de Prêmios como o “Aruaque” e o “Tribuna Popular”. Sou um entusiasta do jornalismo micro-nacional, sempre tive a firme convicção de que a grandeza de uma micro-nação pode ser medida pela quantidade de jornais que nela circulam.

 

O SOL voltará a circular com toda certeza, e prometo que sua periodicidade será menos irregular do que a do seu principal concorrente, O COMETA!

 

Montenero:

“O COMETA” é inspirador do “O SOL”?

 

Rodrigo Rocha:

Por incrível que pareça, não! O SOL teve seu nome inspirado pelo tablóide inglês de fofocas “The Sun”, muito conhecido na Grã-Bretanha. Isso é porque O SOL nasceu em Chuberry pelas mãos do grande micro-nacionalista (hoje inativo) Carlos Eduardo van Hombeeck, que pretendia que o seu jornal fosse mesmo um tablóide dedicado a publicar fofocas e notícias polêmicas sobre a Família Real de Chuberry. E ele começou assim mesmo, como tablóide de fofocas. Só passou a ser jornal “sério” quando eu o assumi, em 2004, e adotei outra linha editorial completamente diferente.

 

Uma curiosidade: as cores, o lay-out e o estilo de diagramação d’O SOL é o mesmo até hoje, desde 2002. Só o que mudou mesmo foi o conteúdo. A última edição d’O SOL circulou em agosto do ano passado, e pode ser relida aqui: http://br.groups.yahoo.com/group/chandon/message/79307

 

Montenero:

Se pudesse escolher um, e somente um, micro-nacionalista de destaque durante sua regência, quem seria?

 

Rodrigo Rocha:

Que pedido difícil! Escolher apenas um é algo muito injusto, mas o Diesley foi excepcional. Ele carregou nas costas uma responsabilidade centenas de vezes maior do que sua experiência na época, e conseguiu se sair tão bem que foi elogiado diversas vezes pelo próprio Cláudio. Além dele citaria também o Flávio Miranda, pela lealdade, o Queiroz, pelos serviços dedicados, o Valadir, o Wallace, o Brunno Barbosa, o Marcus Goulart, o Saifal… Nossa, tantos! Todos foram imprescindíveis, inclusive os que eu não citei aqui!

 

Montenero:

Polêmicas: D. Eduardo Lagrenge de volta a Reunião foi frontalmente contra a regência, como era de se esperar.  Como se dá hoje as relações entre vocês?

 

Rodrigo Rocha:

Não há relações, mas creio que isso seja motivado exclusivamente por conta do rancor que dizem que ele ainda nutre. Eu fui um dos encorajadores da carta pública que o Sacro Império de Reunião fez publicar para convidá-lo a retornar, que inclusive foi enviada no meu nome e em nome do Cláudio. Eu intervim para que ele não fosse rejeitado na Imigração. Eu o premiei com uma das principais Comendas Imperiais. Portanto não há motivos para que ele permaneça eternamente nesta batida esquisita de tentar fazer oposição a mim, coisa que, por sinal, até agora só fez mal a ele mesmo. Ele poderia ter saído da Regência da mesma forma que eu, aclamado, mas preferiu o caminho da oposição, da difamação e da sabotagem. Uma atitude incoerente com sua larga experiência e notável competência, mas não o julgo por isso. Cada um é cada um, ele teve lá os seus motivos.

 

Montenero:

Fontes informaram que você estava por traz da ação da QUAEX que o acusou de tentativa de golpe, o que teria a declarar?

 

Rodrigo Rocha:

Isso é uma besteira. Basta pensar: se eu mesmo o convidei publicamente para retornar, por que eu iria dias depois encomendar uma operação que poderia culminar com a expulsão do sujeito? Só se eu fosse maluco. A QUAEX já estava na cola dele há muito tempo, e me contatou sim em busca de novas evidências para confirmar as suspeitas. Eu ajudei com o que tinha, mas o meu testemunho não foi nem 1% das provas levantadas pela QUAEX. Infelizmente algumas pessoas em Reunião tentam reproduzir aquela lógica da impunidade, tão comum no longínquo Brasil, onde se tenta criminalizar o órgão de investigação, e não o criminoso em si. Acusar a QUAEX, a Coroa ou o Rodrigo Rocha como “culpados” pelos atos cometidos pelo Sr. Lagrenge é apenas uma estratégia para desviar a atenção do que realmente aconteceu.

 

Mas de toda forma, acho interessante ponderar que eu particularmente sou radicalmente contra penas de banimento, e tenho a mais absoluta convicção de que o Sr. Lagrenge tem todas as condições de permanecer em Reunião, e ainda contribuirá muito para a sociedade. O seu projeto de telefonia, por exemplo, é espetacular, e chega a ofuscar qualquer sombra negra que ainda possa haver em seu passado.

 

Montenero:

De fato houve muitos erros no processo da QUAEX: 1) As provas apresentadas não conclusivas que geraram o erro da prisão de um diplomata da Micro Igreja Católica; 2) A imoralidade das investigações que lembraram muito o caso Satiagraha do Brasil; 3). Suspeita de provas forjadas… Tudo isso pesa sobre a QUAEX. Por que a regência não se pronunciou contra estes erros?

 

Rodrigo Rocha:

Porque não estou certo sobre a existência destes “erros”. Creio que o órgão de investigação não pode ser criminalizado no lugar do verdadeiro criminoso. No caso da citada operação Satiagraha, por exemplo, o que houve foi uma reação por parte dos “poderosos” que se sentiram ameaçados pelas investigações da Polícia Federal brasileira, e resolveram acabar com a carreira do delegado. Foi uma represália dos poderosos contra o policial, que acabou desviando a atenção para os crimes gravíssimos cometidos pelo mega-banqueiro Daniel Dantas – hoje solto. Os criminosos estão todos soltos, e o delegado que os prendeu está com sua cabeça à prêmio.

