Carta Branca, n. 4

 


Saint-Denis, 7 de fevereiro de 2015 – Ano I – Número 4



Até quando?


Subitamente, sem avisar nada para ninguém, Cláudio de Castro voltou! Não como visitante, nem como jornalista, nem como palpiteiro de plantão, mas como Imperador mesmo, sem regentes, herdeiros ou intermediários, e exercendo o comando do que promete ser o renascimento do micronacionalismo reunião.

Na realidade, Cláudio I estava razoavelmente ativo nos últimos meses, tomando as decisões mais delicadas para o Império, ainda que sem aparecer. O telefone era mais usado que o Chandon. Era evidente a falta de autoridade pessoal dos regentes, que recebiam críticas as mais diversas e já nem mais se preocupavam com isso. Além disso, existem áreas (como a diplomacia anglófona) que só continuam a se mover apenas pela vontade exclusiva do criador do Império, já que a habilidade exigida é muito maior que apenas a fluência no inglês.

Junto com Cláudio, seguiu um inacreditável exército de súditos experientes que não se reunia há pelo menos 14 anos, formado por gente como Luiz Octavio Azambuja, Quintino Gomes, Filipe Oliveira, Carlos Fraga, Francisco Seixas, Bernardo Alcalde, José da Costa Carvalho, Valadir Aerwyld, e até mesmo Rafael Perszel. Não é preciso ser vidente para prever que a reativação será benéfica até mesmo para outras micronações – pelo menos elas viviam a afirmar que desejavam o retorno de Cláudio de Castro com a mesma ansiedade que Reunião. Logo, é de se esperar que os inimigos históricos do claudianismo também poderão ressurgir (Motta, cadê você?), e como sempre a lusofonia se encherá de postulantes esquisitos, não se sabendo de onde vem, nem quem realmente são…

E agora a pergunta que todos fazem: Até quando? Pode ser que os vetero-reuniãos se cansem, do mesmo jeito que o mais antigo cidadão em atividade ininterrupta, Laucimar da Cunha, já desabafou quando da última edição do Carta Branca. Pode ser também que a geração maldita que atravessou o deserto nos últimos seis meses é que se canse do cheiro de mofo adocicado e deixe a turma do asilo em maus lençois.

Por enquanto está tudo indo bem. Costa Carvalho, a meu ver o súdito mais conservador desse Império, pediu onde estava a imprensa. Aqui e ali, um jornal e outro, com alguma periodicidade, ela vai reaparecendo.

 



VISÃO DO EDITOR

A reviravolta que começou em Reunião no último dia 1 de fevereiro, com a chegada sem aviso prévio de Cláudio de Castro e seu bando de arruaceiros (e que foi chamada, muito precipitadamente, de “Revolução Gloriosa” – o rei William III de Orange deve estar se revirando no seu túmulo nesse momento), chega a sua segunda semana apresentando evidentes sinais de cansaço.

Sim. O micronacionalismo reunião necessitava de política. É de política que vivemos aqui, e não de campanhas intensas para atrair novos cidadãos que depois não irão nem saber o que fazer do lado de dentro. Faltava política e foi por isso que caminhamos para o poço sem fundo no ano de 2014. Agora, Cláudio e as múmias renascidas trouxeram a política em seu estágio mais elementar, ou seja, “esquerda” x “direita”.

Inacreditavelmente, a política reuniã deixou de ser ideológica há mais de uma década, quando a esquerda, então hegemônica, se dividiu em alas extremamente rivais entre si, principalmente quando o assunto era saber qual partido de esquerda teria mais êxito em se aliar à direita – ou até de se tornar a própria direita. Os partidos viraram clubes de amizade, sem programa, e meros reflexos das grandes famílias aristocráticas que tinham mais avidez em colecionar títulos do que participar de eleições.

Por isso, causou espanto a determinação do imperador Cláudio em começar a reforma política pela reinstauração in absentia do PIGD e PACSO, representantes notórios e mais puros da direita e esquerda reuniãs. Aliás, nem podiam ter sido extintos assim tão facilmente (nas últimas reformas partidárias) já que são as duas únicas agremiações criadas expressamente por Sua Sacra Majestade Imperial.

Aberta a temporada de provocações em Chandon, o clima foi de preocupante tranquilidade na posse da nova composição do Egrégio Conselho Imperial do Estado. Enquanto atiravam ovos do lado do fora, dentro o clima foi de muita cordialidade e tendência ao acordo. PIGD e PACSO elegeram tranquilamente a Mesa Diretora, o primeiro com a presidência e o segundo com a Secretaria do ECIE.

Se virem fumaça saindo do Compton Hall, pode ser o sinal da pizza…


Diz-que-me-disse…
revelando o que há de mais autêntico nas falas dos reuniãos


Porque vocês estão perdendo tempo com estereótipos ao invés de produzir?
Valadir Aerwyld, falando mais ou menos o mesmo que eu disse no editorial.

Vamos começar as indiretas?  Comigo é jogar na cadeia e pronto
Flávio Miranda, de Nunes Henrique, respondendo a provocação de Tiago Meloni. E quase foi longe a coisa.

Fui preso e rebaixado por infringir o CCC. Umas 15 vezes. Mas nunca pela Quaex”
Luiz Octavio Azambuja, de Castelo Branco, lembrando que sempre foi marginal dentro da lei.


Menção honrosa
Felipe Chapchap

nosso colega em O Chaputa


Agora repita para a pessoa que está ao seu lado:

Eu leio o Carta Branca

Pronto! Falei…


Arthuropolis.
Quem diria, o Tripod (um antigo espaço para sites HTML gratuitos ainda funciona…). E o sempre ativo Rick Cochrane foi fuçar e encontrou intacto o site do burgo de Arthuropolis, com todas as 7 maravilhas do mundo em um só lugar – algo só possível para a megalomania do ex-premier  Arthur Rodrigues.

Vin Noveau.
A safra gloriosa não é feita somente de passado. Entre os novos cidadãos que entraram em Reunião está o experiente Tiago Galvão et Valois, um dos principais nomes do Reino de França.

