Carta Branca, n.2


Saint-Denis, 8 de julho de 2014 – Ano I – Número 2

 

Reunião voltou!

Sem querer ser chato, temos uma boa e uma má notícia.

Sempre que alguém vem com essa história de uma boa e uma má notícia é porque está vindo com a ideia que nada acontece de bom de um lado sem que se perca de outro lado, que tudo é uma compensação, e que não adianta ser otimista antes da hora, mas que também não adianta ser pessimista, porque se ganha de outra forma.
Enfim, de que tudo sempre termina em empate.

Reunião está um momento incrível. Realizamos eleições para a APQ, temos um judiciário extremamente ativo, uma nobiliarquia pujante, um arcebispo encorajador, a PGI e a Quaex trabalhando juntas pela ordem nacional.
O lixo que se acumulava há tanto tempo foi jogado para fora.

Cidadãos que se transferem de uma para outra capitania ou vice-reino para melhor exercerem suas atividades, leis antigas que voltam a vigorar, leis novas que prometem uma nova história em cada canto do Império. Do mais alto dignatário até o novato, todos empenhados em fazer de Reunião a homeland do “seja o que você quiser”. E o que não quiser também.
Se perguntarmos ao cidadão comum em Reunião, ele está otimista. Ele tem certeza que Reunião vai crescer muito, e o nome dele ainda mais.

Ah, sim… e a boa notícia é que a Imigração voltou a funcionar.

 

 


Habemus Episcopus!


Acabou a divisão no catolicismo dentro do Sacro Império de Reunião.
Em mensagem da CEM (Conferência Episcopal Micronacional, que coordena o trabalho da MIC em toda a lusofonia), Dom Renato Moraes anunciou que finalmente foi regularizada a função episcopal de Frei Lucas, marquês de São Petrônio, que assim foi indicado para o Arcebispado de Saint-Denis (primaz de Reunião e do micromundo), extinguindo as demais dioceses sufragâneas.

Esse ato de reconciliação acaba com a divisão do culto católico em Reunião, dividido entre o clero que reconhecia a autoridade de Dom Ruy de Tavares Lira, cardeal Halack, até então arcebispo, e que foi nomeado para a nunciatura apostólica em Reunião.

Imagem meramente ilustrativa


A relação entre Dom Ruy e Dom Lucas nunca foi fraternal, mas não é algo relacionado ao caráter de ambos. Ambos são ligados a movimentos que, em algum momento, confrontaram tenazmente a doutrina católica (respectivamente, a maçonaria e o movimento autodenominado “LGBT”). Nenhum deles é um excomungado, mas em outros tempos, ambos seriam (ou algo pior).

É preciso sempre lembrar que os micronacionalistas vivem no mundo real, e geralmente têm um tipo de ativismo em alguma área. Porém, isso não quer dizer que por trás de um arcebispo micronacionalista tenha um padre ou mesmo um bom católico. O cultivo das aparências permite essas contradições.

A Carta Branca procurou o novo arcebispo para uma entrevista, e ele se recusou a falar sobre o tema.
Enfim, católicos com o direito de decidir.


ENTREVISTA:
Dom Renato Moraes
O entrevistado

Nome: Renato Moraes
Tempo no micronacionalismo: 12 anos
Micronações em que já esteve: Reunião, Mariana, SIPV.
Partido que simpatiza: Atualmente a UNR. Costumo avaliar os partidos pelo momento específico e a influência positiva e negativa dos membros. Já tive minha passagem pelo PIGD e PSD também por concordar com a proposta deles no passado.
Hobbies: filmes e leitura
Livros: 
Sou apaixonado pelos livros da Agatha Christie.
Pensadores em mente:
Papa Franscisco, Dalai Lama, Confúcio, Santo Inácio de Loyola
Pensadores fora de sintonia:
Karl Marx, Lenin
Aprendeu com:
Rafael Cresci, Cláudio Castro, Octavio Azambuja, Carlos Fraga, André Girserman

CB: Eminência, quem é o legítimo Arcebispo de Reunião?