 

 

Montenero:

Mas não fica claro quando você diz “o culpado” sem antes tê-lo submetido a um justo julgamento? Não há ai um erro? Por que a Regência não se manifestou?

 

Rodrigo Rocha:

O único erro que vejo é a tentativa de desviar a atenção dos crimes comprovados através da contestação do órgão policial. Veja, o verdadeiro “erro” foi o que foi tentado pelo Sr. Lagrenge ele mesmo com certeza está arrependido se você quiser criminalizar o órgão policial, então as ações da QUAEX sempre serão “erradas”… Porque sempre envolverão métodos polêmicos.

 

Montenero:

Você está afirmando que os métodos da QUAEX são questionáveis?

 

Rodrigo Rocha:

Questionáveis não são, porque uma agência de inteligência só atinge seu objetivo se conseguir agir de forma heterodoxa. O importante não são os métodos do órgão policial. Discutir isso é um tecnicismo burro, só favorece a impunidade. O foco das atenções deve estar nas provas, não no agente. Se a QUAEX fosse agir como um grupamento de escoteiros, não teria conseguido proteger o Império por tanto tempo.

 

A QUAEX é o mais firme e eficiente serviço secreto do micro-nacionalismo mundial, e não um grupamento de escoteiros que ajudam velhinhas a atravessar a rua. Não podemos querer que o trabalho deles seja politicamente correto, sob pena de favorecermos a impunidade geral.

 

Montenero:

Então você concorda que a QUAEX usa métodos heterodoxos e ilícitos para conseguir suas provas?

 

Rodrigo Rocha:

Como qualquer outro serviço secreto, no micro e no macro. Mas há um código de conduta. Forjar provas, por exemplo, jamais seria aceito. Mas espionagem existe sim, e é utilizada dentro e fora de Reunião. Tudo, claro, a serviço da Coroa Imperial.

 

Montenero:

Então a coroa apoiou os métodos heterodoxos da QUAEX?

 

Rodrigo Rocha:

A QUAEX é a mesma há 11 anos. Nunca mudou uma vírgula no seu modus operandi. A Coroa só mudará sua relação com a QUAEX no dia em que eles não forem mais eficientes… Mas esse dia está longe de chegar, dada a impressionante competência e lealdade de todos os agentes.

 

Montenero:

Rumores contam que os problemas com a QUAEX apressaram a volta de SSMI e a sustação da Regência, como foi o fato pra você?

 

Rodrigo Rocha:

Não houve nada disso. Eu já sabia com muita antecedência sobre o retorno do Imperador, que inclusive já estava programada antes mesmo da operação da QUAEX. A sustação da Regência foi perfeitamente coordenada entre mim e o Imperador, que me deu tempo inclusive para “me despedir” através de algumas medidas finais que eram de meu interesse. O Cláudio já estava com sua capacidade de manter atividade restabelecida, e foi por isso que ele retornou. E seu regresso foi a coroação de um dos melhores momentos da história reuniã. Nem a mais formidável Regência se equipararia com o funcionamento do Sacro Império de Reunião nas mãos do Cláudio.

 

Montenero:

Fontes seguras afirmam que a volta do imperador estaria marcada para março e foi antecipada pelos fatos

Rodrigo Rocha:

As tais “fontes seguras” vieram de mim mesmo… Eu mesmo passei para várias pessoas a previsão para março. Mas não foi uma previsão precisa de minha parte, o que acabou sendo muito bom. Eu já estava realmente um pouco cansado, e o Cláudio já havia retomado completamente a atividade. Que sentido teria uma Regência, se o Imperador estava completamente ativo e participando de tudo?

 

Montenero:

Bom, o imperador não estava completamente ativo. De fato ele já estava aparecendo nos chats de MSN, mas não estava ativo. A Sustação da regência – e isso é fato – surpreendeu!

 

Rodrigo Rocha:

Pode ter surpreendido quem não estava junto ao Poder Moderador ou quem não estava acompanhando a presença diária do Imperador a própria carta para o retorno do Sr. Lagrenge foi enviada por ele e por mim conjuntamente. O Cláudio já havia me informado com grande antecedência até mesmo o dia exato de seu regresso.

 

Montenero:

Como você recebeu a OG que reconhece a casa de Pacífica como Casa Dinastica Não-Reinante?

 

Rodrigo Rocha:

Não vi esta Ordenação e, sinceramente, não me interesso muito por isso. Vi apenas o reconhecimento da Casa de Pacífica para fins de utilização de seus títulos estrangeiros em solo reunião, medida com a qual concordo totalmente. Mas confio completamente que o Cláudio não comete os mesmos erros duas vezes. Ele é bem inteligente, sabe jogar muito bem. Qualquer coisa que ele tenha feito foi como estrategista e como líder experiente que é.

 

Montenero:

De todo modo, ao fim da regência Rodrigo Rocha foi aclamado o Regente do povo como foi pessoalmente receber este título popular?

 

Rodrigo Rocha:

Foi a melhor parte da Regência. A que mais me deu prazer. Os dias subseqüentes ao término da Regência foram os melhores pra mim, tanto pela festa popular e pelo reconhecimento, quanto pela sensação de dever cumprido. Estou eternamente grato a todos os que me auxiliaram e participaram deste grande projeto que culminou com o resgate histórico de Reunião à condição de maior micro-nação que se tem notícia.