Pé aqui, pé lá…
Importante qualícato e líder de partido em Reunião recebeu “cidadania plena” em micronação que recentemente assinou tratado de amizade com o Império – e que, aliás, veda expressamente a dupla cidadania. A bomba deve estourar no colo do chanceler imperial Pedro de Torres Homem, de Souza Lima. Escândalo a vista!

Ilhas Cayman

Falando nisso, Marcelo Georges (que é o Brunella Jorge) reclamou ao Carta Branca que o Principado de São Vicente não pode ser chamado de Brunelândia porque ele não é o chefe de estado: “Não é meu”. É de um outro. Ah bom…

Dodô Chat
Depois de ter criado o PetitChandon (e não ter mais aparecido lá), Rick Cochrane criou um ambiente de chat específico para Reunião no sistema Slack (que provavelmente só ele conhece). Desse jeito, não temos como desaparecer.

Pega no Fraga!
A Quaex, uma instituição totalmente inútil ao Império, encontra-se novamente nas mãos do todo-poderoso Carlos Fraga, um neo-esquerdista especializado em querer se igualar a Dan Mitrione. Deve encontrar ferramentas excessivamente enferrujadas.

Bipolarização
As tratativas políticas para a eleição da APQ e, posteriormente, escolha do novo premier (ou seja, terão que engolir o Saboya por mais um mês) devem repetir a polarização ideológica que agora define o futuro de Reunião. De um lado, estarão os que combatem sem trégua a esquerdização, a traição ao Império e o totalitarismo gramsciano. De outro lado, está o PIGD.

O cajado de São Cornélio.
Muitas mudanças na Igreja. Como era ansiosamente aguardado, Dom Ruy Hallack voltou à chefia do Arcebispado de Saint-Denis, Reunião, e primaz no micromundo – o cargo estava vago desde que Dom Lucas Baqueiro fugiu deixando a batina. O decano Dom Renato Moraes estará junto com ele no ousado projeto de reativar a região de Izabella.

Força-tarefa.
Enquanto você está dormindo (ou lendo o Comédias), existe alguém que está vasculhando todas as leis, decretos, ordenações, jornais e imagens (especialmente as do período 2009 – 2012, quando parece ter havido um certo abandono nessa área…), que possam estabelecer o primado de uma nação minimamente organizada do ponto de vista jurídico. Para Cláudio de Castro (não o jornalista, mas o Imperador), lei que não é publicada – no arquivo – se torna nula.


“Revolução Gloriosa”

 


CARTA BRANCA
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RenanSaifal
 
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Carta Branca, n. 3


Saint-Denis, 16 de janeiro de 2015 – Ano I – Número 3



Crise ou doença terminal?


O ano de 2014 terminou tétrico para Reunião, e também não começamos bem 2015. A atividade, que já era apenas cosmética no primeiro semestre, caiu muito no segundo semestre, chegando próxima do zero nos meses de setembro e outubro. Aparentemente, aconteceu uma sincronização de todos serem impedidos por seus compromissos. Isso me parece mais uma vez desculpa sem sentido, já que os empurrões nas pessoas certas costumam causar alguns retornos e promessas de retomada retumbantes.

Mas, para que? São apenas agitos na água. Reunião não está se movendo, e já faz algum tempo que mira na bússola um caminho para seguir. Sim, existe o Petit Chandon, é uma excelente iniciativa do Pequeno Prodígio de Flocos, mas em suma, o que é? Um fórum, criado como alternativa ao Chandon, e raramente seu complemento. Acredito que a ideia de ter dois concorrentes à conversação em Chandon (o grupo de Reunião no Facebook, e agora o PetitChandon) só irá fazer o Chandon se tornar ainda mais leve – o que não me oponho, muito pelo contrário. Prova disso foi o fracasso do ‘Dia da batata’, antecipado para se tornar um estímulo à atividade informal, mas que depois se revelou um grande banho de água fria nas pretensões de seus organizadores.

É evidente que Reunião e o micronacionalismo como um todo precisam encontrar um caminho de interação. Não falo um caminho de interação mais prático, mas simplesmente um caminho, que seja realmente uma alternativa ao período de marasmo que Reunião está e que parece que vai durar ainda um bom tempo.

 



VISÃO DO EDITOR

Dados macronacionais, para que servem? Causou polêmica desnecessária o pedido oficial da exclusão de três mensagens de Chandon contendo dados macronacionais de cidadãos do Império. Não eram dados relevantes, mas sua inclusão feria dois princípios básicos do micronacionalismo: a privacidade dos cidadãos, e a sagrada separação das identidades.

O imperador-regente agiu de maneira bem rápida em solicitar a sua exclusão por ferir esse princípio, garantido ainda que de maneira informal nas normas do Império. Para Julio Jamil, no entanto, a exclusão pode não retirar as mensagens dos mecanismos de busca, onde elas ficam indexadas. Mesmo que forem excluídas do Chandon, uma parte desses dados pode ser lida nesses mecanismos.

A exclusão de mensagens não é algo incomum. Muitas vezes é o máximo que se pode fazer quando uma ofensa grave é feita por alguém que só quer sair do micromundo dizendo alguma besteira (ou quando não há forma de punição pela Justiça). Em outros casos, as mensagens são importantes para o funcionamento do sistema judiciário. Quando, porém, isso envolve informações macronacionais, entra em jogo algo muito mais sério, porque bem ou mal Reunião é um grupo de indivíduos que respeitam as leis vigentes em cada país, e estão sujeitas a eventuais punições se algum tipo de abuso ou imprudência for cometido.

Agora, convenhamos… o Facebook não faz muito pior?


Diz-que-me-disse…
revelando o que há de mais autêntico nas falas dos reuniãos


“Precisa de login e senha…”
Do marquês Bony de Gavião Peixoto, dando uma perfeita descrição do funcionamento do Petit Chandon.

“Tu não estás morto?”
Chapchap, surpreso com a repentina aparição de SSMI comentando sobre os atentados na França.

“Que que tá acontecendo, gente?”
A Lady Protetora Dona Marcela, sempre muito bem informada de tudo o que acontece no Império.

