Cronicas Do Imperio – Extra! Extra! Edição de Luxo: Retorno no Nº 5!!

Prezado Leitor,

Após quase 4 anos de marasmo e inatividade, voltamos com tudo. E em uma entrevista SEM PRECEDENTES!!

Nesse editorial, eu crítico sim a inatividade que Reunião passou. Para ser polêmico, a lusofonia passa por um mar de incompetência sem precedentes! É hora de salvar-se!!

Como? Dando boas risadas com o Crônicas do Império!

E aproveite senhoras e senhores, porque o que se segue é um jato de cocaína pura em seus narizes!!

Matheus Jurgen Montenero de Monte Real & Pacífica

Editor Chefe

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Mesa Redonda Crônicas do Império

Matheus Jurgen – Hoje entrevistaremos aquele que é o divino mago dos magos da lusofonia. O Kid Bengala do micronacionalismo. O que remonta aos primórdios do micronacionalismo Lusófono. Ele que se iniciou nessa arte, em meados de 1997 e criou a maior micronação já vista na Lusofonia! Depois de um longo hiato, ele retorna aos Holofotes imperiais!

É com muito prazer que eu chamo ele Sua Sacra Majestade Imperial
Cláudio Primeiro, Sagrado Imperador de Reunião.

Matheus Jurgen – Majestade, como vai? Seu retorno foi estupendo para todos os súditos, onde se esperava mais uma regência seguida de um fim inevitável do império. Como foi vossa reação ao voltar para o CHANDON? Qual a sensação de retornar ao Trono imperial?

Cláudio I – Olá, Matheus!  Estou muito bem, muito feliz por estar de volta às rédeas da nação reuniã.  Sabe, senti muita falta do micronacionalismo reunião nestes anos em que estive afastado.  Sinto muita falta da cultura reuniã, justamente por ser tão forte que é difícil não pensar em algo ligado a Reunião diversas vezes por dia. É difícil pra quem não é micronacionalista reunião entender isso; a maioria das micronações não passam de sites com blá-blá-blá sobre governos fictícios.  Reunião, não.  Reunião tem aspectos de grupo, culturais, que quem vive ou viveu tende a não esquecer e a aproveitar durante toda sua vida.O Império nunca vai acabar, ao menos enquanto eu estiver por aqui. Mesmo afastado, dei palpites, ajudei os regentes que me procuraram em momentos difíceis, conversei com os Lordes Protetores… É muita história. Além disso, praticamente sem exceção, praticamente todos os meus amigos da minha idade são reuniãos. Como poderia morrer? Reunião é referência na minha casa, diversas vezes por semana, mesmo quando estou afastado… Minha mulher diz “iiihh não vem com esse discurso de Reunião pra cima de mim não, que pra mim não cola”. Adquiri, lógico, outros passatempos na minha vida, desde que virei Imperador de Reunião, há 18 anos atrás. Hoje, além do meu trabalho – que administro de forma semelhante ao que faço aqui – meus principais passatempos são a gastronomia, as séries de TV americanas ou inglesas, a arte brasileira moderna (não contemporânea) e a porcelana da Companhia das Índias, principalmente do século XVIII.  Ou seja, hoje tenho mais coisas pra fazer pra me divertir, e menos tempo para isso. Mas nada disso me faz esquecer do meu encargo de Chefe de Estado deste país.

Matheus Jurgen – Majestade, vosso retorno também foi seguida de uma verdadeira corte. O retorno desses lendários micronacionalistas foi programado previamente?

Cláudio I Não. Nada foi programado. Minha maneira de viver não é baseada em planos ou programações.  Faço o que tenho que fazer, quando quero, e porque quero.  O único lugar em que tenho alguma programação é na vida profissional, mas mesmo assim, meus maiores e mais lucrativos negócios surgiram do nada, sem planos, e foram terminados de forma completamente imprevisível.Uma vez vendi um Hotel inteiro na Avenida Atlântica, na Praia de Copacabana, que não estava a venda, a pessoas que não queriam comprá-lo. O prédio estava ocupado por um inquilino que não queria sair, e os donos não queriam o auxílio de um corretor, pois já tinham o seu, em outro Estado.  Fiz o negócio. Ganhei comissão de ambos os lados.

Matheus Jurgen – Vossa Sacra Majestade Imperial em um dos primeiros atos publicou uma série de diretrizes imperiais, onde nitidamente finda-se pela busca da “democracia constitucional”. Não seria uma incoerência, haja vista, que passamos por um período de reorganização nacional?