 

Fico feliz por ter podido ajudar Reunião e por ter conseguido reunir os melhores ao meu redor.

 

Montenero:

Depois destes tempos brilhantes na sua carreira micro-nacional, qual o lugar de um ex-regente em Reunião?

 

Rodrigo Rocha:

Esse é uma pergunta interessante que eu ainda não sei responder precisamente… é um pouco difícil a adaptação a outras atividades, mas eu acho que estou me saindo bem. Um Regente que ocupa a Regência por tanto tempo, acaba de certa forma se tornando uma espécie de conselheiro informal “ad eternum” do Imperador. Além disso, cabe a ele manter sua respeitabilidade e continuar encorajando os mais novos

 

Montenero:

Fontes afirmam que você almejava o cargo de Lorde Protetor, mas não foi isso que aconteceu, quer comentar o fato?

 

Rodrigo Rocha:

Ninguém almeja o cargo de Lorde Protetor. É o Imperador que escolhe, e a escolha dele foi passada a mim de forma muito clara, e eu agradeci a confiança. No último número de O COMETA, lançado há poucos dias, ele confirmou sua decisão, e a mim cabe apenas aguardar. O trabalho do meu irmão Flávio Wernik à frente do Tribunal Marcial está sendo irrepreensível, e assim que as coisas se acertarem, o Imperador confirmará sua decisão sobre esse assunto. Mas quem me conhece sabe que eu não tenho apego nenhum a cargos, minha intenção é estar aonde eu puder contribuir mais.

 

Rodrigo Rocha:

(Não vai me perguntar nada sobre Sales/Pasárgada?)

 

Montenero:

Esse tema esta batido!

 

Rodrigo Rocha:

Uahauahauahauha… Então tá!

 

Montenero:

Pasárgada é cachorro morto e ninguém chuta cachorro morto!

 

Rodrigo Rocha:

HAHAHAHAHAHAHA

 

Montenero:

Mas aqui quem manda é o freguês…

 

Rodrigo Rocha:

Excelente seu comentário!

 

Montenero:

Sobre Pasárgada: Vemos muitas declarações sobre o virtualismo reunião, a última que jogam na cara dos reuniãos é a história do trenzinho. Como você analisa a tensão entre RE e PAS?

 

Rodrigo Rocha:

Pasárgada é a excelente. Já estive por lá muitas vezes, já fui embaixador reunião por lá, e sempre tive uma admiração grande pelo modelo pasárgado, pelo gosto que eles tinham pelo trabalho bem feito. Mas a Pasárgada de hoje não é a mesma de antigamente, apesar dos bons esforços de alguns pasárgados que ainda insistem em ficar por lá. Pasárgada está sendo controlada por um grupelho de “neo-pasargadistas” que gostam de posar de pasárgados históricos, mas não são. As críticas ao virtualismo sempre foram uma tônica pasargadista, mas não desta forma imbecil como é feita hoje!

 

Veja que Pasárgada depende exclusivamente de jogos de xadrez e mensagem off-topic macro-nacionais para poder ter algum movimento – mesmo que mínino – em sua lista nacional, e mesmo assim alguns pasárgados acham que podem criticar o sistema telefônico de Reunião, que… NÃO É VIRTUALISTA!

 

Daí se vê que o problema de Pasárgada é a gangue de pseudo-intelectuais imbecis que parasitam a micro-nação, e não a micro-nação em si.

 

Montenero:

O chá geralmente traz muitos temas, e hoje falamos de tudo. De amor à política!

 

Rodrigo Rocha:

É verdade!

 

Montenero:

Tem algum tema que gostaria de ter comentado e não abordamos?

 

Rodrigo Rocha:

A entrevista foi fantástica e muito ampla, eu só tenho a agradecer… Se possível gostaria de fazer um merchandising básico do meu novo escritório de advocacia, o Rocha, Miranda & Adamatti Advogados Associados, que está prestando serviços nas áreas de  Direito Penal, Direito Administrativo, Direito de Família, Direito Internacional, Direito Autoral, Direito Societário e Direito Canônico… É o melhor escritório de advocacia de Reunião!

 

Montenero:

 

O Regente que foi padre, pastor, casado, jornalista e agora advogado. Uma pessoa, sem dúvida, sui generis no micro-mundo. Agradecemos a enriquecedora conversa e desejamos sucesso para Rodrigo Rocha o regente do Sol!

 

Rodrigo Rocha:

Muito obrigado a todos e muito sucesso a esta revista que, é, DISPARADO, a melhor publicação micro-nacional dos últimos anos em todo o micro-mundo. Você tem um leitor assíduo e fã de carteirinha, continuem assim! E obrigado também a todos que tiveram a paciência de ler. Vemo-nos por aí, pessoal!

 

Correspondências

Aos leitores, esta coluna sempre será um espaço para suas manifestações. Uma revista séria que busca agradar ao leitor sem faltar com a verdade e o entretenimento.

Caro D. Fabianno,

Meus parabéns! A cada dia seu editorial vem se superando. Vossa graça esta dando uma aula de como se faz um jornal de qualidade. Já fiquei sabendo que o próximo número promete. Estou aguardando!

Atenciosamente,

Sir D. Bruno Bragança, Visconde de Tremblet

Ministro da Imigração, Turismo e Integração et al. (Em CHANDON)

 

Parabéns,
Convivo diariamente com o Flavius, e ainda não conhecia esse lado doce dele.

R. Saifal (Em CHANDON)

 

Parabéns,
Convivo diariamente com o Flavius, e ainda não conhecia esse lado doce dele.