 


Menção honrosa
Ricardo Cochrane

barão de Areia Branca


Pronto! Falei…


Miranda Reloaded.
Dom Flavio, o único grão-duque de Reunião, deve ser escolhido sem dificuldade como o próximo presidente do Egrégio Conselho. Ele já tem apoio dos mais influentes conselheiros daquela Casa. Mas… pô! Por que ele nunca se pronuncia???

City Down.
Não convidem para lugares próximos na mesma mesa o visconde Pietro Califani e o grão-duque Flavio de Nunes Henrique. O pedido de des-adoção foi recebido com muita frieza na sede CLVC em Saint-Denis. Não teremos shows tão cedo…

Síndrome Down!
Facílima a aprovação do reconhecimento diplomático do Principado de São Vicente (o nome atual da Brunellândia, desta vez com alguma chance de sucesso). Vitória do chanceler Glauco do Torres Novas, que se esforçou pessoalmente para desfazer o mal-estar criado pelo não-ratificação do reconhecimento do Badakhshan. Fato curioso: sem a birra explícita do duque de Tremblet, os conselheiros Laucimar (PSD), Labneh (PSD) e Ruy do Rio Branco (Arena) mudaram de posição em relação ao último voto.

Medalha! Medalha!
Primor de qualidade é a lei que dispõe sobre ordens e medalhas na Capitania de Stráussia.  São 92 artigos que deixam esse assunto praticamente encerrado na terra do generalíssimo. Isso não se faz em um dia! Merecidas férias para o sargentão capitão Glauco.

Caverna do Dragão
Julio Jamil inaugurou com pompa a Casa Bethlem de Pesquisa, onde disponibiliza o acesso aos acervos do Chandon e do saudoso Nchandon. Jamil voltou a atividade e de cara entrou em ruidoso confronto com o poderoso duque de Torres Novas. Por isso, jogou a política no chiqueiro e agora desenvolve atividades apenas na iniciativa mais que privada. Mas garante que está de bem com todos.

Frozen.
Mário Ferrer das Terras do Sul é o mais novo morador da simpática Conservatória. Quem será que ele é?

Eu sou Charlie.
Causou um verdadeiro assombro a aparição de SSMI o Imperador Cláudio de Castro em Chandon, comentando sobre o atentado na França. É sério! Foi como se tivessem visto um fantasma. A aparição de Cláudio I na lista oficial é rara, coisa que acontece uma vez por ano. Mas todos sabem que ele acompanha as coisas mais sérias, e as decisões mais importantes, no fim das contas, sempre estão debaixo da mesma caneta que fundou Reunião.

Mais ação.
Raul de Queiroz, morador de Fournaise, reclamou da falta de interação no Império, e disse se sentir meio ‘imóvel’. O problema é outro. Atenção, ‘altoridades’!

Faceta Nera
Leonardo Rodrigues é o cidadão promissor que há algum tempo chegou em Reunião com a intenção de fazer atividade. E realmente tem potencial. Mas desde então tem aparecido mais em PetitChandon no que na lista oficial (o que dá na mesma). Deve ter assustado um pouco a confissão de que seguia a ideologia fascista. Partidos! Deixem de lado as bizarrices ideológicas e convidem ele para entrar. Vão dizer que nunca houve nenhum fascista em Reunião?


“The King’s Speech “

 


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Carta Branca, n.2


Saint-Denis, 8 de julho de 2014 – Ano I – Número 2

 

Reunião voltou!

Sem querer ser chato, temos uma boa e uma má notícia.

Sempre que alguém vem com essa história de uma boa e uma má notícia é porque está vindo com a ideia que nada acontece de bom de um lado sem que se perca de outro lado, que tudo é uma compensação, e que não adianta ser otimista antes da hora, mas que também não adianta ser pessimista, porque se ganha de outra forma.
Enfim, de que tudo sempre termina em empate.

Reunião está um momento incrível. Realizamos eleições para a APQ, temos um judiciário extremamente ativo, uma nobiliarquia pujante, um arcebispo encorajador, a PGI e a Quaex trabalhando juntas pela ordem nacional.
O lixo que se acumulava há tanto tempo foi jogado para fora.

Cidadãos que se transferem de uma para outra capitania ou vice-reino para melhor exercerem suas atividades, leis antigas que voltam a vigorar, leis novas que prometem uma nova história em cada canto do Império. Do mais alto dignatário até o novato, todos empenhados em fazer de Reunião a homeland do “seja o que você quiser”. E o que não quiser também.
Se perguntarmos ao cidadão comum em Reunião, ele está otimista. Ele tem certeza que Reunião vai crescer muito, e o nome dele ainda mais.

Ah, sim… e a boa notícia é que a Imigração voltou a funcionar.

 

 


Habemus Episcopus!


Acabou a divisão no catolicismo dentro do Sacro Império de Reunião.
Em mensagem da CEM (Conferência Episcopal Micronacional, que coordena o trabalho da MIC em toda a lusofonia), Dom Renato Moraes anunciou que finalmente foi regularizada a função episcopal de Frei Lucas, marquês de São Petrônio, que assim foi indicado para o Arcebispado de Saint-Denis (primaz de Reunião e do micromundo), extinguindo as demais dioceses sufragâneas.

Esse ato de reconciliação acaba com a divisão do culto católico em Reunião, dividido entre o clero que reconhecia a autoridade de Dom Ruy de Tavares Lira, cardeal Halack, até então arcebispo, e que foi nomeado para a nunciatura apostólica em Reunião.

Imagem meramente ilustrativa


A relação entre Dom Ruy e Dom Lucas nunca foi fraternal, mas não é algo relacionado ao caráter de ambos. Ambos são ligados a movimentos que, em algum momento, confrontaram tenazmente a doutrina católica (respectivamente, a maçonaria e o movimento autodenominado “LGBT”). Nenhum deles é um excomungado, mas em outros tempos, ambos seriam (ou algo pior).