Renato Moraes: Atualmente é Dom Lucas de São Petrônio, sucedendo Dom Ruy Hallack que assume a nunciatura apostólica.

CB:
Por que o Arcebispo de Reunião é primaz do micromundo?

Renato Moraes: Reunião tem uma Primazia natural no micromundo em diversos aspectos. É uma micronação que tem uma história magnífica perante o micronacionalismo e a Igreja Micronacional, pois foi a partir de Reunião que a MIC se organizou.

CB: Atualmente, a CEM atua em quantas micronações?

Renato Moraes
:
A CEM busca atingir as micronações mais importantes de uma forma prioritária para o nosso apostolado micronacional.
Eu retornei a atividade a pouco tempo e por isso estou ainda tomando ciência das atividades atuais da Conferência. Sei que tivemos um período de semi inatividade com pouquíssimos membros ativos. Quero retornar a atividade de outrora neste momento.

B: A CEM é hostilizada no micronacionalismo?

Renato Moraes
: 
A CEM nunca foi hostilizada pelo que me lembre. Existiram ocasiões onde houve divergência e o debate aconteceu mas isso passa longe de uma hostilização. Debates são interessantes pois além de gerar atividade, servem também para a exposição de idéias e argumentos. Já a hostilização é algo muito pobre, que carece de idéias e argumentos válidos e inteligentes, servindo apenas para provocação pessoal.

B: Existiu mesmo uma papisa na história?

Renato Moraes
:
Não. A história da papisa Joana não passa de um mito, uma lenda para os historiadores.
Primeiramente é importante para os historiadores a ausência completa de qualquer menção ou registro da suposta papisa Joana até 400 anos depois de sua suposta eleição.  De acordo com a lenda, ela teria exercido o papado por aproximadamente 3 anos mas sem nenhum registro daqueles anos?
Além disso existe um ponto fundamental na lenda que faz os historiadores rejeitarem-a. A lenda diz que ela esteve no papado entre 855 e 857, adotando o nome de João Anglico após a morte do Papa Leão IV. Mas sabemos que o sucessor do Papa Leão IV foi o Papa Bento III, em uma sucessão bastante complicada pois o imperador bizantino desejava fazer de seu filho Papa e mandou invadir e prender Bento III, que só foi libertado após a oposição dos romanos. Simplesmente não há brecha na história para a lenda.

B: É possível ser católico e maçom?

Renato Moraes
:
Assim como não é possível ser católico e protestante ou católico e espírita, não é possível ser católico e maçom. Os princípios essencialmente são inconciliáveis, portanto quando você faz parte de uma, separa-se da outra. Um maçom está incorrendo em pecado gravíssimo e não poderá receber a sagrada comunhão até se reconciliar com Deus através do sacramento da confissão.



  VISÃO DO EDITOR
O Lord Protetor nos pediu para esclarecer em público que o Poder Moderador não vê a quantidade de mensagens como um índice de atividade, concordando com nossa visão de que existe muita coisa interessante que não aparece em Chandon.
É pura verdade.
Existe muita bobagem em Chandon, coisa que não evidencia atividade nenhuma. Mas Rodrigo Rocha também está certo em alertar que a atividade só está acontecendo quando o Chandon está muito movimentado – afinal, por que alguém estaria fazendo sua atividade e não escrevendo nada em Chandon?
De fato, nos dias em que o Chandon não teve mensagem, qualquer cidadão está coberto de razão em suspeitar que não houve atividade nenhuma. De fato não houve.
E nem depois.
As recentes trocas de comando nas capitanias e nos vice-reinos associados a Reunião são uma mostra do esforço para se preencher o quadro das unidades do território virtual. Mas são apenas desafios que se iniciam, não um objetivo concreto em si. Nenhum dos novos administradores chega com uma meta já traçada e definitiva. Apenas um deles estava no cargo há um mês.
Mas temos que concordar começaram acertando. Não existe melhor incentivo à atividade do que “zerar” as leis e começar tudo de novo.