R. Saifal (Em CHANDON)

 

Montenero,

 A maior qualidade de um grande entrevistador não está nas perguntas que ele faz e sim, em quem ele escolhe para entrevistar. E você é um ótimo selecionador do que é bom e o que deve ser notícia. O Chá é a a atual revolução jornalística do micromundo. O talkshow virtual.

 Rafael Ithzaak (Em CHANDON)

 

Montenero,

a revista continua excelente, as entrevistas são sempre muito boas e espero ansioso pelo número seguinte.

Aproveito para agradecer o Flavio pelas palavras que me dedicou!=)

[]’s
Raphael Garcia

 

Nossa obrigação é formular com qualidade, responsabilidade e integridade tudo aquilo que tem relevo no micro nacionalismo com um toque doce de talk show e o forte aroma das intrigas dos bastidores do micro-mundo, mas é também revelar das pessoas aquilo que pouco se conhece a seu respeito.

O Jornalismo no Micro-Nacionalismo lusófono está cada vez mais rebuscado em seus diversos segmentos e os periódicos cada vez mais valiosos. É de fato um avanço micro-nacional e uma responsabilidade manter o nível das publicações, o que fica cada vez mais difícil.

Graças a Deus contamos com colaboradores, leitores e uma boa chávena de Chá! Mais uma vez OBRIGADO!

O MONOESPAÇADO – Edição I

----------------------------------------------------
 O    M O N O E S P A Ç A D O
 As notícias que você já sabe, em fonte monoespaçada.
---------------------------------------------------- Saint-Benoît, 16 de fevereiro de 2009 - Edição 1
 == EDITORIAL ==

Hoje a tarde está mansa. Pensei em fazer um jornal. Aproveite e não reclame.


== NOTÍCIAS ==


Curso de Política Micronacional faz sucesso, Miranda nem tanto O curso de Política Micronacional da Universidade de Reunião já recebeu mais de uma dúzia de incrições, com elogios e pó de pirlimpimpim. Já Miranda foi chamado de franguinho, fracote e mau cozinheiro. Parece que proibir o pessoal de entrar em Conservatória não foi muito popular...
Conservatória coloca eleição em conserva
 A piada é ruim, mas o processo eleitoral foi interrompido por causa (do bigode) da desistência de Brunella e das acusações de que paples estavam fraudando a eleição. Todos os paples contactados negaram a informação.
 
GIR ganha novo praça, parques reclamam
 A Guarda Imperial incorporou um novo praça chamado Gabriel (...) Horizonte. Os parques enviaram uma reclamação ao Poder Moderador.
Wernik cozinha
 E cozinha bem!
 
Reunião de Reuniãos promete ser o paradoxo mais badalado do primeiro semestre
 Dia 21 de março, mais do que quinze micronacionalistas almoçarão junto com Sua (Massiva) Sacra Majestade Imperial no Rio de Janeiro. Pessoas de outros Estados se deslocarão até lá para tirar uma foto no Cristo Redentor e ser assaltado em Copacabana. Recomenda-se levar dinheiro trocado, câmera fotográfica e um estomazil.
Call-center da CIT já é o SAC mais odiado de Reunião
É verdade, veja este gráfico:
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PGI assusta com novos brasões
Já que as advertências não surtiam efeito, resolveram assustar os súditos com brasões em suas mensagens. Alguns rumores dizem que em breve lançarão um filme com múmias, zimbis e ninjas educando sobre responsabilidade na escrita das mensagens.

Rolê pelas capitanias
- Le Port: Não sei o que acontece lá.
- Stráussia: Estão todos ocupados jogando Spore.
- Conservatória: Algo acontece, mas não sei bem o quê.
- Fournaise: Bolo grátis!

== ENTREVISTA - Sr. Eduardo de Lagrenge ==

Infelizmente, ele entrou no banheiro antes que pudéssemos entrevistá-lo.


== ARTE ASCII ==
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 == EXPEDIENTE ==
Faz-tudo: Ricardo Cochrane
Este jornal não permite sua circulação no Vice-Reino de Mauritius, Vice-Reino de Mariana e na Lapa.

Chá Conversa e MONTENERO n. 5

Nº 5 | 1 de Fevereiro de 2009

 

©Editora Casa de Pacífica

© Arquidiocese de Lisboa

Circulação:

Sacro Império de Reunião

Reino Unido de Portugal e Algarves

Reino da Bélgica

Reino da França

Principado de Mônaco

 

Editorial

São exatamente duas e dezessete da madrugada de domingo e não consigo parar de escrever! Chá, Conversa e MONTENERO deixou de ser uma simples revista e se tornou uma obrigação? Creio que não, mas não há nada que tenha me dado mais alegria que ver sair do teclado tantas e tantas palavras que, em coesão, traduzem um ponto de vista sobre tudo, absolutamente tudo que vemos na tela e que se remete ao micro-nacionalismo.

Desde as pequenas e rápidas notícias que temos “De Soslaio” que sempre informa ao leitor do que está na mídia do mundico, até a coluna “Extra, Extra!” que traz o maior furo do micro-nacionalismo lusófono dessa semana (por que aqui, cada semana há um boom de informações que desconcertam a lusofonia), somos testemunhas oculares do fenômeno micro-nacionalismo acontecendo eu suas várias facetas.

Muitos conceitos estão enriquecidos e enriquecedores para que o micro-nacionalismo seja um ambiente que una o respeito à diversão fazendo-nos conviver e aprender com a diversidade. Não são poucos os que recolheram boas lições de vida deste grande baú e a manutenção disso depende de todos nós.