Cláudio I – A busca da democracia é algo muito importante numa micronação, onde a cidadania é espontânea, ou seja, onde a pessoa só fica porque quer.  Todavia, também há que se levar em conta o que orientou o primeiro desejo, da parte daquele indivíduo, de vir para o Sacro Império se ele já sabia que somos uma monarquia potencialmente absolutista.Potencialmente justamente porque, só quando dá tilt, só quando temos problemas institucionais, é que os poderes interventivos do Poder Moderador devem ser utilizados.  E um dos tilts é a inactividade.  Por esta razão estamos fazendo uso dos Poderes Interventivos agora. Para acertar as coisas, deixar o barco no rumo. Depois, é só assistir e interferir quando der merda. Já expliquei diversas vezes que uma micronação boa é como uma panela de pressão, a tensão vai subindo e é preciso desligar ou abaixar o fogo em certos momentos decisivos. É nestes momentos que se espera do monarca frieza e eqüidade.

Matheus Jurgen – No momento político observamos algumas medidas radicais para a reativação regional. Como Vossa Majestade vê isso? A atividade regional deve ser prioridade frente a atividade imperial?

Cláudio I – Nunca.  A atividade regional é suplementar e deve servir de ‘hobby dentro do hobby’ além de exercício de autoridade quase ilimitada de seus participantes, evitando assim a necessidade de se criar novas micronações, o que todos já sabemos que simplesmente não funciona 99% das vezes.  É preciso que os governos regionais tenham total autonomia justamente para atender a este preceito.  Micronações novas vão morrer mesmo, então melhor ter total autonomia para montar uma estructura mas dentro de uma micronação tradicionale que tenha futuro e passado.

Matheus Jurgen – A Regência Von Zeni foi uma das eficazes, no sentido de reativar a atividade. Mas nos bastidores muito se comenta sobre “um golpe” contra o Grão Duque. Qual a Vossa posição sobre o assunto? O fim da citada regência foi pacífica?

Cláudio I – Não teve golpe nenhum.  Giancarlo Zeni é meu amigo.  Estou neste momento ajudando-o a ingressar com seu país na LoSS e reativarmos aquela liga. E mais, ontem mesmo estávamos trabalhando juntos num artigo da wikipedia do Sacro Império de Reunião, e anteontem num sobre o Serviço dos Pavões, um serviço de jantar que pertenceu a D. João VI de Portugal e que eu coleciono (tenho umas 190 peças garimpadas uma a uma!!!). Sim, o fim da regência foi pacífico como tem sido nossa relação há anos.

Matheus Jurgen – Com a saída de Von Zeni, observamos a continuidade de sua micronação fora de Reunião. Qual a Vossa opinião sobre o assunto? E quanto a questão das prolíficas Micronações fundadas por ex-cidadãos do Império?

Cláudio I – Desejo Boa Sorte.  Zeni sabe fazer uma micronação direitinho.  Tem o dom da escrita como quase ninguém que eu já conheci na vida.  Se ele tiver tempo pra dedicar vai dar certo, e terei orgulho de ver uma outra micronação grande fundada por um egresso de Reunião.  E se ele nao tiver tempo, sempre pode voltar pra cá. Portas abertas.

Matheus Jurgen – Recentemente o Qualícato Inoue envolveu-se em um escândalo, conhecido como “Escândalo de São Vicente”. A postura em julga-lo foi muito enérgica por parte dos súditos, mas foi observado de Vossa Majestade uma postura mais branda. Isso foi devido à vossa personalidade pacífica (dada a alcunha de O Piedoso) ou seria um medo de perder súbditos?

Cláudio I – Não tenho medo de perder súditos, pelo menos até que eu receba uma mensalidade de cada um para estar em Reunião, através de coletores de Impostos!! hahahaha! Minha postura é sempre branda porque eu tenho – sempre tive – a moral bastante elástica, pois procuro sempre compreender o porquê de uma pessoa fazer alguma coisa errada.  Pra mim um ato não significa nada.  Qualquer ato pode ser perdoado desde que eu entenda as razões do mesmo como tendo lógica e como sendo defensável sob o meu ponto de vista.

Matheus Jurgen – Ao que se consta, existe ao menos 4 Micronações lusófonos fundadas exclusivamente por ex-cidadãos do império. As alas mais liberais são a favor da dupla cidadania com tais Micronações. Qual a Vossa opinião sobre o assunto? É momento para a criação de uma “União Européia macro” na lusófonia?

