Carta Branca, n. 3


Saint-Denis, 16 de janeiro de 2015 – Ano I – Número 3



Crise ou doença terminal?


O ano de 2014 terminou tétrico para Reunião, e também não começamos bem 2015. A atividade, que já era apenas cosmética no primeiro semestre, caiu muito no segundo semestre, chegando próxima do zero nos meses de setembro e outubro. Aparentemente, aconteceu uma sincronização de todos serem impedidos por seus compromissos. Isso me parece mais uma vez desculpa sem sentido, já que os empurrões nas pessoas certas costumam causar alguns retornos e promessas de retomada retumbantes.

Mas, para que? São apenas agitos na água. Reunião não está se movendo, e já faz algum tempo que mira na bússola um caminho para seguir. Sim, existe o Petit Chandon, é uma excelente iniciativa do Pequeno Prodígio de Flocos, mas em suma, o que é? Um fórum, criado como alternativa ao Chandon, e raramente seu complemento. Acredito que a ideia de ter dois concorrentes à conversação em Chandon (o grupo de Reunião no Facebook, e agora o PetitChandon) só irá fazer o Chandon se tornar ainda mais leve – o que não me oponho, muito pelo contrário. Prova disso foi o fracasso do ‘Dia da batata’, antecipado para se tornar um estímulo à atividade informal, mas que depois se revelou um grande banho de água fria nas pretensões de seus organizadores.

É evidente que Reunião e o micronacionalismo como um todo precisam encontrar um caminho de interação. Não falo um caminho de interação mais prático, mas simplesmente um caminho, que seja realmente uma alternativa ao período de marasmo que Reunião está e que parece que vai durar ainda um bom tempo.

 



VISÃO DO EDITOR

Dados macronacionais, para que servem? Causou polêmica desnecessária o pedido oficial da exclusão de três mensagens de Chandon contendo dados macronacionais de cidadãos do Império. Não eram dados relevantes, mas sua inclusão feria dois princípios básicos do micronacionalismo: a privacidade dos cidadãos, e a sagrada separação das identidades.

O imperador-regente agiu de maneira bem rápida em solicitar a sua exclusão por ferir esse princípio, garantido ainda que de maneira informal nas normas do Império. Para Julio Jamil, no entanto, a exclusão pode não retirar as mensagens dos mecanismos de busca, onde elas ficam indexadas. Mesmo que forem excluídas do Chandon, uma parte desses dados pode ser lida nesses mecanismos.

A exclusão de mensagens não é algo incomum. Muitas vezes é o máximo que se pode fazer quando uma ofensa grave é feita por alguém que só quer sair do micromundo dizendo alguma besteira (ou quando não há forma de punição pela Justiça). Em outros casos, as mensagens são importantes para o funcionamento do sistema judiciário. Quando, porém, isso envolve informações macronacionais, entra em jogo algo muito mais sério, porque bem ou mal Reunião é um grupo de indivíduos que respeitam as leis vigentes em cada país, e estão sujeitas a eventuais punições se algum tipo de abuso ou imprudência for cometido.

Agora, convenhamos… o Facebook não faz muito pior?


Diz-que-me-disse…
revelando o que há de mais autêntico nas falas dos reuniãos


“Precisa de login e senha…”
Do marquês Bony de Gavião Peixoto, dando uma perfeita descrição do funcionamento do Petit Chandon.

“Tu não estás morto?”
Chapchap, surpreso com a repentina aparição de SSMI comentando sobre os atentados na França.

“Que que tá acontecendo, gente?”
A Lady Protetora Dona Marcela, sempre muito bem informada de tudo o que acontece no Império.

 


Menção honrosa
Ricardo Cochrane

barão de Areia Branca


Pronto! Falei…


Miranda Reloaded.
Dom Flavio, o único grão-duque de Reunião, deve ser escolhido sem dificuldade como o próximo presidente do Egrégio Conselho. Ele já tem apoio dos mais influentes conselheiros daquela Casa. Mas… pô! Por que ele nunca se pronuncia???

City Down.
Não convidem para lugares próximos na mesma mesa o visconde Pietro Califani e o grão-duque Flavio de Nunes Henrique. O pedido de des-adoção foi recebido com muita frieza na sede CLVC em Saint-Denis. Não teremos shows tão cedo…

Síndrome Down!
Facílima a aprovação do reconhecimento diplomático do Principado de São Vicente (o nome atual da Brunellândia, desta vez com alguma chance de sucesso). Vitória do chanceler Glauco do Torres Novas, que se esforçou pessoalmente para desfazer o mal-estar criado pelo não-ratificação do reconhecimento do Badakhshan. Fato curioso: sem a birra explícita do duque de Tremblet, os conselheiros Laucimar (PSD), Labneh (PSD) e Ruy do Rio Branco (Arena) mudaram de posição em relação ao último voto.

Medalha! Medalha!
Primor de qualidade é a lei que dispõe sobre ordens e medalhas na Capitania de Stráussia.  São 92 artigos que deixam esse assunto praticamente encerrado na terra do generalíssimo. Isso não se faz em um dia! Merecidas férias para o sargentão capitão Glauco.

Caverna do Dragão
Julio Jamil inaugurou com pompa a Casa Bethlem de Pesquisa, onde disponibiliza o acesso aos acervos do Chandon e do saudoso Nchandon. Jamil voltou a atividade e de cara entrou em ruidoso confronto com o poderoso duque de Torres Novas. Por isso, jogou a política no chiqueiro e agora desenvolve atividades apenas na iniciativa mais que privada. Mas garante que está de bem com todos.

Frozen.
Mário Ferrer das Terras do Sul é o mais novo morador da simpática Conservatória. Quem será que ele é?

Eu sou Charlie.
Causou um verdadeiro assombro a aparição de SSMI o Imperador Cláudio de Castro em Chandon, comentando sobre o atentado na França. É sério! Foi como se tivessem visto um fantasma. A aparição de Cláudio I na lista oficial é rara, coisa que acontece uma vez por ano. Mas todos sabem que ele acompanha as coisas mais sérias, e as decisões mais importantes, no fim das contas, sempre estão debaixo da mesma caneta que fundou Reunião.

Mais ação.
Raul de Queiroz, morador de Fournaise, reclamou da falta de interação no Império, e disse se sentir meio ‘imóvel’. O problema é outro. Atenção, ‘altoridades’!

Faceta Nera
Leonardo Rodrigues é o cidadão promissor que há algum tempo chegou em Reunião com a intenção de fazer atividade. E realmente tem potencial. Mas desde então tem aparecido mais em PetitChandon no que na lista oficial (o que dá na mesma). Deve ter assustado um pouco a confissão de que seguia a ideologia fascista. Partidos! Deixem de lado as bizarrices ideológicas e convidem ele para entrar. Vão dizer que nunca houve nenhum fascista em Reunião?


“The King’s Speech “

 


CARTA BRANCA
Editor
RenanSaifal
 
Circulação interna
Chandon
Lista do DR de Saint-Denis

Circulação externa
Areuniana(ARN)
Jornaleiro

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