Brilhantemente, poderíamos dizer que Rafael Ithzaak apontou um caminho de superação para o velho debate Virtual/Real – que está longe de findar-se – ao defender a multiplicidade de modos de manifestação de um mesmo fenômeno micro-nacionalista quando simplificou a questão criticando a linguagem academicista que tolhe a compreensão do fenômeno em sua simplicidade.

Chá, Conversa e MONTENERO aplaude grandes micro-nacionalistas que fazem as atividades renascerem a cada novo dia que se inicia e quer levar até você o melhor dos esforços para uma construção que conta com várias mãos.

Bom chá, boa leitura!

Chá

Combina com esta edição o Chá africano de Honeybush. É usado para fazer uma bebida e um chá medicinal, tendo um gosto e um aroma agradáveis, suavemente doces, um tanto como o mel. Cultivadas nas encostas da montanha de Longkloof District (Cabo Oriental), na África do Sul.

Similar na aparência e no sabor ao Rooibos é ligeiramente mais ligeiramente doce e suas suas flores exalam um distinto perfume de mel. Para produzir tal sabor adocicado a planta é colhida durante a floração e não contém cafeína e pode ser servido quente ou frio. Para depurar o  sabor, basta adicionar fatia de limão ou hortelã fresco.

Apreciem o chá e boa leitura!

Extra, Extra!

Um cisma familiar!

Uma das famílias mais tradicionais do micro-nacionalismo quebrou nesta noite e nossa revista está encima do fato.

Neste Sábado, 31 de Janeiro de 2009 às 10:16 PM, o Imperador Claudio I, por meio de uma Ordenação Gloriosa Nobiliárquica (http://br.groups.yahoo.com/group/chandon/message/89691) outorgou o título de Duque de Murta-Ribeiro da Santa Cruz a S.E.R. D. Alexandre Tarquino de Murta-Ribeiro da Santa Cruz com todos “os direitos nobiliárquicos à mesma inerentes, e a mais absoluta e total autonomia na qualidade de “pater familias” , conforme estabelece a legislação civil das famílias micro-nacionais reuniãs”.

A OGN ratifica a maior cisão familiar do micro-nacionalismo lusófono enfraquecendo assim a posição do patriarca de Murta-Ribeiro, Filipe Sales. A família agora consta de dois ramos distintos: o ramo pasárgado, composto por R. Mariano, Góes e Sales e o ramo reunião, composto por D. Tiago Augusto Melloni, Glauco Freitas e o patriarca Alexandro Tarquino, além de seu filho legítimo Jean Carlos Zimmermann.

Fontes especulam que o cisma se deu por um gravíssimo incidente no seio da família. Um desentendimento entre Bruno Sogdu de Murta-Ribeiro e Glauco Garcia de Freitas Von Hohenzollern-Friedenburg e Murta-Ribeiro por questões políticas envolvendo o Vice Reino de Maurício (RE). Glauco teria requerido posturas mais ativas de seu parente e recebeu uma reprimenda do patriarca Filipe Sales. Insatisfeito, o segundo filho de Sales cindiu a família.

Outro fator lateral foi a mudança de concepção de família no micro-nacionalismo. Os novos rumos não agradaram à ala mais conservadora dos Murta-Ribeiro o que foi agravado pelos últimos incidentes entre Glauco e Bruno Sogdu.

A pancada nos Murta-Ribeiro foi forte!

De Soslaio

*    Aventaram-se a possibilidade do fim de uma das famílias mais tradicionais do micro-nacionalismo, os Habsburg. Tendo sido procurado por nossa equipe, o patriarca da família D. Gustav Otto Von Habsburgo negou: “Deus me livre, foi minha maior conquista”. Mas nos bastidores os comentários são fortes e são corroborados pela inatividade do patriarca.

*    Boom de casamento! Abriram-se as porteiras: depois do micro casamento na França e do casamento de Dom Diesley e Dona Andréia em Reunião, foram aventados mais dois micro casamentos na ilha de Reunião. Marcelo Brunella e Kizzy Tupã, Bruno Bragança e Fabíola Melsi são os próximos pombinhos. Acena-se ainda que em breve Tales Zonaro também constituirá uma nova família. Se tiver alguma pretendente, Glauco Garcia De Freitas está solteiro! Esperemos os debates sobre micro-famílias.

*    III Reunião Ordinária da Nobreza Pacífica reúne os vários ramos da casa de Pacífica. SAI&R. D. Fabianno Montenero C. de Monte-Real e Pacífica fez uma belíssima intervenção sobre o sentido de uma micro-família (veja na integra no blog)

*    Na Imprensa Livre o anuncio da Feijoada reuniã causou uma santa inveja nos impossibilitados de participar. Felipe D‘Feitos declarou: “Para quem ta aqui a um ano e meio ver aquelas fotos, da vontade de pegar o primeiro avião”. Há projetos para um mega encontro em Março.

*    O rabino Rafael Ithzaak, presidente da SHR anunciou que em 15 de Shevat (9 de fevereiro) se dará a inauguração da nossa Sinagoga Ahavat Shalom, em Reunião.

*    André Cyranka, Ministro de Estado de Pasárgada foi licenciado por tempo indeterminado. Cansaço foi o motivo alegado, mas a mensagem do Primeiro ministro sugere que o afastamento se deu por xingamentos de opositores.

*    Rafael Garcia declarou: “um dia ainda volto para Reunião, mas ainda não é a hora!” Pasárgados não receberam bem a declaração.

BLINK

Trenzinhos ou Poemas?