Cláudio I – Não acompanho estas micronações, de perto.  Sei que, em geral, eu desprezo micronações que usam nome e territóriode nações soberanas macronacionais. Acho-as toscas, ridículas, e classifico os micronacionalistas que as fundam de quadrúpedes zurrantes.  Abro uma exceção – e esta é gloriosa porque fui sendo convencido de que é um excelente projeto pouco a pouco – para o Reino da Itália.  Mas isso é porque o Alan é um gênio, coisa que definitivamente não ocorre com as outras micronações do mesmo tipo. Gosto do projecto de São Vicente e de Petroburgo.  O resto não conheço mas se se enquadram na categoria acima e não são o Reino da Itália, prefiro, como escrevi ontem,que Reunião se camufle com a mesma cor do horizonte e que estas supostas micronações não tenham conosco nenhum tipo de relação – e não me refiro somente à diplomática. Todavia, este é um caso para a Chancelaria Imperial. Mas minhas preferências, não escondo.

Matheus Jurgen – Voltando ao império, a pouco tempo foi debatido a questão dos intocáveis. Realmente existe súbditos que possam ser considerados assim? Ou todos estamos iguais perante a lei?

Cláudio I – Todos são iguais perante a lei, exceto aqueles para quem a lei (a mesma que existiu sempre) prevê foro privilegiado ou inimputabilidade. Não há e nem haverá proteção da Coroa a quem quer que seja, do que quer que seja.  Mas a Coroa fiscalizará a aplicação da lei a todo o tempo.  E não se importa – nem um pouco – se a lei é justa ou não. A lei é lei, e como tal será cumprida, custe o que custar.  A quem discorda, que tente mudá-la na forma por ela própria estabelecida.

Matheus Jurgen – Uma das questões mais polêmicas, que de tempos em tempos retorna-se, é a Micro Igreja Católica. Vossa Majestade acha imprescindível para o Império a existência da mesma? E sobre a questão relacionada a união da mesma com o estado, a tendência é a MIC conquistar mais poder ou não?

Cláudio I – Reunião é a Sede da Igreja Católica Micronacional.  Micro Igreja é maquete de cidade de interior. Reunião respeita, aprova, e apóia a Igreja Católica Micronacional.  E da mesma forma, respeita, aprova e apóia quem não segue nenhuma Igreja e também quem odeia qualquer Igreja.  Mas é um Império SACRO, ou seja, cujo simbolismo é estreitamente ligado ao Catolicismo.  Reunião porém não permitirá que CHANDON vire uma publicação de textos prontos sobre religião nenhuma.  Se alguém quer postar em Reunião sobre Religião que poste textos de autoria própria e relevância micronacional, pois não somos uma repetidora de chatices. Se eu posso escrever chatices sobre os pássaros dodô de Saint-André, um Padre pode postar chatices sobre como ser caridoso com as crianças malês abandonadas nas ruas de Salazie. A tendência é que tudo permaneça como manda a lei.

Matheus Jurgen – Observamos nos últimos tempos uma profunda defasagem do Executivo Imperial. Assim questiono: Por qual motivo, Vossa Majestade não tomou a iniciativa e fez uma O.G. nomeando um Premier? É correto se esperar essa iniciativa da APQ?

Cláudio I – Não nomeamos um Premier pois nomeamos uma APQ, e cabe ao Palácio dos Democráticos escolher o Premier.  Se o Moderador escolhesse qualícatos e depois escolhesse o Premier estaria chamando os qualícatos que ele mesmo escolheu de idiotas.  Sim, é correto esperar que a APQ eleja o Premier.

Matheus Jurgen – Com a volta da APQ criou-se muita expectativa em relação à Assembléia. Na vossa opinião não é o momento de entrega-lá mais poderes  frente ao ECIE?

Cláudio I – Não.  É momento de cumprir a lei que já existe. Caberá à APQ governar o país com o Premier, fiscalizando cada uma de suas medidas.

Matheus Jurgen – Em uma discussão no CHANDON o sr. Jamil protagonizou uma calorosa discussão contrária à listas alternativas de conversação. Essa opinião é comungada por muitos conservadores. Inquiro-vos a posição defendida por ele, em Vossa opinião, é correta?

Cláudio I – Não conheço a discussão.

Matheus Jurgen – Nos bastidores muito se comenta sobre a redução da área de influência imperial, frente ao micronacionalismo. Não seria momento de uma política exterior mais agressiva?