É preciso sempre lembrar que os micronacionalistas vivem no mundo real, e geralmente têm um tipo de ativismo em alguma área. Porém, isso não quer dizer que por trás de um arcebispo micronacionalista tenha um padre ou mesmo um bom católico. O cultivo das aparências permite essas contradições.

A Carta Branca procurou o novo arcebispo para uma entrevista, e ele se recusou a falar sobre o tema.
Enfim, católicos com o direito de decidir.


ENTREVISTA:
Dom Renato Moraes
O entrevistado

Nome: Renato Moraes
Tempo no micronacionalismo: 12 anos
Micronações em que já esteve: Reunião, Mariana, SIPV.
Partido que simpatiza: Atualmente a UNR. Costumo avaliar os partidos pelo momento específico e a influência positiva e negativa dos membros. Já tive minha passagem pelo PIGD e PSD também por concordar com a proposta deles no passado.
Hobbies: filmes e leitura
Livros: 
Sou apaixonado pelos livros da Agatha Christie.
Pensadores em mente:
Papa Franscisco, Dalai Lama, Confúcio, Santo Inácio de Loyola
Pensadores fora de sintonia:
Karl Marx, Lenin
Aprendeu com:
Rafael Cresci, Cláudio Castro, Octavio Azambuja, Carlos Fraga, André Girserman

CB: Eminência, quem é o legítimo Arcebispo de Reunião?

Renato Moraes: Atualmente é Dom Lucas de São Petrônio, sucedendo Dom Ruy Hallack que assume a nunciatura apostólica.

CB:
Por que o Arcebispo de Reunião é primaz do micromundo?

Renato Moraes: Reunião tem uma Primazia natural no micromundo em diversos aspectos. É uma micronação que tem uma história magnífica perante o micronacionalismo e a Igreja Micronacional, pois foi a partir de Reunião que a MIC se organizou.

CB: Atualmente, a CEM atua em quantas micronações?

Renato Moraes
:
A CEM busca atingir as micronações mais importantes de uma forma prioritária para o nosso apostolado micronacional.
Eu retornei a atividade a pouco tempo e por isso estou ainda tomando ciência das atividades atuais da Conferência. Sei que tivemos um período de semi inatividade com pouquíssimos membros ativos. Quero retornar a atividade de outrora neste momento.

B: A CEM é hostilizada no micronacionalismo?

Renato Moraes
: 
A CEM nunca foi hostilizada pelo que me lembre. Existiram ocasiões onde houve divergência e o debate aconteceu mas isso passa longe de uma hostilização. Debates são interessantes pois além de gerar atividade, servem também para a exposição de idéias e argumentos. Já a hostilização é algo muito pobre, que carece de idéias e argumentos válidos e inteligentes, servindo apenas para provocação pessoal.

B: Existiu mesmo uma papisa na história?

Renato Moraes
:
Não. A história da papisa Joana não passa de um mito, uma lenda para os historiadores.
Primeiramente é importante para os historiadores a ausência completa de qualquer menção ou registro da suposta papisa Joana até 400 anos depois de sua suposta eleição.  De acordo com a lenda, ela teria exercido o papado por aproximadamente 3 anos mas sem nenhum registro daqueles anos?
Além disso existe um ponto fundamental na lenda que faz os historiadores rejeitarem-a. A lenda diz que ela esteve no papado entre 855 e 857, adotando o nome de João Anglico após a morte do Papa Leão IV. Mas sabemos que o sucessor do Papa Leão IV foi o Papa Bento III, em uma sucessão bastante complicada pois o imperador bizantino desejava fazer de seu filho Papa e mandou invadir e prender Bento III, que só foi libertado após a oposição dos romanos. Simplesmente não há brecha na história para a lenda.

B: É possível ser católico e maçom?

Renato Moraes
:
Assim como não é possível ser católico e protestante ou católico e espírita, não é possível ser católico e maçom. Os princípios essencialmente são inconciliáveis, portanto quando você faz parte de uma, separa-se da outra. Um maçom está incorrendo em pecado gravíssimo e não poderá receber a sagrada comunhão até se reconciliar com Deus através do sacramento da confissão.



  VISÃO DO EDITOR
O Lord Protetor nos pediu para esclarecer em público que o Poder Moderador não vê a quantidade de mensagens como um índice de atividade, concordando com nossa visão de que existe muita coisa interessante que não aparece em Chandon.
É pura verdade.
Existe muita bobagem em Chandon, coisa que não evidencia atividade nenhuma. Mas Rodrigo Rocha também está certo em alertar que a atividade só está acontecendo quando o Chandon está muito movimentado – afinal, por que alguém estaria fazendo sua atividade e não escrevendo nada em Chandon?
De fato, nos dias em que o Chandon não teve mensagem, qualquer cidadão está coberto de razão em suspeitar que não houve atividade nenhuma. De fato não houve.
E nem depois.
As recentes trocas de comando nas capitanias e nos vice-reinos associados a Reunião são uma mostra do esforço para se preencher o quadro das unidades do território virtual. Mas são apenas desafios que se iniciam, não um objetivo concreto em si. Nenhum dos novos administradores chega com uma meta já traçada e definitiva. Apenas um deles estava no cargo há um mês.
Mas temos que concordar começaram acertando. Não existe melhor incentivo à atividade do que “zerar” as leis e começar tudo de novo.

Vamos ver o que o tempo vai dizer…



“O poder moderador velando pela manutenção do equilíbrio”

Pronto! Falei…

Fazendo graça…
O regente Flavius resolveu assustar o novato Chatobriam Almeida dizendo que a Quaex é a bandidagem virando de lado. Todo mundo riu. O novato não entendeu nada.

Todo cuidado.
O desembargador Altamira Queluz advertiu sobre as contas “privilegiadas” de e-mail, mantidas silenciosamente por ex-autoridades que não têm mais direito de moderação sobre as listas. Boa lembrança. Isso é realmente perigoso.

Inquilino.
Uma mensagem estranha de um “Inquilino” na areuniana foi profundamente injusta com o Lord Protetor Pedro Nogueira (não estou dizendo aqui que concorde com o resto!). No fim, o duque de Souza Lima foi exonerado dois depois, e a Lady vexilária ocupou seu lugar.