 

Um grande problema discutido, principalmente entre os pensadores reuniãos e os pensadores pasárgados, é o velho e surrado Virtual vs. Real. Desde que uma virtualíssima empresa reunião Brunella Co.  anunciou a construção de uma ferrovia que cortaria A fortaleza de Vera-Cruz, os realistas usam o fato como sed contra ao modo de fazer micro-nacionalismo de Reunião.

Em uma conversa particular, o um dos maiores micro-patriólogos comparou Reunião à Neverland, terra do Petter Pan, onde as pessoas se recusariam a crescer.

 

Critica a parte, olhar a lista de Pasárgada nestes últimos dias, nos fez ter um susto! A baixaria estava à solta. “O poema do cu!” peça literária (?) postada levou os níveis de debate para o porão do micro-nacionalismo. Quando mostrado a vários micro-nacionalistas sérios, o susto não foi o mesmo. Alguém chegou a declarar que a seriedade abandonou a lista pasárgada depois deste poema.

 

Como se não bastasse o poema ter arrastado o nível cultural para o fundo, a declaração (ou convite) do Primeiro Ministro enrubesceu o micro-mundo! Sabemos que no micro-nacionalismo há adultos, mas também adolescentes! E que é de estrema irresponsabilidade, sem comentar o mau exemplo e mau gosto, a publicação pasargada.

 

Os reuniãos, neste ponto, ganharam de longe, uma vez que em sua lista tais textos chulos são repreendidos com vigor e o CCC regula duramente as mensagens enviadas inclusive com severas punições.

 

Alguém ainda poderia argumentar que se vê coisa pior na rede e quanto a isso não há argumentos contrários, mas não é por que a rede tem coisas ruins que devemos contribuir com as podridões.

 

Entre poemas impudicos e trenzinhos, optemos pelos trens. São menos imorais!

Entrevista

Hoje falamos com uma das pessoas mais polemicas do mundo, mas que revelou um espírito simples e sensível, por mais incrível que pareça. Falamos de Flavio Miranda Von Rainer, um dos reuniãos mais polêmicos da atualidade.

Montenero:

Amigo de todas as horas, com um gênio forte e um humor em altíssimo nível e o punho de aço da QUAEX. Flávio, quando e como entrou no micro-nacionalismo?

Flavio Miranda:

Entrei em setembro de 2004 pelo convite de um amigo macro chamado Júlio Jamil, dai foi amor a primeira vista. Conheci o Cláudio de Castro, gostei e fiquei

Montenero:

Como é seu relacionamento com Claudio de Castro?

Flavio Miranda:

Uma enorme amizade, ele é muito engraçado além de gordo, mas sempre conversamos muito ele me aconselha muitas coisas, tanto micro quanto macro. É uma das pessoas que tenho vontade de conversar pessoalmente, mas às vezes dou uns puxões de orelha nele!

Montenero:

Em um encontro de reuniões, na confeitaria Colombo – RJ, Claudio de Castro declarou que você é um micro-nacionalista apaixonado por reunião, e que ano após ano tem se destacado… Quem é o Flávio Miranda Von Rainer e qual a diferença agora?

Flavio Miranda:

Cara, é difícil chegar a um ponto concreto sobre mim mesmo, as vezes sou a razão, sou a emoção, sou a razão da emoção ou a emoção da razão. Uma coisa posso afirmar: sou fiel aos meus amigos e a minha micro-nação, mas se alguém fizer algo de errado tanto com a minha micro-nação ou a algum amigo eu vou em cima vou tomar as dores, mesmo que essa pessoa seja meu pai ou minha mãe!

Montenero:

E como ver esse amor todo com sua saída repentina para Pasárgadaárgada, não parece contraditório?

Flavio Miranda:

Desiludi-me com a política de Reunião, pessoas que são totalmente desprovidas de qualquer conhecimento, estamos com dois lugares totalmente parados por parte de seus chefes, sorte deles que dispõe de uma ótima equipe que fazem a coisa funcionar. Mas meu amor por Reunião me fez esquecer isso e voltar. Reunião sim é o meu lugar!

Montenero:

Quais são os pontos concretos de sua desilusão ?

Flavio Miranda:

Ecie e o Palácio Magistral. O Coch é meu amigo, tem história, mas está deixando a desejar no seu governo. O Gustavo Ramos é a pessoa que esta acabando com ECIE mandando umas mensagens bobas e nada demais

Montenero:

Mas por que Pasárgadaárgada?

Flavio Miranda:

Eu queria limpar a visão que eu tinha de lá, realmente Pasárgadaárgada tem grandes pessoas lá, não vejo rivalidade entre Pasárgada e Reunião, todas tem suas histórias, ambas começaram ali juntinhas. Quem cria tudo isso são pessoas que desconhecem este fato

Montenero:

Você esteve em Pasárgada em missão da QUAEX?

Flavio Miranda:

Não, fui limpo!

Montenero:

Quais são suas impressões sobre Pasárgada?

Flavio Miranda:

Ótimas, tirando algumas pessoas lá, mas isso não atrapalha o respeito que adquiri de Pasárgada. Contudo, o Cava, Aron, Garcia e até o Góes, pessoas que realmente merecem meu respeito a partir de agora. Foram pacientes comigo, o Góes não era aquilo que eu pensava, foi um cara que ajudei no início dele no micro-nacionalismo e se tornou um grande micro-nacionalista, melhor que muitos da antiga.

Montenero:

E o Cava?

Flavio Miranda:

Cava é um mestre do micro-nacionalismo, de muito tempo eu admiro sua pessoa, já o Aron e o Garcia são dois Comunas, diferentes do padrão… rs!

Montenero:

E por que voltou pra Reunião, o que houve?

Flavio Miranda:

O amor apenas isso!