Cláudio I – Reunião segue sendo a única micronação lusófona a ter conseguido a atençnao de livros, revistas, programas de TV (a maioria disponível na recém inaugurada hemeroteca imperial).  É a única micronação destas bandas citada no artigo da Wikipedia sobre “micronation” (e uma das poucas de qualquer outra banda).  Mesmo eu estando 5 anos fora nenhuma lusófona conseguiu sequer chegar aos pés em que deixamos o país em 2009.  A lusofonia não-reuniã realmente tem um problema de material humano que parece não ter solução. Entendo, porém, que, sim, é necessário criar um grupo de diplomatas de primeira para sair e anunciar a todos que Reunião, a micronação antiga que todos glorificam por aí, continua aqui.  A Chancelaria deve ser fortalecida e abrir contactos com micronações anglófonas e de outras fonias, como sempre fizemos. Todavia, sempre acabei fazendo isso meio sozinho, pois as pessoas sempre tomaram este compromisso e o abandonam no meio. Nao gostam de interagir nos fóruns intermicronacionais.

Matheus Jurgen – Nos últimos anos, observou-se um fortíssimo decréscimo do número de novos micronacionalistas. Ao que Vossa Majestade atribui isso? Falta de motivação ou obsolência do hobby?

Cláudio Castro – Atribuo isso à parcial inactividade de Reunião.  Se Reunião não está presente, a lusofonia vira pó. Na anglofonia,ao contrário do que você diz, há CENTENAS de novas micronações e micronacionalistas.  Vejam o http://forum.micronation.org/ que substituiu o www.micronations.eu como principal forum de micronacionalistas.

Matheus Jurgen – Vossa Majestade acredita que um dia o micronacionalismo ira se findar? Ou existe a possibilidade de uma renovação e revigorarão futura?

Cláudio Castro – Não acredito que irá se findar. Não acredito em bulhufas do que se diz de alarmismo sobre o micronacionalismo. Aliás não acredito em alarmismo nenhum. Aquecimento Global, Crise Financeira, tudo isso é armado pra o idiota acreditar e tomar atitudes que interessam a quem inventou o boato.

Matheus Jurgen – Muitos argumentam que o sistema Yahoo já é obsoleto. Existe uma via alternativa para continuar o Chandon, caso o fim do serviço?

Cláudio I – Estamos estudando. Não acho o Yahoo Obsoleto.Acho ótimo,  mas estamos estudando alternativas simplesmente porque há boatos de que o Yahoo vai acabar.Seacabar, e não conseguirmos uma alternativa gratuita, vamos contratar alguém pra fazer um “yahoo” só pra nós nos nossos servidores.

Matheus Jurgen – No passado vimos algumas fusões do império (Chumberry e Açores). Podemos afirmar que nos próximos anos ocorrer-se-ão fusões com outras Micronações?

Cláudio I – É Chuberry. Por que não?

Matheus Jurgen – Nos bastidores da alta cúpula, existe algum plano de manutenção do poder, para em caso de futuras crises? Vossa Majestade pode dar mais detalhes sobre isso?

Cláudio I – Nosso plano é usar a lei.  Criamos uma lei justamente para poder suprir ausências, dando mais poder ao Egrégio quando não houver monarca ou regente.

Matheus Jurgen – Uma das publicações mais esperadas com vosso retorno é o O Cometa. Podemos esperar o retorno do mesmo?

Cláudio I – Acredito que não. Demorava umas 3 horas para fazer cada edição, e só sei fazer as coisas direito.

Matheus Jurgen – A exemplo de outras publicações faremos o seguinte: Direi uma palavra e vossa majestade dirá a primeira associação que vem a cabeça.

Matheus Jurgen – Glauco Freitas

Cláudio I – Uma puta boa surpresa!

Matheus Jurgen – Flávio Miranda

Cláudio I – Amigo querido!

Matheus Jurgen – Giancarlo Von Zeni

Cláudio I – Amigo querido!

Matheus Jurgen – Marcela Von Zeni

Cláudio I – Me ensinou que Sofia pode gerar algo que preste.

Matheus Jurgen – Renan Saifal

Cláudio I – Velho companheiro, desenhista exímio!

Matheus Jurgen – São Petrônio

Cláudio I – Gênio. Louco.

Matheus Jurgen – São Vicente

Cláudio I – Um interessante Projeto.

Matheus Jurgen – Pathros

Cláudio I – Micronacionalismo de segunda durando mais que o esperado. Deve ter algo de bom além das JPEGs.

Matheus Jurgen – PIGD

Cláudio I – O Partido da Glória da Dinastia.

Matheus Jurgen- Pathros

Cláudio I – Primeira vez que penso nisso 2 vezes no mesmo ano.

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ACABA AQUI MAIS UM MESA REDONDA

 

Caro Leitor,

Acaba aqui mais um Cronicas do Imperio.É com pesar que nos despedimos.

Quem será o proximo no Mesa Redonda?

Matheus Jurgen