Carão.
O aniversário de Rodrigo Rocha, 12 de junho (não faz tanto tempo assim…) foi solenemente ignorado em Chandon (exceto pelo barão de Sersalle e Zagarisse). Pior que isso: o príncipe-herdeiro perdeu a sua cadeira de conselheiro-catedrático (escapou de ser cassado no Conselho, mas não do Lord Protetor). Então, ele voltou. Não se espanta o olhar constrangido de muitos reuniãos…

A alma do negócio.
Ser advogado em Reunião continua sendo um bom negócio. Em uma micronação em que há mais desembargadores do que advogados, os escritórios de Rodrigo Rocha e Pedro Dominicis estão de olho na guerra de processos.

Le Port renasce… de novo.
Não durou muito a mudança territorial que quis extinguir as capitanias inativas e acabou só extinguindo Le Port. A velha capitania está refeita e nas mãos do capitão Pedro Dominicis (… ele tem um nome bem maior que esse, mas só ele sabe dizer inteiro). O presidente do Conselho, Glauco de Torres Novas, já mirou Beatriz!

Troca-troca capitanial.
Falando em capitanias, a “dança das cadeiras” foi profunda. De saída para Açores, Glauco de Torres Novas deixou o comando de Straússia. Em seu lugar, Lucas Sena, visconde de Labneh, deixou Conservatória e assumiu como ‘generalíssimo’. Em seu lugar, entrou Luiz Saboya, o nosso marquês de Ludônia. Restou então, Fournaise, mas a rapidez da Lady Marcela de Petroburgo já nomeou João Santana, visconde de Acioly Campos, para a capitania. O quadro está quase completo.

Palpiteiro.
Mesmo fora de Reunião, Dom Tiago da Suécia e Noruega continua dando excelentes conselhos em Chandon, os mais sensatos até o momento.

Sem cerimônia
Pedro Penido, qualícato pelo Microsoc e chefe de recados (opss, chefe de gabinete) do príncipe Rodrigo Rocha, está bem ativo nas suas funções. Não se esqueceu de colocar Dom Ruy, duque de Rio Branco, como responsável pelo cerimonial. É algo que ele entende muito bem.


6 x 2
Foi derrotado o Projeto do conselheiro Renan Saifal que criava uma “Lei dos Cultos”. Vitória do representante eclesiástico, Dom Ruy de Tavares Lira.

Mau começo.
Com a impossibilidade mais ou menos temporária de Gustav Oto, indicado pelo PSD, partido vitorioso nas últimas eleições, não restou outra alternativa à Coroa Imperial senão indicar um diretor-presidente da Assembleia Popular dos Qualícatos. Valadir Aerwyld tem ótimas qualificações. Pena não ser qualícato.

Hipocrisia
Alguns que combatiam a dispersão da atividade de Reunião nas unidades distantes são agora os que mais estão contribuindo para os projetos de autonomia dessas mesmas unidades.



Menção honrosa


LUCAS VITOR SENA


 

CARTA BRANCA

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Carta Branca


Saint-Denis, 19 de junho de 2014 – Ano I – Número 1


Enfim, eleições!


Levanta a mão quem se lembra da última eleição em Reunião!
Para quem acompanha as notícias do Grão-Índico (ou seja, uma importante parcela espalhada pela lusofonia), a última eleição direta em Reunião foi em novembro de 2012, com a presença de 61,5% dos eleitores inscritos e a vitória do Microsoc (Partido Micronacional Socialista).

De lá para cá, muita coisa mudou.
Muitos cidadãos foram (e/ou voltaram), e no início deste ano o Império entabulou a experiência do bipartidarismo, restando no cenário apenas o PSD (Partido Social Democrata) e a Arena (Aliança Reedificadora Nacional), mas bem diferentes do que já foram no passado…
Não deu certo. Reunião tem um espectro político bem mais amplo, e antigos cidadãos voltaram ressuscitando as antigas seitas ideológicas. Microsoc e PIGD (Partido Imperial pela Glória da Dinastia) já tiveram seus registros homologados, e agora apareceu uma nova agremiação, a União Nacional por Reunião (UNR). Ao todo, são 4 listas eleitorais que irão para o pleito – apenas o PIGD não apresentou candidaturas a tempo para o prazo, mas sabe-se lá o que pode acontecer lá – o calendário eleitoral já foi mexido 3 vezes.

Em Reunião só existem eleições nacionais para a composição da Assembleia Popular de Qualícatos. Depois ela se reúne e escolhe entre seus membros o premier do Império. Praticamente, é sua única função.

O problema: Reunião tem um sistema bicameral. A câmara alta (Conselheiros Imperiais) e a baixa (Qualícatos). Na alta, são escolhidos pelo poder moderador de 9 a 16 (!) micronacionalistas de grande experiência e fidelidade ao Império. Na baixa, fica o “resto”.
É por isso que as eleições em Reunião se tornam empreendimentos realmente gigantescos (eram 10 qualícatos, número também alto, até que a Sagrada Constituição virou uma “colcha de retalhos” e seu número se tornou variável; desta vez serão apenas seis), e os partidos costumam indicar novatos ou partidários que por algum motivo não couberam no Conselho de Estado. Na prática, eles ficam ali até sumir e serem substituídos por outros, até a APQ fechar de novo.

O posto de premier possui um altíssimo poder (graças ao instrumento do Decreto Executivo Extraordinário, que permite ao premier “mexer” quase que em tudo) mas é pouco visado pelas cúpulas dos partidos e pelos micronacionalistas mais experientes, já que implica em uma cobrança geral por atividade – que certamente não depende de uma pessoa só. Sem contar que, nesse momento, não há nenhum premier ocupando esse posto há mais de 10 dias.