Montenero:

Flavio, vamos falar sobre a QUAEX e pontos controvertidos de sua micro-história

Flavio Miranda:

Vamos, mas muitas coisas não poderei revelar por questões éticas

Montenero:

O que não quiser responder fique a vontade. Quantas operações, ao longo de sua estada na chefia da QUAEX, você participou diretamente e quais foram elas?

Flavio Miranda:

Garanto-te que participei de muitas como estou participando agora, há dias que vivo que nem aquele seriado 24 horas, em pouco tempo tenho que desarmar bombas, seqüestrar aviões fugir de cativeiros e por ai vai. Graças a Deus tenho uma equipe bastante competente que me ajuda nisso

Montenero:

Qual a operação que mais lhe excitou? Mais lhe deu prazer? (ah você entende, sem conotações sexuais!)

Flavio Miranda:

Cara, o primeiro golpe que o Sales deu em Reunião, trabalhei com o Fraga e o Chaps. Foi quando eu decidi viver essa vida. O Sales quando foi Premier criou um clima de tensão por causa da inatividade de SSMI dai quis tomar o poder com uma ditadura militar, mas o tiro saiu pela culatra, pegamos ele com a boca na botija, hospedamos ele na brilhante Ulstra junto com o Motumbo

Montenero:

Quando o Sales voltou à Reunião e logo depois saiu para Pasárgada, foi acreditado com diplomata em Reunião. A QUAEX investigou e prendeu o Sales, mesmo ele sendo diplomata, e ele foi recolhido pelo governo pasárgado. Na época você era o primeiro nome da QUAEX. Poderia nos dizer os detalhes da operação?

Flavio Miranda:

Só posso informar que ele era membro da ARMADA, a QUAEX de Pasárgada.

Montenero:

Mas a história começou com um vazamento de informações da lista da chancelaria reuniã para o governo pasárgado, por parte do Gustavo Otto que estava, à época, em Pasárgada…

Flavio Miranda:

Não posso responder essa pergunta

Montenero:

Ok!

Caso Lagrenge: o que lhe motivou as suspeitas?

Flavio Miranda:

Ataques ao regente e outros que são sigilos da QUAEX que serão entregue ao tribunal marcial que em breve julgará o caso

Montenero:

O que mais lhe irritou no caso?

Flavio Miranda:

A pressão de pessoas sobre o caso, queriam se meter em meu trabalho

Montenero:

Quem em concreto?

Flavio Miranda:

Abafa o caso! UHauhAUHAuha… Foi questão de momento

Montenero:

Soube que houve uma discussão entre você e o núncio que em momento antes da QUAEX anunciar uma denuncia formal, nomeou um adido diplomático… Pode comentar o caso?

Flavio Miranda:

Melhor não falarmos sobre isso, a justiça vai resolver o caso do Edu

Montenero:

Flavio, o jornalista: Você ocupa o lugar de “Boca do lixo” micro-nacional, tem um periódico humorista – acho que um dos mais antigos de Reunião… Nos chats de reunião é conhecido por sua irreverência, inclusive com temas religiosos. Como tem sido seu trabalho jornalístico em RE com todas essas características?

Flavio Miranda:

Junto tudo e bato no liquidificador e faço uma vitamina. Hahahahah! Sempre acaba saindo algo que presta. O pessoal gosta do meu jornal, apesar de ser uma merda, mas gente de outras micro-nações vem me cumprimentar

Montenero:

Flavio, vamos tocar mais um ponto complexo? Você conheceu o episódio da Honra Imperial, participou dela?

Flavio Miranda:

Fui chefe da HI…  Surgiu pela defesa do império, quem era contra Reunião era contra a HI

Montenero:

Pode dizer quem eram os componentes e como se deu essa reunião?

Flavio Miranda:

Eu era sozinho

Montenero:

Fontes nos informaram que muitos outros reuniãos que eram especialistas em hackear sites estavam envolvidos.

Flavio Miranda:

Eu tinha milhares de paples, inclusive usei o nome de alguns reuniãos

Montenero:

O imperador reunião afirma não ter tido conhecimento da Honra Imperial. É assim mesmo?

Flavio Miranda:

Ele nunca soube e nem sabe, eu q tornei público assumindo a ordem

Montenero:

Fontes nos informaram que hoje a HI é uma organização ultra secreta que, embora nunca tenha tido apoio da coroa, ainda funciona…

Flavio Miranda:

Está adormecida…

Montenero:

E que conta com mais membros que não se identificam

Flavio Miranda:

Eu sou o único membro responsável pela Honra Imperial.

Montenero:

O que aconteceu em Portugal e Algarves?

Flavio Miranda:

Eles eram contra Reunião e receberam o merecido presente. Ganharam presente apenas… Eles pediram pro Papai Noel e ele se antecipou. A gente ganha o que merece!

Montenero:

Política: Sabe-se que você atuou ainda na política, qual foi o seu melhor momento?

Flavio Miranda:

Quando fui Premier, tive uma equipe maravilhosa que me ajudou muito, ministros e amigos. Meu partido o PSD

Montenero:

Até hoje você milita no PSD, o que falta e o que está bom no partido?

Flavio Miranda:

Como costumo dizer… “Tá MARA!” Hahahahah, não tenho do que me queixar!

Montenero:

O Panorama político de Reunião tem mudado. Como você analisa a atualidade política de Reunião?

Flavio Miranda:

Falta articulação, falta para alguns partidos verdadeiros líderes, conhecedores da política reunia.

Montenero:

Você é também poeta, mas essa é uma veia pouco explorada em Reunião, não é hora de investir um pouco mais nessa área?