Vamos ver o que o tempo vai dizer…



“O poder moderador velando pela manutenção do equilíbrio”

Pronto! Falei…

Fazendo graça…
O regente Flavius resolveu assustar o novato Chatobriam Almeida dizendo que a Quaex é a bandidagem virando de lado. Todo mundo riu. O novato não entendeu nada.

Todo cuidado.
O desembargador Altamira Queluz advertiu sobre as contas “privilegiadas” de e-mail, mantidas silenciosamente por ex-autoridades que não têm mais direito de moderação sobre as listas. Boa lembrança. Isso é realmente perigoso.

Inquilino.
Uma mensagem estranha de um “Inquilino” na areuniana foi profundamente injusta com o Lord Protetor Pedro Nogueira (não estou dizendo aqui que concorde com o resto!). No fim, o duque de Souza Lima foi exonerado dois depois, e a Lady vexilária ocupou seu lugar.

Carão.
O aniversário de Rodrigo Rocha, 12 de junho (não faz tanto tempo assim…) foi solenemente ignorado em Chandon (exceto pelo barão de Sersalle e Zagarisse). Pior que isso: o príncipe-herdeiro perdeu a sua cadeira de conselheiro-catedrático (escapou de ser cassado no Conselho, mas não do Lord Protetor). Então, ele voltou. Não se espanta o olhar constrangido de muitos reuniãos…

A alma do negócio.
Ser advogado em Reunião continua sendo um bom negócio. Em uma micronação em que há mais desembargadores do que advogados, os escritórios de Rodrigo Rocha e Pedro Dominicis estão de olho na guerra de processos.

Le Port renasce… de novo.
Não durou muito a mudança territorial que quis extinguir as capitanias inativas e acabou só extinguindo Le Port. A velha capitania está refeita e nas mãos do capitão Pedro Dominicis (… ele tem um nome bem maior que esse, mas só ele sabe dizer inteiro). O presidente do Conselho, Glauco de Torres Novas, já mirou Beatriz!

Troca-troca capitanial.
Falando em capitanias, a “dança das cadeiras” foi profunda. De saída para Açores, Glauco de Torres Novas deixou o comando de Straússia. Em seu lugar, Lucas Sena, visconde de Labneh, deixou Conservatória e assumiu como ‘generalíssimo’. Em seu lugar, entrou Luiz Saboya, o nosso marquês de Ludônia. Restou então, Fournaise, mas a rapidez da Lady Marcela de Petroburgo já nomeou João Santana, visconde de Acioly Campos, para a capitania. O quadro está quase completo.

Palpiteiro.
Mesmo fora de Reunião, Dom Tiago da Suécia e Noruega continua dando excelentes conselhos em Chandon, os mais sensatos até o momento.

Sem cerimônia
Pedro Penido, qualícato pelo Microsoc e chefe de recados (opss, chefe de gabinete) do príncipe Rodrigo Rocha, está bem ativo nas suas funções. Não se esqueceu de colocar Dom Ruy, duque de Rio Branco, como responsável pelo cerimonial. É algo que ele entende muito bem.


6 x 2
Foi derrotado o Projeto do conselheiro Renan Saifal que criava uma “Lei dos Cultos”. Vitória do representante eclesiástico, Dom Ruy de Tavares Lira.

Mau começo.
Com a impossibilidade mais ou menos temporária de Gustav Oto, indicado pelo PSD, partido vitorioso nas últimas eleições, não restou outra alternativa à Coroa Imperial senão indicar um diretor-presidente da Assembleia Popular dos Qualícatos. Valadir Aerwyld tem ótimas qualificações. Pena não ser qualícato.

Hipocrisia
Alguns que combatiam a dispersão da atividade de Reunião nas unidades distantes são agora os que mais estão contribuindo para os projetos de autonomia dessas mesmas unidades.



Menção honrosa


LUCAS VITOR SENA


 

CARTA BRANCA

Editor

Renan Saifal

 

Circulação interna

Chandon


Circulação externa

Areuniana (ARN)

Jornaleiro


VENHA TRABALHAR CONOSCO!

Envie seu currículo para
rsaifal@gmail.com