Sim, porque a renúncia do ex-premier Lucas de São Petrônio (07/junho), embora aceita pelo Imperador-regente, só foi acatada oficialmente ontem (18/junho) pelo Lord Protetor, ao investir o marquês no vice-reinado de Mauritius e na Desembargadoria Imperial, após curtíssima passagem do marquês de Altamira Queluz.
O presidente do ECIE, Glauco de Torres Novas (que deveria assumir, de direito, o Magistral após a renúncia de seu antecessor no último dia 7) não aceitou tomar posse do governo e empurrou o Poder Moderador a convocar eleições para a APQ – o que é coerente com sua trajetória pessoal, já que exigia eleições quando estas foram negadas.

Agora, com as eleições já convocadas e as candidaturas homologadas pelo juiz imperial Nuno de Guimarães Rosa, a sucessão ao Magistral entra em processo acelerado para seu desfecho e a futura formação do governo. Embora a composição da APQ não traga surpresas, a escolha do premier é, hoje, inteiramene imprevisível.


 
Temporada de caça


O Egrégio Conselho Imperial de Estado está reunido em sessão especial. Um sonho de valsa para quem acertar o que está sendo votado…
Sim, mais uma enquete sobre o futuro do conselheiro Bony Inoue, duque de Gavião Peixoto. Já é a terceira votação desse tipo desde o início do ano!

Tirando esta (que foi feita por solicitação do Desembargador Imperial), todas as demais foram feitas pelo seu rival do momento, o conselheiro Glauco de Torres Novas. A primeira, em março, pedia a sua remoção do cargo de Procurador-geral (do qual veio a renunciar em maio, criando o apelido de “Arregão”, dado pela imprensa sensacionalista); a segunda, em seguida à renúncia, pedia a sua deposição do Conselho por crimes de omissão e procastinação na mesma PGI – e foi rejeitada por não chegar aos 3/4 dos votos.

Agora, a votação é pela quebra da imunidade solicitada pelo Desembargador Imperial para o permitir o seu julgamento pelas mesmas acusações.


O Duque em seu esporte favorito


A quebra-de-braço entre Torres Novas e Gavião Peixoto vem engessando o ECIE desde março, mas há quem aplauda esse jogo.
Geralmente, o debate é de baixo nível de argumentação e costuma geralmente trazer ao floor outros conselheiros não envolvidos diretamente na disputa ou que querem ver o circo pegar fogo.
Estão em jogo não apenas a disputa pessoal entre os dois conselheiros, mas o confronto direto entre PSD e Arena, e desavenças que tomaram forma quando Torres Novas assumiu como Generalíssimo de Stráussia.

A cassação de conselheiro não é bem vista pela tradição imperial – e nem pelas democracias (exceto a de Chávez, na Venezuela). A maioria não pode cassar a minoria. Pode-se discutir, debater, se esgoelar; mas nunca cassar. Calcula-se que o ECIE perderá 70% da sua atividade geral se Gavião Peixoto for suspenso de suas funções ou eleito qualícato – a não ser que seja escolhido outro alvo para a temporada de cassações.


ENTREVISTA:
Glauco de Torres Novas
O entrevistado

Nome: Glauco Garcia de Freitas e Murta Ribeiro
Tempo no micronacionalismo: 7 anos
Micronações em que já esteve: Sofia, RUPA, Reunião, Pathros, Ludônia.
Partido que simpatiza: PSD e qualquer partido de viés progressista.
Hobbies: micronacionalismo, internet
Livros: todos relacionados à filosofia e psicanálise.
Pensadores em mente: Friedrich Nietzsche e do Bart D. Ehrman
Pensadores fora de sintonia: Apóstolo Paulo de Tarso e todos os outros apostolos bíblicos
Aprendeu com: Tiago Melloni, Rodrigo Mariano, Ferdinand da Austria, Flavio Miranda, Pedro Nogueira, Luiz Saboya, Lucas Baqueiro, Nuno de Guimarães Rosa, Marcela Fogli, Heitor Baltazar, Giancarlo Zeni, Dimitrius Angelopoulos-Samaras.

CB: Você concorda com a imagem difundida pela Arena, que mostra o duque de Gavião Peixoto como uma vítima?

Glauco Freitas: Temos que ter em mente o seguinte, não há novatos em Reunião. Os micronacionalistas em atividade são pessoas experientes, que conhecem muito bem o funcionamento institucional, político, legal de Reunião. Então qualquer tentativa de vitimizar um indivíduo é uma falácia. É querer colocar como coitadinhos, os macacos velhos que estão por aí. Quando olhamos o conceito básico, ser vítima é quando um indivíduo sofre uma ação (criminosa) de um agente mal intencionado e isso não está acontecendo, até o presente momento, no cenário político. O Partido Social Democrata tem como uma de suas bases centrais, a eficiência na política, a gestão pública de qualidade, o serviço público que atenda as necessidade de todos os Reunião de maneira adequada. Isso vale não apenas no âmbito Imperial, como também na capitanial. Não podemos admitir que Reunião seja comandada por pessoas que não estão dispostas a trabalhar de verdade. Um líder fraco e ineficiente, prejudica não só as instituições, como também todo o Império e a todos os súditos de Sua Sacra Majestade Imperial. A nossa luta não é contra a pessoa em si, mas contra a ineficiência de algumas pessoas. Se determinados políticos ineficientes se colocam como vítimas, logo o nosso combate à ineficiência, passa a ser um crime. Até aproveito o momento desta entrevista para solicitar a Quaex e a Procuradoria Geral que me prenda e a todos do PSD, pois não abriremos mão de cometer este “crime”.

CB: Então não existem macacos velhos no PSD?

Glauco Freitas: Sim, há “macacos velhos” no PSD, assim como em todos Reunião, a diferença é que no PSD, nosso macacos velhos são eficientes, competentes, e só se envolvem em assuntos em que realmente dominam com maestria. E se não dominam, se esforçam, estudam, pesquisam para aprender a um determinado ofício. Tiro exemplo por mim, que macromacionamente não tenho formação em direito, fui nomeado Procurador Geral do Império e consegui manter a instituição funcionando, fazendo com que ela cumpra com seu papel constitucional. Mas tem uns macacos velhos por aí que não têm essa mesma preocupação que temos de estudar e pesquisar. São preguiçosos e nos apresentam um trabalho porco e imundo. Essa é a grande diferença!!