Flavio Miranda:

Bem que eu gostaria, mas em Reunião isso não funciona muito, a pouco tem atrás ganhei um titulo no Chile (macro), mas quem sabe em breve minhas poesias podem rolar por ai

Montenero:

Quer fazer alguma consideração de algum tema que gostaria de falar e não abordamos?

Flavio Miranda:

Cara, eu taco pau na Micro Igreja, mas consigo ser amigo e mui amigo dos padres, a minha curiosidade é saber como rola meu nome na CEM

Montenero:

Vamos conversar então sobre religião

Flavio Miranda:

Sim

Montenero:

Em várias mensagens suas há o que o clero reunião considera “profanação”, mas como nunca se declarou católico no Micro-nacionalismo, nunca recebeu uma reprimenda mais dura, senão alguns puxões de orelhas, mas sempre em nível pessoal. Por que tanta agressividade? Para provocar a CEM?

Flavio Miranda:

Sou católico, casei na igreja, mas gosto de ver a chapa esquentar, adoro apimentar os argumentos do Garcia sobre a religião.

Montenero:

Você chegou a ser repreendido, mas não cansa… Não acha que erra por fazer declarações escandalosas que chocam? Seria uma forma de provocação pessoal? Tem alguém na MIC em especial que você não topa?

Flavio Miranda:

Eu gosto de todo mundo de lá, o Renato já queria me queimar na fogueira da inquisição por eu ser a favor da maçonaria, mas eu amo o natinho.

Montenero:

hahaha

Montenero:

A MIC acha que é um brincalhão que passa dos limites!

Flavio Miranda:

Que bom, pelo menos eles se lembram de mim

Montenero:

Um bate bola rápido.

Um amor.

Flavio Miranda:

Macro e micro Laise!

Montenero:

Um desgosto.

Flavio Miranda:

Não tenho, não guardo rancores.

Montenero:

Uma vontade.

Flavio Miranda:

Um mega encontro micro-nacional para abraçar todos!

Montenero:

Um momento de fúria micro-nacional.

Flavio Miranda:

Momentâneos, por isso não lembro, mas na hora mando pra caixa prego

Montenero:

Um momento em que beijaria alguém no “mundico”.

Flavio Miranda:

Qualquer momento… Beijaria todos, meus “colhões” não turbinados com silicone, não tenho raiva

Montenero:

Um amigo do peito.

Flavio Miranda:

Muitos… Inclusive este jornalista chato… rs!

Montenero:

Um inimigo.

Flavio Miranda:

Não tenho!

Montenero:

Alguém que admira no “mundico”

Flavio Miranda:

Azambuja, esse passou geral na mulherada no “mundico”

Flavio Miranda:

Posso fazer uma contribuição pro Chá?

Montenero:

Sim, claro!

Flavio Miranda:

Pode colocar uma poesia minha lá?

Montenero:

Sim

Flavio Miranda:

Acabei de lançar

Montenero:

Certamente, o espaço é todo seu pra dizer o que quiser

Flavio Miranda:

Vem me aquecer,

desencarna a poesia que estou lendo

distancia a saudade de nós.

Me traz o ar, a água ou só você

Enxuga minhas lágrimas

que tua ausência causa.

 

Se há alguma cor,

ainda não apareceu por aqui

não deixa nada tirar elas de mim

basta você chegar

que elas surgem

Flavio Miranda:

Nem todas as flores

que se encontram no vaso

nenhuma tem teu cheiro

Nem um dia serão

como tua primavera

aquela que reiventa tua forma

Antes que amanheça

minhas cores não serão como

o canto branco dos colibris.

Montenero:

Uma convesa forte, polêmica e agradável onde pudemos conhecer lados de Flávio Von Rainer que pouco ou nunca foram explorados antes em Reunião. Um momento de amizade! Agradecemos a disponibilidade e o carinho para com nossa revista!

OBRIGADO!

Flavio Miranda:

Eu que agradeço, aproveito também para parabenizar o sucesso e a competência da sua revista

 

Correspondências

A seção de cartas traz a resposta do impacto causado pelas declarações do micro-nacionalista Claudio de Castro, que provocou um verdadeiro Tsunami micro-nacional. Duas edições extraordinárias e a vontade de “quero mais”.

Este Jornal está Cada Dia que Passa Melhor.

É um exemplo para ser seguido por toda imprensa micro-nacional.

Melhor que estes jornalecos que ficam dando aula .

 

M.Hon. Dom Marcelo Brunella Aziz Jorge,Barão de Marques Lisboa (Em CHANDON)

 

É a seqüência do primeiro chá, maravilhoso, como o anterior, com a qualidade do grande entrevistador Montenero! 

Rafael Ithzaak (Em CHANDON)

 

Parabéns ao Chá, Conversa e Montenero, foi muito expressiva a entrevista do Cláudio, e esclarecedora também. Isso demonstra o carisma que ele tem.

Parabéns, sensacional!

Dom Jean de Lyon e Valois (Em Royaume la France)

 

D. Fabianno Montennero,

Micro-Núncio e amigo 

O Chá está ótimo! Divertido por excelência ele também nos informa e faz discussões filosóficas – criando uma síntese tão interessante que faz com que seja a minha revista  preferida na atualidade! =) 

Cordialmente,

 

D. Bruno Queiroz de Santa Cecília (Em CHANDON)

 

 

Para mim, editar essa revista é mais que um hobby, tem se tornado uma necessidade. Creio que o feed back dos leitores também é estimulante, por que queremos sempre unir bom gosto, idéias boas e bom humor numa xícara de chá!

Não concordou? Quer acrescentar? Escreva para nós!