CB: E como vê o trabalho da PGI hoje?

Glauco Freitas: Considero o trabalho na Procuradoria Geral do Império como um dos mais complicados que existem em Reunião. Ser Procurador Geral é ter em mente que será a pessoa mais odiada do império. São ossos do ofício, pois ninguém gosta de ser advertido ou denunciado pela PGI. Mesmo que as pessoas façam a “caveira” do procurador, a sua função constitucional é o de zelar pelo cumprimento das leis. Isto está na Sagrada e não temos como fugir. Eu costumo repetir as palavras de S.S.M.I Claudio, onde ele diz que ser processado não é ser condenado, e que ser alvo de inquérito é tão preocupante quanto pular cordas.

CB: Reunião vive hoje um “oldman boom”. Na sua opinião, o micronacionalismo pode voltar a atrair novatos, ou teremos que conviver para sempre com os que já estão no hobby?

Glauco Freitas: Penso que o Micronacionalismo pode sim atrair novatos, mas para isso é importantíssimo duas coisas: publicidade e tecnologia. Reunião só se tornou na maior micronação da lusofonia graças aos esforços de S.S.M.I Claudio I em fazer a publicidade de Reunião nas principais mídias macronacionais. Foram jornais, revistas e propagandas as principais mídias usadas por ele. A mais recente ação publicitária que foi feita e que todos devem se lembrar foi na revista Tio Patinhas. Todos em Reunião se lembram do boom populacional que aconteceu em 2009 graças a esta revista. Tanto é que esse bool populacional ficou conhecido como o Efeito Tio Patinhas. Mas por um despreparo e planejamento na época, esta ação teve poucos resultados duradouros. Mas não só a publicidade pode atrair novatos, mas o uso de novas tecnologias digitais também. Não dá mais para restringir o micronacionalismo apenas a uma lista no Yahoo ou Google, é preciso ampliar mais para tornar este hobby ainda mais atraente do que já é. Temos uma fanpage de Reunião com cerca de 6300 curtidores, temos um material imenso para trabalhar e que muitas das vezes é deixado de lado por todos nós. Hoje o acesso a internet ficou muito mais fácil graças aos smartphones, ou seja, podemos atuar em Reunião de uma maneira full time. Eu por exemplo, só uso computador apenas para publicar documentos oficiais, no geral, cerca de 95% do meu tempo dedicado a Reunião acontece via smartphome. O mais importante a ressaltar é que para introduzir novas tecnologias no universo micronacional, é preciso ter boa vontade e disponibilidade de todos para acompanhar os novos tempos. Ou inovamos, ou ficaremos esquecidos no velho sistema que não atende aos anseios das novas gerações.


 
Crescimento. Até quando?


Reunião valoriza muito a quantidade mensal de mensagens como índice da atividade no país. Por esse critério, o Império caiu a um dos índices mais pavorosos de sua história em fevereiro deste ano, quando baixou ao patamar de apenas 93 mensagens no mês (só superado pelo igualmente pavoroso maio de 2003, quando Reunião esteve sem governo formal).
Foi por esse motivo que foi declarado o “estado de emergência e calamidade pública” (13/março), com o objetivo expresso de aumentar o número de mensagens e elevar, por consequência, o índice da atividade geral.

Desde então, Reunião tem assistido a um aumento sensível da atividade mensagística, impulsionada sobretudo pela volta e/ou reativação de um grande número de súditos que retomaram seus assentos no governo e na nobreza. Em média, cada velho (quer dizer, novo) cidadão recebe 8 a 9 mensagens de boas-vindas. Outros, nem tanto. O Egrégio Conselho Imperial de Estado, que estava com apenas 4 membros ativos, hoje conta com 11 integrantes (bem próximo do teto, que são 12), e já foram convocadas as eleições para a reabertura da Assembleia Popular de Qualícatos (APQ), com a inscrição de 4 listas partidárias – veja a matéria inicial.

Contudo, o índice de mensagens ainda é preocupação para a oligarquia. O índice de crescimento apresenta oscilações (veja o gráfico abaixo) e a projeção de mensagens para o mês de junho (mesmo com a propaganda eleitoral) não prevê um aumento expressivo.


Além disso, existem dias em que a lista nacional (o Chandon) simplesmente não recebe mensagem nenhuma. Nas listas capitaniais, o índice de mensagens é insignificante. Boa parte da atividade mensagística é proporcionada pela abertura da lista do Conselho Imperial, quando comentários não regimentais são expostos pelos próprios conselheiros para a discussão pública.

De qualquer forma, Reunião parece ter saído de sua fase mais complicada, quando surgiu o espectro da “morte do micronacionalismo”, que ronda a lusofonia. Resta agora esperar uma atividade mais qualificada por parte das capitanias, do vice-reinado de Maurício e de Açores.


  VISÃO DO EDITOR
O choque de atividade prometido em todas as áreas pelo Decreto Executivo 1 (07/mai), do então premier Lucas de São Petrônio, teve a sua primeira (e até agora única) vítima: a capitania de Le Port, que acabou por ser fundida no último dia 3/junho à sua unidade territorial mais próxima: Conservatória.

O critério do Decreto foi o mais estranho: cada unidade (para sobreviver) deveria ter 3 conselheiros, e todos esses conselheiros – que, não custa lembrar, são indicados pelo Poder Moderador, levando em conta a proporção entre os partidos – deveriam ser também administradores regionais (burgomestres, alcaides, etc). Sobrou para Le Port, que há anos vem sofrendo com a falta de moradores permanentes.
Mas também poderia ter atingido qualquer outra das unidades territoriais do Império. O critério não é elástico, mas a moradia dos cidadãos é.

Contrariando a visão do Imperador (o maioral, D. Cláudio I), para o qual a existência de várias unidades territoriais seria um estímulo à atividade, o ex-premier Lucas de São Petrônio promulgou seu primeiro Decreto inspirado na filosofia da concentração em poucas mas muito ativas subdivisões. Não é mistério para ninguém que essa visão é compartilhada por outros (até mesmo para esse editor), particularmente em relação a Açores reuniã (vice-reino não anexado) e a abandonada Porto Claro Ocidental.
Talvez isso explique a divisão em Reunião em reagir quando Giancarlo Zeni pegou a ilha de Faial e constituiu como reino independente. Na realidade, muitos até adorariam que o reino tivesse levado todas as ilhas, mas isso já é outra história.

O fato é que nunca existe um momento em que um decreto tão mal discutido com sociedade (na verdade, nada discutido) possa a ser aplicado com o mínimo que se exige de justiça. Apesar do prazo estipulado ser de 5 dias, ele só vigorou sobre Le Port quase um mês depois – com mudanças anteriores e posteriores.
No quadro de hoje (se fizéssemos essa simulação), a única capitania remanescente seria a própria Conservatória-Le Port (local de moradia de 3 conselheiros: Labneh, Zeni e Laucimar, mas na ocasião tinha apenas 2). Todas as demais não teriam conselheiros suficientes: Stráussia (que tinha 3 conselheiros na ocasião, e hoje apenas 1), Fournaise (tinha 3, e agora somente 2), Saint-Denis (1), Açores (tinha 1 e agora tem 2) e Mauritius (nenhum, e agora 2).
Beatriz continua não tendo nenhum conselheiro.

Ao contrário da Desembargadoria (que se opôs acirradamente ao Decreto), as capitanias não fizeram nada contra a extinção. Confiaram, acertadamente, no jeitinho reunião de não se levar a efeito as leis com rigor.
Talvez justamente essa leniência explique o fato de que a atividade regional acabou não sendo incentivada, embora o que não faltam sejam prognósticos e promessas.

Vamos ver o que o tempo vai dizer…


Pronto! Falei…

Passando a bola
Quem melhor para decidir se um processo contra um Conselheiro Imperial tem motivação política ou não que seus Honoráveis Pares?” Com esta frase, o Desembargador Imperial devolveu ao ECIE a responsabilide de decidir se o processo em curso contra o conselheiro e ex-procurador-geral imperial Bony de Gavião Peixoto é ou não é político. Resta saber como o Desembargador vai interpretar o resultado da votação.

Flavius, 10 anos!
O Imperador-regente Flavius Rainer emitiu comunicado hoje evocando os seus 10 anos de micronacionalismo. O regente do coração lembrou os súditos das alegrias e das tristezas desse período. Um abraço do Carta Branca!

Tristeza.
Reunião está de luto pelo falecimento da viscondessa-matriarca de Câmara Cascuda, mãe de Gustav Otto. É muito raro que os micronacionalistas consigam compartilhar suas notícias tristes no ambiente conturbado das listas nacionais. Normalmente, se fecham sozinhos e parece que tudo ao redor se transformou numa parede fria e sem sensibilidade. Depois até decaem da nobreza pelos dias de inatividade.

Mandando bem!

Marcela Fogli está mandando bem no cargo de Lady Vexilária do Império (o braço-direito do braço-direito do braço-direito). Ao contrário do erro de digitação na Ordenação Gloriosa que a nomeou, ela não “vaxilou” nenhum minuto, e está sendo um ótimo auxílio ao Lord Protetor Pedro de Torres Homem, o duque do cavalinho.

Proibido para menores.
O prolífico escritor Nuno de Souza, o conde de Guimarães Rosa, promete a mais ousada novela já escrita em Reunião. Suspense no ar e leitores morrendo de ansiedade.

A volta dos que não vieram.
Falando em Souza Coelho, Ézio Nunes prometeu voltar à ativa e não retornou. Perdeu o baronado e o assento à nobreza. Faz companhia a Adenilson Silva e Carlos Balduíno, que deram o ar da graça, fizeram uma lista de perguntas e logo desapareceram. Não devem ter se sentido bem.

Recado dado.
Valadir Aerwyld emocionou os reuniãos mandando um vídeo que mostra a sessão de desagravo ao seu pai, advogado que sofreu uma injusta ordem de prisão proferida por uma juíza. “Estes juizes que se pensam Deuses”. Alguma indireta?

Fogueira acesa.
Para uns, um tema que deveria ser melhor conhecido. Para outros, uma irmandade que vem do satanismo. O assunto é a Maçonaria, e quem acendeu esse assunto foi o Arcebispo Dom Ruy Hallack. Ele e o frei Lucas (agora arcebispo em Maurício) não são irmãos quando tratam disso.

Mega-feriado…
O vice-rei da Açores reuniã, Dom Bony Inoue, decretou feriado de 16 dias para festividades juninas no arquipélago. Ficou parecendo um convite à folga geral em pleno esforço pela retomada da atividade. A gritaria foi geral. Levou puxão-de-orelha até do Imperador-regente.

Provocando com vara curta
Ao lançar-se como candidato a qualícato pela Arena, o seu presidente Bony de Gavião Peixoto, foi contestado pelo presidente do ECIE, o duque Glauco de Torres Novas, que estranhou um conselheiro querendo ser qualícato. Bony disse que renunciaria quando eleito e se saiu com essa: “Aproveitando a oportunidade, peço seu voto…”. O clima ferveu. Mas sempre tem a turma do deixa-disso…

Pega leve!
Falando em Conselho, é natural que o clima esquente nas sessões legislativas. Um baixaria de vez em quando entre os honoráveis conselheiros… tudo bem, isso passa. Deixa discutir. Mas não ousem falar em projeto de lei! O presidente da Casa, Glaucus “Babeuf” cai em cima, e se puder até coloca em moderação. Onde já se viu discutir lei fora de hora!

Revogando o irrevogável
Terminou em problema técnico-burrístico a votação do Édito Irrevogável de reconhecimento diplomático do Estado do Badakhshan. A votação terminou com placar de 4 x 5 contra o reconhecimento. Mas dois conselheiros juram que queriam votar pelo reconhecimento.


Mau-humor é coisa de Procurador!

 

CARTA BRANCA

Editor

Renan Saifal

 

Circulação interna

Chandon


Circulação externa

Areuniana (ARN)

Jornaleiro


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